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Resistência Apologética

Ad Verecundiam - Parte 2.1

Paz e graça a todos. Conforme prometido, estarei concluindo minha parte do fascículo sobre mariolatria nessa dissertação, ela será bem longa, mas bem esclarecedora, isso eu garanto, por isso, peço que acompanhem até o final. E como estamos dedicando essa parte do fascículo à mariolatria católica, vamos aos outros predicados falsamente dados a ela, como:


Aeiparthenos – Sempre Virgem


Aqui estamos mais uma vez, falando do conhecido dogma da perpétua virgindade de Maria.

Os católicos romanos, assim como alguns bispos da igreja antiga, defendem que Maria, milagrosamente permaneceu virgem antes, durante, e depois do nascimento de Jesus, e nunca teve relações sexuais com seu marido, José. Um dos vultos que defendia isso era Agostinho de Hipona, a maior voz da sua época, sendo um dos patrísticos mais reconhecidos e citados. No entanto, cristãos primitivos como Hegesipo, que teve suas palavras compiladas e confirmadas – e portanto aceitas – por Eusébio de Cesaréia.

Existe uma obra espúria intitulada Proto Evangelho de Tiago, datada do século II, que não faz parte nem mesmo das Bíblias católicas, que prega a perpétua virgindade de Maria. Veja esta transcrição da dita obra: 


“E, ao sair a parteira da gruta, veio a seu encontro Salomé. Salomé, Salomé, exclamou, tenho de te contar uma maravilha nunca vista, e é que uma virgem deu à luz; coisa que, como sabes, não permite a natureza humana. Mas Salomé replicou: Pelo Senhor, meu Deus, não acreditarei em tal coisa, se não me for dado tocar com os dedos e examinar sua natureza. E, havendo entrado a parteira, disse a Maria: Prepara-te, porque há entre nós uma grande querela em relação a ti. Salomé, pois, introduziu seu dedo em sua natureza, mas, de repente, deu um grito dizendo: Ai de mim, minha maldade e minha incredulidade é que têm a culpa! Por tentar ao Deus vivo desprende-se de meu corpo minha mão carbonizada”.

A posição oficial da Igreja Católica Romana é de que a mãe de Jesus, Maria, permaneceu virgem por toda a sua vida. É bíblico este conceito? Antes de examinarmos as escrituras especificamente, é importante compreender por que a Igreja Católica Romana crê na virgindade perpétua de Maria. A Igreja Católica Romana vê Maria como “a Mãe de Deus” e “Rainha do Céu”. Os católicos crêem que Maria tem um lugar exaltado no Céu, com o mais estreito acesso a Jesus e a Deus o Pai. Tal conceito não é ensinado, em lugar algum, nas Escrituras. Mas mesmo que Maria ocupasse esta posição tão exaltada, ter ou não ter tido relações sexuais não teria impedido que ganhasse tal posição. O sexo dentro do casamento não é pecado. Maria não teria, de forma alguma, se degradado por ter relações sexuais com José, seu marido. Todo o conceito da virgindade perpétua de Maria está baseado em um ensinamento não-bíblico, Maria como Rainha do Céu, e uma compreensão de sexo também não-bíblica.

O termo “virgem” vem do grego παρθενος, ou PARTHENOS, que quer significa “virgem nubil, com idade de casar”. O Novo Catecismo da Igreja Católica afirma esta crença, dizendo:

“O nascimento de Cristo ‘não diminui a integridade virginal de sua mãe, antes a santificou. Assim, a liturgia da Igreja celebra Maria como Aeparthenos, a ‘Sempre-virgem.’”

(Catechism of the Catholic Church - Catecismo da Igreja Católica, Libreria Editrice Vaticana, 1994), p. 126, parágrafo 500.)

Foi o Sínodo Laterano de 649 AD que ressaltou pela primeira vez, o caráter tríplice da virgindade de Maria, a saber, que:

“Maria era uma Virgem antes, durante e após o nascimento de Jesus Cristo.”

(Ludwig Ott, Fundamentals of the Catholic Dogmas (1960), p. 203.)

Isto significa, conforme afirmado pelo apologista católico Ludwig Ott, que “Maria deu nascimento em forma miraculosa sem a abertura do ventre e lesões ao hímen e, conseqüentemente, também sem dores.”

(Ibid., p. 205.)

Por incrível que pareça, até os reformadores protestantes afirmaram a sua crença na perpétua virgindade de Maria. Martinho Lutero (1483-1546), por exemplo, foi fiel à tradição católica, quando escreveu:

“É um artigo de fé que Maria é Mãe do Senhor, e ainda virgem. . . .
Cristo, acreditamos, veio de um útero deixado perfeitamente intacto.”

(Weimar’s The Works of Luther, tradução em inglês por Pelikan, Concordia, St. Louis, v.11, pp. 319-320; v. 6. p. 510.)

O reformador francês João Calvino (1509-1564) não foi tão liberal em seu louvor de Maria como Martinho Lutero, mas ele não nega a sua perpétua virgindade. A expressão que ele mais comumente usa em referência a Maria é “Santíssima Virgem” - vide “Calvini Opera, Corpus Reformatorum, Braunschweig-Berlin, 1863-1900, v. 45, p. 348, 350”.

O reformador suíço Ulrico Zwinglio (1484-1531), escreveu, sobre a perpétua virgindade de Maria: 

“Acredito firmemente que Maria, de acordo com as palavras do evangelho, como uma pura virgem trouxe-nos o Filho de Deus e no parto e após o parto manteve-se sempre uma virgem pura e intacta.”

(Zwingli Opera, Corpus Reformatorum, 1905, v. 1, p. 424.)

Noutro lugar Zwinglio afirmou:

“Eu estimo imensamente a Mãe de Deus, a sempre casta, imaculada Virgem Maria; Cristo nasceu de uma maioria Virgem incontaminada.”

(Citado por E. Stakemeier em De Mariologia et Oecumenismo, 1962, p. 456.)

A aceitação quase universal dos Reformadores da contínua virgindade de Maria, bem como a sua relutância generalizada em declarar Maria uma pecadora, foi sendo progressivamente rejeitada por seus seguidores. O motivo de sua ruptura com o passado em parte deu-se a um novo exame das passagens bíblicas utilizados para apoiar a perpétua virgindade de Maria. Além disso, as práticas idolátricas que se desenvolveram em associação com a veneração de Maria e a rejeição do celibato clerical, finalmente levaram a maioria das Igrejas protestantes a rejeitar várias crenças católicas sobre Maria.

Se tem uma coisa que os católicos adoram fazer em um debate contra os protestantes, é jogar essas citações dos reformadores contra nós, numa tentativa de dizer que nós não estamos sendo sinceros em relação a nossa fé, pelo fato de os reformadores apoiarem um dogma sem pé nem cabeça como esse, e nós não concordarmos com isso. Eu vou dizer isso apenas uma vez, e não vou repetir:

Gostaríamos que os católicos entendessem que nós NÃO TEMOS OS REFORMADORES COMO REFERÊNCIA, NEM SOMOS OBRIGADOS A CONCORDAR COM TUDO O QUE ELES AFIRMAM SÓ PORQUE É UM REFORMADOR QUEM DISSE ISSO!!! A NOSSA REFERÊNCIA É CRISTO, E AS ESCRITURAS - 1 Co 11:1/Mt 11:28-30, Jo 5:39 / Rm 15:4/ 1 Co 4:6 - !!!

Além disso, deve-se levar em conta que os primeiros reformadores ainda tinham alguns resquícios do catolicismo romano tomando parte inclusive em sua maneira de interpretar as Escrituras. Lutero, por exemplo, além de defender esse dogma, também defendia a transubstanciação, transmutada somente de nome, a chamada “consubstanciação” - é só um ressalte, não a abordaremos aqui ela já foi abordada na parte 1, isso é para mostrar que os reformadores, mesmo sendo quem eram, eram passíveis de erros, e a prova está em algumas de suas citações, com as quais NÃO CONCORDAMOS, que fique bem claro.

Veremos agora o que falam alguns dos antigos pais sobre isso:

Rafael Rodrigues em seu artigo


Fala sobre a posição de alguns sobre esse ensino da igreja de Roma, e começa com uma citação de Justino o Mártir, que diz:

"E novamente, como Isaías havia expressamente previsto que Ele nasceria de uma virgem, ele declarou o seguinte: 'Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e seu nome será chamado «Deus-conosco»'.. A frase 'Eis que uma virgem conceberá' significa certamente que a virgem iria conceber ser ter relacionamento. Se ela tivesse relacionamento com qualquer um que fosse, ela não poderia ser virgem. Mas o poder de Deus, vindo sobre a Virgem, a encobriu, e a induziu a conceber, EMBORA AINDA PERMANECESSE VIRGEM"

(S. Justino Mártir, "Primeira Apologia", 148-155 dC).

Mas analisando o texto da biblioteca do New Advent, acompanhado do contexto temos isso:

“And hear again how Isaiah in express words foretold that He should be born of a virgin; for he spoke thus:Behold, a virgin shall conceive, and bring forth a son, and they shall say for His name, 'God with us.'  Isaiah 7:14 For things which were incredible and seemed impossible with men, these God predicted by the Spirit of prophecyas about to come to pass, in order that, when they came to pass, there might be no unbelief, but faith, because of their prediction. But lest some, not understanding the prophecy now cited, should charge us with the very things we have been laying to the charge of the poets who say that Jupiter went in to women through lust, let us try to explain the words. This, then, Behold, a virgin shall conceive, signifies that a virgin should conceive without intercourse. For if she had had intercourse with any one whatever, she was no longer a virgin; but the power of God having come upon the virgin, overshadowed her, and caused her while yet a virgin to conceive.”

Em Latim, temos:

“Isaias praedixerit se videre quam audire, et expressis verbis de virgine nasceretur ; Sic enim dixit : Ecce virgo concipiet et pariet filium , et vocabunt nomen eius dicere , Nobiscum Deus . Isaiah 7:14 quae inpossibilia sunt apud homines incredibilia videbantur , ea quae de Deo per spiritum prophetiae fieri , ut , cum factum est, ut non sit infidelitatis, sed fides , quia ex earum praedictum . Sed ne forte aliquis , haec autem prophetia non est intellectus , ut nos ipsa obicitis crimen impositis ingressus est ad Iouem , qui poetarum mulieres libidine , experiamur, exponunt . Haec igitur ecce virgo concipiet, quod virgo concepit sine coitu. Nam si illa ulli dormivit cum illa , quod virgo non est ; sed potentia Deo super virgine obumbravit eam et ducam eam adhuc virginem parere .”

Em português:

“E ouvir novamente como Isaías em palavras expressas predisse que Ele deveria nascer de uma virgem ; para ele falou assim: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ela dirá para o seu nome, " Deus conosco ". Isaías 7:14. Porque as coisas que eram incríveis e aos homens pareciam impossíveis, estes Deus predisse pelo Espírito de profecia como prestes a vir a passar, a fim de que , quando chegassem a passar , pode haver nenhuma incredulidade, mas a fé , por causa da sua previsão . Mas, para alguns, não entender a profecia agora citada, deve cobrar -nos com as mesmas coisas que temos vindo a colocam à acusação de que os poetas que dizem que Júpiter entrou para as mulheres através da luxúria , vamos tentar explicar as palavras . Este, então , eis que uma virgem conceberá, significa que uma virgem deve conceber sem relação sexual. Porque, se ela tinha tido relações sexuais com qualquer um que seja, ela não era mais virgem ; mas o poder de Deus que veio em cima da virgem, fez sombra sobre ela , e fez com que ela, enquanto ainda uma virgem concebesse

Opa, acho que temos uma diferença entre “embora permanecesse virgem”, para “enquanto ainda uma virgem concebesse”. Então das duas uma: Ou Kevin Knight escreveu a referência errada, ou Rafael Rodrigues não escreveu a referência corretamente.

Então quando analisamos o texto e o contexto corretamente, vemos que não é bem da virgindade PERPÉTUA que Justino fala, mas da CONCEPÇÃO VIRGINAL DE MARIA, a qual todos sabemos ser Bíblica – Isaías 7:14, Mateus 1:23.

Ainda outros textos são usados pra dizer que Maria foi sempre virgem, como Irineu de Lyon:

"Como por uma virgem desobediente foi o homem ferido, caiu e morreu, assim também por meio de uma virgem obediente à palavra de Deus, o homem recobrou a vida. Era justo e necessário que Adão fosse restaurado em Cristo, e que Eva fosse restaurada em Maria, a fim de que uma virgem feita advogada de uma virgem, apagasse e abolisse por sua obediência virginal a desobediência de uma virgem.

(Contra Heresias L. 5, 19.1)

Alguém pode me explicar onde Irineu de Lyon está falando de perpétua virgindade aqui? Ele apenas está fazendo uma analogia sobre Eva e Maria, sobre como a obediência de uma, aboliu a transgressão da outra, não tem nada a ver com perpétua virgindade aqui.

Orígenes conhecido teólogo, disse:

"Mas, seguindo a tradição que está registrado no Evangelho segundo São Pedro ou no livro de Tiago, eles dizem que há alguns irmãos de Jesus, os filhos de José por uma ex-mulher, que vivia com ele antes de Maria. Agora aqueles que dizem por assim desejarem preservar a honra de Maria na virgindade até o fim, de modo que o organismo dela, que foi designada para ministrar a Palavra que diz: "O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do altíssimo deve ofuscar a ti ", pode não ter tido relação sexual com um homem depois que o Espírito Santo veio ela e o poder do alto a tivesse ofuscado. E eu acho que em harmonia com a razão que Jesus era o fruto primeiro entre os homens da pureza, que consiste na castidade, e Maria entre as mulheres, pois não foram piedosos atribuir a qualquer outro do que o seu fruto primeiro da virgindade." (Comentário ao Evangelho de Mateus x. 17)

"Pois, se Maria, como aqueles que declaram, com exaltar sua mente sã, não tinha outro filho, mas Jesus, e ainda Jesus diz para sua mãe, 'Mulher, eis aí teu filho', e não 'Eis que você tem esse filho também'" (Comentário ao Evangelho de João, Livro 1, 6)

"Sobre este assunto, eu encontrei uma observação muito bem em uma carta do mártir Inácio, segundo bispo de Antioquia depois de Pedro, que lutou com as feras, durante a perseguição em Roma. A virgindade de Maria estava escondida do príncipe deste mundo, graças a José e escondido seu casamento com ele. Sua virgindade foi mantida escondida porque ela foi pensada para ser casada." (Homilias sobre Lucas, 6, 3-4.)

O grande apologista cristão Orígenes e seu mestre Clemente de Alexandria, exegeta e teólogo, ambos nascidos no século II e falecidos no século III, apoiando-se no texto apócrifo acima transcrito, defendiam a perpétua virgindade de Maria, ou seja, que o hímen da mãe de Jesus sobreviveu ao parto. Mas, como se sabe, estes homens eram seres humanos e, portanto, falíveis. A própria Igreja Católica não reconhece Orígenes como autoridade inquestionável. Por exemplo, no Dicionário Enciclopédico, referindo-se a Orígenes diz: “...Sua doutrina foi condenada pela Igreja” (Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro/RJ, edição de 1.993, página 1.418).

A maior e mais conhecida voz da Antiguidade, Agostinho de Hipona, declarou:

"Virgem que concebe, virgem que dá à luz, virgem grávida, virgem que traz o feto, Virgem perpétua" (Sermão CLXXXVI, 1, 1)

“Concebeu-O [a Cristo Jesus] sem concupiscência, uma Virgem; como Virgem deu-lhe à luz, Virgem permaneceu(Sermão sobre a Ressurreição de Cristo, segundo São Marcos, PL XXXVIII, 1104-1107).

Ainda outros exemplos são citados, como Jerônimo, João Cassiano, Cirilo de Jerusalém, Máximo o confessor, entre outros. Antes de começar minha refutação, apenas um pequeno comentário sobre isso:

As raízes do dogma da perpétua virgindade de Maria são encontradas no ambiente pagão da era pós-apostólica quando houve uma forte ênfase no celibato dentro de certas religiões pagãs (como as virgens vestais - sacerdotisas da deusa Vesta - da antiga Roma pagã) e seitas gnósticas que se denominavam “cristãs”. O intercurso sexual, mesmo dentro do casamento, era freqüentemente carregado de suspeita de delito, em virtude da adoção de uma filosofia grega de que tudo que é matéria é essencialmente, aliás, essa linha de pensamento influencia muitas comunidades – eclesiásticas inclusive – até hoje. Este ponto de vista finalmente levou Agostinho de Hipona (354-430) a ensinar que o pecado original é transmitido através da procriação mediante relações sexuais.

Mas, o que importa não é o que um “pai da igreja” – vou reservar um tópico especialmente pra eles nessa série de artigos, aguardem – diz ou deixa de dizer, sobre determinado assunto, e sim o que a Bíblia diz a respeito. E o que diz a Bíblia sobre a virgindade perpétua de Maria?

No Evangelho de Mateus, capítulo 1, verso 25 está escrito:

“E não a conheceu, até que deu à luz seu filho, o primogênito; e lhe pôs o nome de Jesus.” 

Mas os católicos usam como desculpa o termo “até que” para dizer que Jesus era o único filho de Maria, e levantam objeções como essa:

"Mt 1,25":
"E não a conheceu ATÉ que deu à luz seu filho"

A palavra “ATÉ” não significa que são José a conheceu depois"

"2 Sam 6,23":
"E Micol, a filha de Saul não teve filhos ATÉ o dia de sua morte"

Isso não significa que Micol teve filhos depois da morte"

"Gn 8,7":
"Ele deixou sair um corvo, o qual, saindo, voava de um lado para outro, ATÉ QUE aparecesse terra seca "

O corvo deixou de voar depois disso?"

"Deut 34,6":
“Moisés morreu[...]e ATÉ hoje não se sabe o local do seu sepulcro”

Já encontramos o sepulcro de Moisés?"

A mesma coisa acontece em: 1Cor 15,25; Gn 29, 12-15; Mt 28,20
Mas só na passagem de Mt 1,25 vocês (protestantes) inventam uma suposta continuação."

Muitas vezes os apologistas católicos usam somente o termo ATÉ, como se o mesmo não definisse um limite de transição entre um fato e outro, deixando a questão indefinida. Mas vejam, isso não é uma regra absoluta, como no caso da filha de Saul:

"E Mical, a filha de Saul, não teve filhos ATÉ o dia de sua morte"

1 Samuel 6:23

O negócio aqui é questão de pura lógica, a passagem explica que Mical ficou pra titia e morreu sem gerar filhos, pois mortos não se reproduzem. Quanto a passagem do corvo, basta um pouquinho de interpretação textual pra entender que Noé enviou o corvo com a finalidade de encontrar terra firme onde ele pudesse ancorar a arca, por isso o uso da expressão ATÉ QUE, isso sinalizaria que a ave achou terra, NÃO QUE ELA DEIXARIA DE VOAR!

De acordo com a hermenêutica grega:

O grego termo ATÉ, é somente HEOS, não HEOS HOU, que quer dizer "ATÉ ((QUE))", essa conjunção determina o LIMITE, a transição entre um acontecimento e outro.

Por exemplo:

"Fazia um dia ensolarado até que – HEOS HOU - começou a chover"

Por isso já que “até que” delimita um limite que é ultrapassado com o fim da restrição, por que deveríamos pensar que bem exatamente no caso de Mateus 1:25 a coisa deveria ser diferente? Ora, o que ocorre no texto de Mateus 1:25 é rigorosamente a mesma estrutura. Os católicos insistem em afirmar que o termo ATÉ, é relacionado a uma conjugação verbal no passado. Entretanto, o teólogo Jack Lewis assinala:

“... no restante do Novo Testamento (Mat. 17:9; 24:39; João 9:19) a palavra até seguida por uma negação sempre implica que a ação negada se realizava posteriormente.

(Jack Lewis, The Gospel According to Matthew (1976), Vol. 1, p. 42.)

Ora, se cremos que os mortos revivem depois de mil anos - Apocalipse 20:5 -, que Pedro falaria da transfiguração após a ressurreição de Cristo - 2 Pedro 1:16-19 e que Pedro e João foram soltos no dia seguinte - Atos 4:1-3 -, é porque o “até que” nos diz isso. Se a mesma estrutura textual é aplicada no texto de Mateus 1:25 e usarmos um critério básico da exegese (dois pesos, duas medidas), a mesma coisa acontece também no texto de Mateus 1:25, onde uma restrição é lançada tendo o seu fim depois do “até que”, ou seja, NO FUTURO. Portanto, Maria foi virgem até o nascimento de Jesus, e não perpetuamente. 

Por isso, ele, José, não teve relações sexuais com ela, Maria, ATÉ que ela desse à luz um filho, Jesus. O significado desta Escritura é abundantemente claro. José e Maria não tiveram relações sexuais até que Jesus nascesse.

No Antigo Testamento, o termo “conhecer” era freqüentemente utilizado pelos hebreus no sentido de relações sexuais normais entre marido e mulher, como Adão que

“E conheceu Eva, sua mulher; ela concebeu e deu à luz Caim”

Gênesis 4:1.

Vejamos outro exemplo:

“E levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o Senhor, e voltaram, e chegaram à sua casa, em Ramá, e Elcana conheceu a Ana sua mulher, e o Senhor se lembrou dela.


E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu, e deu à luz um filho, ao qual chamou Samuel; porque, dizia ela, o tenho pedido ao Senhor.”

1 Samuel 1: 19,20

Então, como podemos ver, mesmo que a vertente grega de “conhecer” - EGINÔSKEN, sugira somente a questão de tomar conhecimento, esse termo tem outras implicações, como atesta o Antigo Testamento. Portanto, a não ser que eles entendam de hebraico - o que acho pouco provável pois nem de grego eles entendem e vou mostrar o porque - o termo CONHECER no Novo Testamento em Mateus 1:25 se refere ao ato da RELAÇÃO SEXUAL.

Usando a New American Bible, que é uma tradução católica da Bíblia, podemos ver que a virgindade perpétua de Maria não é ensinada na Bíblia. Mateus 1:25 NAB nos diz (tradução livre):

Ele não teve relações com ela até que ela deu à luz um filho, e deu-Lhe o nome Jesus.”

Primogênito ou Unigênito?

Às vezes nos deparamos com argumentações que nem essa:

“A palavra “primogênito” só quer dizer primeiro filho, podendo ser filho único ou não.”

Vamos agora a uma pequena consulta ao dicionário. E de acordo com o Dicionário Larousse:

Primogênito

Adj. E s.m (latim primogenitus).

1. Que ou aquele que nasceu primeiro.

2. Diz-se do filho mais velho.


Lancemos mão agora da referência e a análise hebraica e grega de PRIMOGÊNITO. Vamos começar com o hebraico:

De acordo com a concordância de Strong:

01060
בכור b ê̂ê̂kowr

procedente de 1069; DITAT - 244a; n m

1) primogênito, primeiro filho

1a) de homens e mulheres


E no grego:

4416 πρωτοτοκος - prototokos

de 4413 e o substituto de 5088; TDNT - 6:871,965; adj

1) primogênito, (primeiro filho)

1a) de um ser humano ou animal

1b) de Cristo, o primogênito de toda a criação

Primogênito em hebraico é B’EEKOWR, e em grego é PROTOTOKOS, que entre outras coisas quer dizer O PRIMEIRO A SER GERADO, portanto isso significa que vieram outros depois dele, se Maria só tivesse Jesus por Filho, no lugar de PRIMOGÊNITO, deveria se achar o termo UNIGÊNITO, do grego MONOGENÊ, ou seja o ÚNICO A SER GERADO, como veremos no Dicionário Larousse:

Unigênito

Adj. E s.m (latim unigenitus)

1. Que ou aquele que é o único a ser gerado.

2. Diz-se de ou filho único

Agora de acordo com a concordância de Strong:

3439 μονογενης - monogenes

de 3441 e 1096; TDNT - 4:737,606; adj

1) único do seu tipo, exclusivo

1a) usado para os filhos ou filhas únicos (visto em relação a seus pais)

1b) usado de Cristo, denota o único filho nascido de Deus.

Agora vou usar passagens no grego para exemplificar começando pelo termo PRIMOGÊNITO:

"KAI ETEKEN TON UION AUTÊS TON PRÔTOTOKON KAI ESPARGANÔSEN AUTON KAI ANEKLINEN AUTON EN PHATNÊ DIOTI OUK ÊN AUTOIS TOPOS EN TÔ KATALUMATI"

Lucas 2:7 - Grego

"E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem."

Lucas 2:7

Agora o termo UNIGÊNITO:

"OUTÔS GAR ÊGAPÊSEN O THEOS TON KOSMON ÔSTE TON UION AUTOU TON MONOGENÊ EDÔKEN INA PAS O PISTEUÔN EIS AUTON MÊ APOLÊTAI ALL EKHÊ ZÔÊN AIÔNION"

João 3:16 - Grego

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."

João 3:16

A Bíblia não deixa margem para o benefício da dúvida, seja nos textos originais, ou nos transliterados, a mensagem é clara e direta.

Portanto o versículo de Lucas que eu citei, deveria ficar assim:

"KAI ETEKEN TON UION AUTÊS TON MONOGENÊ KAI ESPARGANÔSEN AUTON KAI ANEKLINEN AUTON EN PHATNÊ DIOTI OUK ÊN AUTOIS TOPOS EN TÔ KATALUMATI"

Traduzindo:

"E deu à luz a seu filho unigênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem."

Lucas 2:7

Portanto a passagem de Mateus 1:25 deveria ficar assim:

“KAI OUK EGINÔSKEN AUTÊN EÔS OU ETEKEN UION HO MONOGENÊS KAI EKALESEN TO ONOMA AUTOU IÊSOUN”

Traduzindo:

“E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o unigênito; e pôs-lhe por nome Jesus.”

Mateus 1:25

A Septuaginta emprega o grego πρωτοτοκος - protótokos para traduzir o vocábulo hebraico b’eekowr - ”primogênito”, que de acordo com o bom e velho dicionário, e a concordância grega e hebraica refere-se ao PRIMEIRO FILHO, não o ÚNICO FILHO!!!

É tão interessante como alguns detalhezinhos minúsculos eles deixam escapar - de propósito - né? Na verdade, se Mateus quisesse transmitir a idéia da virgindade perpétua de Maria, ele simplesmente teria escrito: “Mas ele nunca teve qualquer união com ela, ou nas traduções mais antigas, “NUNCA A CONHECEU.” Só isso desmantela essa falácia por completo, pois se Jesus fosse o ÚNICO FILHO DE MARIA, o texto grego RESSALTARIA ISSO, mas interessante que isso não acontece... Mas os protestantes é que são desonestos, hereges...
A Bíblia ensina claramente que Maria fora uma virgem antes e no momento do nascimento de seu filho Jesus (Is 7:14, Mt 1:18-25, Lc 1:26-27), mas nada, absolutamente NADA, sugere QUE DEPOIS DISSO ELA CONTINUOU VIRGEM. Não existe evidência NENHUMA de que José tenha se tornado celibatário e nunca teve relações sexuais com Maria, muito pelo contrário, e eu vou dizer por que no ponto seguinte:

Primos????

Mateus 13:55-56 NAB declara:

 “Não é ele o filho do carpinteiro? A sua mãe não é Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Não estão as suas irmãs todas conosco?

Os católicos afirmam nesse caso, que os termos gregos para “irmãos” e “irmãs” nestes versos poderiam também se referir a parentes do sexo masculino e feminino, não necessariamente a irmãos e irmãs, literalmente. Eis algumas pueris objeções católicas:

"bíblia, a palavra "irmão", "irmã", "irmãos" e "irmãs", refere-se NÃO SOMENTE aos irmãos carnais, as palavras podem denotar QUALQUER GRAU DE PARENTESCO.
- ABRAÃO chama seu sobrinho LÓ DE IRMÃO (Gn 11,27; Gn 13,8)
- Labão era TIO de Jacó e o chama de IRMÃO (Gn 29, 15)
- PRIMO ou PARENTES são chamados de IRMÃOS em geral (Lv 10,4; Jó 19,13-14; 42,11)."

Ora disso TODO MUNDO SABE. Isso não é novidade alguma. Ainda tem mais:

Sobre Mt 12,47;
Nesse referido episodio, OS IRMÃOS de Jesus eram SEUS DISCÍPULOS;
Mt 12,48: “Jesus respondeu-lhe: Quem é minha mãe e QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?”
49. “E, APONTANDO COM A MÃO PARA OS SEUS DISCÍPULOS, acrescentou: Eis aqui minha mãe e MEUS IRMÃOS.”

OS IRMÃOS de Jesus eram tão somente os SEUS DISCÍPULOS, ou seja, todos aqueles que fazem a vontade do Pai (Mt 12,50) Era assim que Jesus chamava seus discípulo, de “IRMÃOS” (Jo 27,17-18)."

Com isso, eles esperam nos convencer que os irmãos de Jesus na verdade eram PRIMOS dele, olha que legal! Mas o que a Bíblia e a concordância grega dizem sobre isso mesmo?

Deixa eu postar a análise grega de novo, e veremos se não existe diferenciação de parentesco entre irmão e primo:

80 αδελφος adelphos

de 1 (como uma partícula conectiva) e delphus (o ventre);
TDNT 1:144,22; n m

1) um irmão, quer nascido dos mesmos pais ou apenas do mesmo pai ou da mesma mãe.
2) tendo o mesmo antepassado nacional, pertencendo ao mesmo povo ou compatriota.
3) qualquer companheiro ou homem.
4) um fiel companheiro, unido ao outro pelo vínculo da afeição.
5) um associado no emprego ou escritório.
6) irmãos em Cristo.
6a) seus irmãos pelo sangue.
6b) todos os homens.
6c) apóstolos.
6d) Cristãos, como aqueles que são elevados para o mesmo lugar celestial.
Agora o termo primo:

431 ανεψιος anepsios

de 1 (como partícula de união) e uma partícula arcaica nepos (um parente); n m

1) primo.

Um exemplo claro está em Colossenses 4:10:

“Aristarco, que está preso comigo, vos saúda, e Marcos, o primo de Barnabé, acerca do qual já recebestes mandamentos; se ele for ter convosco, recebei-o”

Em grego:

“ASPAZETAI UMAS ARISTARKHOS O SUNAIKHMALÔTOS MOU KAI MARKOS O ANEPSIOS BARNABA PERI OU ELABETE ENTOLAS EAN ELTHÊ PROS UMAS DEXASTHE AUTON”

Essa é a única vez que esse termo ocorre em todo o Novo Testamento. Acho incrível como Deus é sábio, pois no hebraico e aramaico alguns termos não possuem diferenciações, que ocorrem no grego.
Como vemos, enquanto no hebraico a única definição de irmão é ‘ah, e geralmente isso se refere a irmãos compatriotas e irmãos de sangue, ou parentes próximos - na verdade o hebraico em alguns pontos é bem genérico, a diferenciação é pouca, talvez nenhuma em alguns casos.

Entretanto, o grego possibilita essa distinção, para que não haja confusão entre membros da família, e irmãos de sangue. Por essa razão o Novo Testamento foi escrito em grego, glória a Deus por isso! Portanto, vemos no texto grego que existe uma definição entre irmão - ADELPHOI - e primo - ANEPSIOS.

Quando você vai pra análise do grego, os fundamentalistas católicos piram, pois eles ficam completamente sem saída!

Atenhamo-nos aos itens 1, 2, 4 e 6 da análise grega de irmão - ADELPHOI. Vamos trabalhar em cima deles.

Saindo da hermenêutica lingüística da Bíblia, vamos dar uma aula gratuita de gramática básica aos apologistas católicos:

Existe uma área da gramática chamada “figuras de linguagem”, onde determinados termos usados expressam significados singulares, e um deles é a METÁFORA, ou seja, uma comparação, feita em relação a uma pessoa ou objeto, sendo que a pessoa ou objeto da minha comparação NÃO SE TRANSFORMA DE FATO NO TERMO QUE EU USEI.

Eis um exemplo:

“Às éguas dos carros de Faraó te comparo, ó meu amor.”

Cânticos 1:9

Aqui Salomão não está querendo dizer que sua amada a Sulamita, é um eqüino, historiadores e estudiosos afirmam que os cavalos de Faraó eram animais belíssimos, vistosos, altivos e esculturais, que sempre andavam adornados de jóias e apetrechos brilhantes em suas crinas e corpo. Portanto, ele está querendo dizer que sua amada é tão ou mais formosa que eles!

Onde eu quero chegar com isso? É simples: A questão não é como você vê uma pessoa ou coisa, o importante é o que ela é EM ESSÊNCIA!

Por exemplo, a vaca obviamente é uma vaca, mas se eu chamar a vaca de cachorro, na essência, ela deixa de ser vaca? Não!

Outro exemplo, eu tenho um amigo ou um primo - ANEPSIOS (primo) em grego -, e eu o considero como irmão, de sangue inclusive, e até o chamo de irmão, mas já que o que permanece é A ESSÊNCIA da pessoa, eu pergunto:

SEU EU CHAMO A PESSOA EM QUESTÃO DE IRMÃO, SENDO QUE ELA NÃO O É, ISSO MUDA O QUE ELA É EM ESSÊNCIA - AMIGO, PRIMO?

Pegando essa definição, eu digo que, eles podiam, metafórica e figuradamente falando, SE CONSIDERAR IRMÃOS, mas isso NÃO OS TORNAVA IRMÃOS, irmãos de sangue não. Portanto, é uma falta de honestidade e de inteligência, levar o significado de irmão - ADELPHOI - somente pro sentido literal da coisa!!! Portanto isso não passa de uma falácia reductio ad absurdum - redução/reduzir ao absurdo.

Não adianta negar, o significado intencionado é claro; eles pensaram que Jesus era o filho de José, filho de Maria, e irmão de Tiago, José, Simão e Judas, e o irmão de algumas irmãs cujos nomes e número não conhecemos. Pai, mãe, irmão, irmã. Interpretar irmãos e irmãs, aqui, como “primos” ou “parentes”, depois de mencionar o pai e a mãe de Jesus, é torcer o significado do texto.

A isto deve acrescentar-se que embora no Novo Testamento não se use o termo anepsiôs que significa «primo» ou «parente», aparece outro termo que significa colectivamente "parentela" (sungeneia, Lucas 1:61; Atos 7:3,14). Este vocábulo deriva de sungenês ou sungeneus, que significam «parente», e usa-se reiteradamente no Novo Testamento: Marcos 6:4; Lucas 1:58; 2:44; 14:12; 21:16; João 18:26; Actos 10:24; Romanos 9:3; 16: 7, 11, 21. Segundo Lucas 1:36, o anjo Gabriel chama Isabel a «parenta» (sungenis) da Bem-aventurada Maria (Lucas 1:36), não sua «irmã» (adelfê).

Estudem a Bíblia católicos, pelo amor de Deus!!!

Para aqueles que acham que Jesus considerava como família somente seus discípulos com base em Mateus 12:48, quando Jesus diz: “E apontando para os seus discípulos, acrescentou: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.”, aqui vai uma surpresinha:


“Depois disto andava Jesus pela Galileia, pois não queria andar pela Judeia, porque os judeus procuravam matá-lo. Estava próxima a festa dos judeus, a dos Tabernáculos, e lhe disseram os seus irmãos: - Sai daqui, e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes, porque ninguém que procura dar-se a conhecer faz algo em segredo. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Porque nem mesmo os seus irmãos criam nele."

João 7:3-5

Destaco os versos 3, e 5:

"EIPON OUN PROS AUTON OI ADELPHOI AUTOU METABÊTHI ENTEUTHEN KAI UPAGE EIS TÊN IOUDAIAN INA KAI OI MATHÊTAI SOU THEÔRÊSOUSIN TA ERGA SOU A POIEIS"

Verso 3

"...e lhe disseram (((os seus irmãos - ADELPHOI))): - Sai daqui, e vai para a Judeia, para que também (((os teus discípulos - THEÔRÊSOUSIN))) vejam as obras que fazes..."

"OUDE GAR OI ADELPHOI AUTOU EPISTEUON EIS AUTON"

Verso 5

"Porque nem mesmo os seus (((irmãos))) criam nele."

Eram mesmo só os discípulos? Eu acho que não.

O verso 47 de Mateus 12 fala de uma pessoa chamando Jesus dizendo que sua FAMÍLIA o aguardava. Embora difiram em diversos detalhes, as três narrações dos sinópticos coincidem, no momento em que os discípulos estavam junto do Senhor enquanto que os irmãos de Jesus, e sua mãe, estavam fora e afastados; portanto é inevitável a conclusão de que se trata de dois grupos diferentes. Marcos explica, além disso, a razão da visita, e é que vinham para levá-lo pela força porque pensavam que estava fora de si. 

Quando ele diz que a família dele eram seus discípulos isso é facilmente explicado pelo fato de Jesus considerar mais sua família espiritual do que sua família terrena, haja vista que sua passagem pela terra seria transitória, então isso não faria muito sentido. Jesus não desceu à Terra pra brincar de "família feliz" ele veio simplesmente cumprir a vontade do Pai, mais nada. Mas para isso ele teria que ter um corpo físico, e foi aí onde Maria entrou.

Mas e quanto a Tiago?

O nome Tiago é uma derivação em grego do nome Jacó. Existem quatro Tiagos no Novo Testamento:

1. Tiago filho de Zebedeu


Era apelidado Tiago o Maior para distinguir do seu homônimo. Também conhecido como Tiago Boanerges (filho do trovão, juntamente com seu irmão, o apóstolo João - Marcos 3.17).

Foi um dos primeiros discipulos, sua família tinha posses, seu pai tinha empregados, era do ramo da pesca. Ele veio a ser um dos doze apóstolos e participou do momento da transfiguração (Mateus 4.21; 10.2; 17.1; Marcos 1.20). Sua mãe se chamava Salomé, era irmã da mãe de Jesus (Marcos 15.40; 16.1; João 19.25). Morreu ferido à espada (Atos 12.2).

2. Tiago, o menor

Também foi um entre os doze apóstolos. Era filho de Alfeu e de uma mulher que se chamava Maria (Mateus 10.3; Marcos 15.40; 16.1). A morte dele não está registrada nas Escrituras e nem há dados históricos.

3. Tiago, pai de Judas

Ver: Lucas 6.16; Atos 1.23.

Mas o Tiago que realmente nos interessa é:

4. Tiago, o irmão do Senhor

Demorou-se bastante para decidir a aceitar a Jesus como Senhor ; após a ressurreição uniu-se aos discípulos; provavelmente foi conquistado no momento da aparição do Senhor após a ressurreição; considerado por muitos como um dos líderes da Igreja em Jerusalém e coluna entre os cristãos; reconhecido como o autor da epístola de Tiago (João 7.5; Atos 1.14; Mateus 13.55; 1ª Corintios 15.7; Atos 15.13; Gálatas 1.18-19; 2.9; Atos 15.13-34; 21.18-19; Tiago 1.1).

Fontes: Pequena Enciclopédia Bíblica O.S. Boyer - Editora Vida; Dicionário Bíblico Universal - A.R. Buckland & Lukyn Williams - Editora Vida.

E a Bíblia declara o seguinte sobre ele:

“Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias.

E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.”


Gálatas 1:18:19

Em grego ela fica desse jeito:

“EPEITA META ETÊ TRIA ANÊLTHON EIS IEROSOLUMA ISTORÊSAI KÊPHAN KAI EPEMEINA PROS AUTON ÊMERAS DEKAPENTE
ETERON DE TÔN APOSTOLÔN OUK EIDON EI MÊ IAKÔBON TON ADELPHON TOU KURIOU


Gálatas 1:18:19

O interessante é que Paulo é bem enfático na sua narração ao dizer, sem nenhum acréscimo que o Tiago de quem ele falava era IRMÃO LEGÍTIMO DE CRISTO. Não houve complemento algum.

Não existe informação da sua morte na Bíblia. A fonte da informação parte de discípulos dos apóstolos. Eles escreveram o que testemunharam. Os documentos não são considerados registros canônicos, porém, são tidos como valiosos dados históricos.

Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século contemporâneo de Tiago, diz logo de cara quem ele é:

“Mas o jovem Anano, que, como já dissemos, assumia a função de sumo-sacerdote, era uma pessoa de grande coragem e excepcional ousadia; era seguidor do partido dos saduceus, os quais, como já demonstramos, eram rígidos no julgamento de todos os judeus. Com esse temperamento, Anano concluiu que o momento lhe oferecia uma boa oportunidade, pois Festo havia morrido, e Albino ainda estava a caminho. Assim, reuniu um conselho de juízes, perante o qual trouxe Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, junto com alguns outros, e, tendo-os acusado de infração à lei, entregou-os para serem apedrejados”

Antiguidades judaicas, Parte 1, Livro XX, Cap. 8.

Outros registros de Josefo afirmam que ele foi lançado do alto de um prédio do templo e após isso foi apedrejado por ordem de Ananias, o sumo sacerdote.
"Sua morte, segundo a tradição cristã, foi a de um mártir. Cerca do ano 63 d.C., os judeus lhe ordenaram que de uma das galerias do templo proclamasse que Jesus de Nazaré não era o Messias. Contudo, em vez de falar assim, ele anunciou à multidão que Cristo era o Filho de Deus e Juiz do mundo. Então, seus inimigos, enraivecidos, o lançaram ao chão e o moeram com pancadas. Não estando ainda completamente morto, acabaram de matá-lo com pedradas, enquanto ele orava por seus algozes. Isso aconteceu pouco antes do cerco da cidade. Tiago era tão altamente considerado que os judeus julgaram ter sido a destruição de Jerusalém e do templo um castigo do céu por terem assassinado esse santo homem"

História dos Hebreus.

O que é mais legal não é isso caros leitores, em uma das passagens mais interessantes de “Antiguidades Judaicas”, Josefo nomeia todos os familiares, fazendo nítida distinção de cada um deles:

“Mas eu quisera bem saber de quem ele teria podido aprender o que diz; eu fui instruído desde o berço por meu pai, meus irmãos, meus primos, meus avós, meus bisavós e tantos outros grandes príncipes, de quem sou descendente dos lados paterno e materno, sem falar das sementes de virtude que a mesma natureza introduz no sangue daqueles que ela destina a governa”

Antiguidades Judaicas, Livro Único, Cap. 4.

Ué, mas irmão e primo não é a mesma coisa? Algo não está cheirando bem na apologética católica.

Com isso concluímos que – Comentários de Lucas Banzoli:

• Josefo, exímio historiador, conhecia Tiago muito bem. Não apenas porque ele era um excelente historiador, mas porque Tiago era muito conhecido, contemporâneo de Josefo, inclusive, e judeu como ele.

• Josefo escrevia em grego, e tinha pronto, a mão, e perfeitamente disponível as palavras adelphos (irmão) e anepesios (primo), assim como o português, que também tem clara distinção entre ambos.

• Josefo não apenas tinha disponível essas palavras, mas de fato as usava apropriadamente, citandoadelphos (irmão) quando era irmão, e anepsios (primo) quando era primo. Ele nunca citou um primo como “irmão” e nunca citou um irmão como “primo”. Ele cuidadosamente distinguia claramente um do outro.

• Este mesmo Flávio Josefo escreveu dizendo que Tiago era irmão (adelphos) de Jesus, e não “primo” (anepsios) dele. Os católicos são forçados a sustentar inutilmente, e contra todas as evidências, que Josefo errou aqui, embora tenha acertado em todos os outros textos. Na verdade, o que eles fazem é negar o óbvio, pois não podem simplesmente aceitar a verdade como tal como ela é, já que já estão presos a um sistema papal repleto de pressupostos, sendo proibidos de pensar por si mesmos, tendo apenas que repetir e concordar com o papa. Então, enquanto os evangélicos estão livres para pensar por si mesmos e chegar à conclusão natural de que Josefo escreveu este texto consciente, os católicos estão presos a um sistema papal em que se veem obrigados a negar qualquer evidência, para sustentar uma mentira.

Fonte:

Mas há uma evidência arqueológica ainda mais contundente:

Existe um Ossuário ou caixa de ossos que foi descoberto em 21 de outubro de 2002 onde que se lê “Tiago, filho de José, irmão de Jesus.” – Em aramaico: Ya'akov bar Yosef achui d'Yeshua. Ele recebeu sua primeira publicação na revista Biblical Archeological Review (Revista de Arqueologia Bíblica). Todos, sem exceção, concordam que o ossuário, propriamente dito, é autêntico e antigo (datado do primeiro século). Análises Paleográficas e a existência de antiga pátina - uma espécie de crosta que se forma na superfície de metais, pedras e madeira devido à oxidação ou longa exposição às intempéries - sugerem que a inscrição é visivelmente autêntica.

De acordo com o The New York Times, “essa descoberta pode muito bem ser o mais antigo artefato relacionado à existência de Jesus”. Submetido a análises de datação histórica, foi constatado que ele remetia a aproximadamente 63 d.C, que, curiosamente, é exatamente a época em que Tiago foi martirizado, de acordo com a tradição cristã!

Esta evidência também anula as possibilidades de Tiago ter sido apenas “primo” de Jesus, porque nos ossuários judaicos constava, no máximo, apenas o nome do pai e de quem era irmãonunca constava o primo. Ao dizer, portanto, que Tiago era “filho de José e irmão de Jesus”, estava relatando que de fato Jesus tinha um irmão chamado Tiago.

Depois dessa exaustiva explanação, só nos resta rebater mais uma falácia, que uma passagem distorcida que os católicos usam e está escrita na Bíblia Sagrada:

“Eis aí a tua mãe”

Essa passagem está em João 19:26,27 onde está escrito:

“Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.

Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.”

E com isso eles justificam que não só Maria foi eternamente virgem como atestam a “maternidade universal” da mãe de nosso Senhor Jesus Cristo. Mas quando nos aprofundamos na Escritura, descobrimos a invencionice católica romana, e derrubamos esse sofisma de pronto.

Esta suposição ignora o fato de que naquela época os irmãos de Jesus não eram crentes (João 7:5) e presumivelmente não estavam presentes junto à cruz. O argumento que de acordo com a lei mosaica, o parente mais próximo é requerido cuidar de Maria, ignora o fato de que Jesus estava mostrando compaixão por Sua mãe, na ausência de quem deveria cuidar dela.

Além disso, como disse lá em cima Jesus considerava mais sua família espiritual do que sua família carnal. Cristo ensinou que o compromisso para com Ele supera os laços sanguíneos mais próximos.

Sobre isso uma pessoa muito carismática, que inclusive foi canonizada pelo Vaticano – outro assunto que eu também vou abordar - também falou o seguinte:

“Jesus, na cruz, não proclamou formalmente a Maternidade Universal de Maria, mas instaurou uma relação materna, consagrada entre Ela e o discípulo preferido”. 

(Papa João Paulo II, audiência geral de 24 de Abril de 1997, Cf. “Osservatore Romano” 24.04.1997)

E agora católicos? Pra onde vão correr? Não tem “magistério” algum que seja superior ao papa de vocês! Ou João Paulo II mentiu? Lembrem-se, o papa é “infalível”. Mas o mesmo site de onde retirei essa citação chama o “santo” J. Paulo II de beato modernista, curiosidade da qual me valerei mais na frente.

Com isso, concluímos que o dogma católico da eterna virgindade de Maria é baseado apenas em meras suposições dogmáticas, não em ensinos bíblicos comprovados. Isto é evidenciado pelo fato de que os eruditos católicos citam apenas alguns versos bíblicos - descontextualizados diga-se de passagem - para apoiar a alegada perpétua virgindade de Maria.


Mas o que já é ruim sempre pode piorar meus amigos! Continuando com o festival de heresias católicas, uma das PIORES “honrarias” prestadas a Maria pelo catolicismo romano, foi chamar Maria de


SOBERANA


Isso mesmo, vocês não leram errado! Maria é chamada em um cântico de Virgem soberana, duvidam? Confiram:

“Sede em meu favor,
Virgem soberana,
livrai-me do inimigo
com o vosso valor.”

Fonte:
http://www.cademeusanto.com.br/Oficioimaculada.htm

Quando meus olhos passaram por essas palavras, em pensei: “Eu não li isso...”

Eles não acharam o suficiente chamar Maria de advogada – quando nosso Advogado é Cristo (1 Jo 2:1) – medianeira – quando Cristo é o único Mediador, de justiça, graça e de tudo o mais em relação à igreja (1 Tm 2:5) – intercessora – quando Cristo e o Espírito Santo já exercem perfeita e magistralmente esse papel (Rm 8:34, 8:26,27) – eles tinham que engrossar o caldo, chamando Maria de SOBERANA gente! Vejam o que esse termo significa

Soberana

s.f. Mulher que exerce o governo supremo de um Estado monárquico (rainha, imperatriz, princesa, duquesa); imperante.
Fig. Mulher que tem autoridade moral sobre outrem.

Como podem ver, eles se consideram SÚDITOS da virgem Maria, declarando que ela exerce plena autoridade sobre eles, não é à toa que eles se consideram HIPERDOULOS/HIPERDOULEIA – SUPER ESCRAVOS – de Maria.

Trocando em miúdos, ao reconhecerem Maria como SOBERANA, eles admitem com todas as letras que são PROPRIEDADE DELA, e que Maria é GOVERNANTA ABSOLUTA DE UM VASTO IMPÉRIO. Mas eu nem me espanto, pois de alguém que diga uma coisa dessas:

“ao império de Maria todos estão sujeitos, até o próprio Deus.

(Bernardino de Sena, Glórias de Maria, Editora Santuário, página 152, edição de 1989)

Se espera qualquer coisa.

E usam uma série de versículos distorcidos pra defender o indefensável, usando de mil desculpas e sofismas, como um trocadilho pra lá de falacioso como:

Mãe de Rei, é rainha!

Maria, segundo o catecismo é RAINHA DO UNIVERSO:

"E para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do universo." A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos: (Parágrafo relacionado 491)”

(C.I.C, parágrafo 966)

Muito interessante essa colocação católica, que não encontra base bíblica EM LUGAR NENHUM, muito menos em Apocalipse 12. De acordo com o sofista Paulo Ricardo:

“O Papa Pio XI, através da Encíclica Quas Primas, recordou um ensinamento da Igreja acerca da Pessoa de Jesus: Ele é Rei. E é exatamente nisto que se fundamenta a tradição bimilenar dos cristãos de conceder à Virgem Maria os títulos de "Senhora" e "Rainha". Se Jesus é o Rei profetizado e exaltado desde o Antigo Testamento, Maria é a Rainha Mãe, a figura maternal que aparece junto dos reis ao longo de quase toda a Sagrada Escritura.

A instituição da Rainha Mãe surge, pela primeira vez, na descendência da casa da Davi, nos reis que vieram após o seu reinado. Depois da morte de Salomão, contam as Escrituras, houve uma divisão do povo de Deus: o reino do norte, que se separou e perdeu a descendência davídica, e o reino do sul, no qual permaneceu o reino de Judá.

Os 20 reis descendentes de Davi - que vieram após Salomão - sempre são lembrados juntos com suas mães. Isso comprova a afirmação feita anteriormente: Sim, a rainha mãe é uma instituição típica da Casa de Davi. Por terem muitas mulheres, era impossível àqueles reis escolher somente uma das esposas para reinar ao lado deles. A saída acabava sendo reinar junto à mãe. Para isso, ela recebia o título de gebirah.
Essa designação aparece 13 vezes no Antigo Testamento em referência à Rainha Mãe. Mas não somente no reino de Davi. No Egito, por exemplo, e em outros povos da região também. Vê-se então a importância dessa figura para a história e para a reta compreensão das profecias sobre Jesus, o verdadeiro herdeiro do trono.”

Os textos que eles usam pra justificar esse raciocínio falso são passagens como:

“Betsabé foi, pois, ter com o rei para falar-lhe em favor de Adonias. O rei levantou-se para ir-lhe ao encontro, fez-lhe uma profunda reverência e sentou-se no trono. Mandou colocar um trono para a sua mãe, e ela sentou-se à sua direita"

1 Reis 2:19

Com textos como esse eles esperam nos convencer que isso era uma PREFIGURAÇÃO desse sofisma herético, mas esquecem de um minúsculo detalhe:
Embora os futuros reis sempre estimassem suas mães quando ascendiam ao trono, isso não lhes conferia o título de rainhas, elas eram rainhas se tivessem um esposo rei, como no caso de Ester – Ester 5:3, 9:29. Mais do que desonestos, os apologistas católicos usam modelos de reinos da terra para dizer que a mesma coisa ocorreria futuramente com Maria, no céu, pelo fato dela ser mãe de Jesus Cristo, Rei dos Reis. Embora Maria fosse descendente de linhagem real, assim como José, seu marido, rei é aquele que REINA, não existe rei sem reinado! Já vi católicos dizerem o ABSURDO que Maria era ESPOSA DE DEUS, para desesperadamente sustentar essa blasfêmia! Já vi inúmeras vezes católicos fanáticos chamarem Maria de ESPOSA DO ESPÍRITO SANTO! Mas esquecem os romanistas que para que Maria fosse esposa do Espírito Santo ela teria que CASAR COM ELE, sendo a única coisa que o Consolador fez foi operar no ventre virgem de Maria, para que ela concebesse ao Verbo Divino, mas sem a consumação entre marido e mulher, a saber o ato sexual.

Os católicos usam como desculpa uma passagem terrivelmente distorcida de Apocalipse 12:1 que diz:

E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.”

Apocalipse 12:1

Com base nesse versículo, eles juram de pés juntos que essa mulher é Maria, para assim poderem defender três coisas, as quais são o preterismo, a assunção de Maria, e principalmente a imaculada conceição; mas essa tese encontra os seguintes obstáculos:

1-   A mulher descrita sofre de dores de parto:

E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.”

Apocalipse 12:2

As dores de parto são a marca do pecado original, que veio através de Eva – Gn 3:16 – com isso, a imaculada conceição vai pro ralo, pois se Maria fosse imaculada não poderia padecer disso.

Mas qual a desculpa usada por eles? Saída pela direita; eles afirmam que as dores de parto descritas em Ap 12:2 são as de Maria aos pés da Cruz, quando viu Jesus sofrer... Tipo assim, dores de quem vai dar à luz, agora viraram dor de perda... É muita falta do que inventar!


2-   A falta de lógica

Vejamos o que diz o verso 6 do referido capítulo:

“E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.”

Apocalipse 12:6

Aqui surgem mais dois problemas:

a)   O texto diz que ela foi para o deserto sozinha, mas a Bíblia diz que Maria foi para o Egito – região desértica – com José, seu marido Mateus 2:13-15

b)   O verso anterior diz que a mulher ficou sem o filho por mil duzentos e sessenta dias, o que equivale a TRÊS ANOS CINCO MESES E DEZ DIAS, SE FORMOS LEVAR AO PÉ DA LETRA, Maria NÃO FICOU ESSE TEMPO TODO SEM JESUS, ficou?

Sobre Maria ser considerada imaculada por ter gerado a Jesus que é imaculado, eu digo: E daí? Se Maria é imaculada, então o ventre da mãe de Maria também gerou uma pessoa imaculada, mas nem por isso os apologistas católicos afirmam que a mãe de Maria é imaculada também, aliás eles adoram se valer daquela passagem – descontextualizada – de Jó14:4 onde se diz: “Quem do imundo tirará o puro? Ninguém.”. Se esta “lógica” fosse minimamente seguida, ela nos levaria até Eva. Por quê? Simples:

• Todo ser imaculado só pode ser gerado por outro ser imaculado.

• Maria é imaculada por gerar um ser sem pecado.

• Maria, como um ser sem pecado, só poderia então ser gerada por outro ser sem pecado.

• A mãe de Maria, portanto, também era imaculada.

• Mas se a mãe de Maria era imaculada e somente pessoas sem pecado podem gerar seres imaculados, então a mãe da mãe de Maria era imaculada também.

• Mas se a mãe da mãe de Maria era imaculada, então...

Já sabemos no que isso vai dar. É somente a “lógica” papista. Nem force muito o raciocínio, senão a cabeça destes “apologistas” quebra. Raciocinar não é muito a praia de alguém que deixa que o papa raciocine no lugar deles.

Não é preciso conhecer muito as regras elementares da lógica para saber que a conclusão das premissas cai de paraquedas neste silogismo. Se o fato de alguém receber alguma coisa das bênçãos descritas em Deuteronômio 28 significa que cumpriu literalmente toda a lei e que nunca pecou nenhuma vez na vida, então teríamos milhões de pessoas igualmente “imaculadas”, assim como Maria, uma vez que as bênçãos de Deuteronômio se aplicavam a qualquer um que fizesse o que a lei exigia, e não somente a Maria. A não ser que o humorista Leitão afirme também que a única pessoa que recebeu as bênçãos de Deuteronômio 28 foi Maria – aí seria para internar de uma vez.

Além disso existem outras objeções a essa falácia:

3-   O testemunho Escriturístico

Os escritores neotestamentários não deixaram nenhuma mensagem subentendida, se Maria fosse imaculada, assunta ao céus e essa coisa toda, de alguma forma, a Escritura registraria, mas a verdade é que isso não ocorre, senão vejamos:

Maria cumpriu um rito de PURIFICAÇÃO:

Em Lucas 2:22-24 diz:

“E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor

(Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor);

E para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos.”

Lucas 2:22-24

Esse mandamento se encontra em Levítico 14:19-23

“Também o sacerdote fará a expiação do pecado, e fará expiação por aquele que tem de purificar-se da sua imundícia; e depois degolará o holocausto;

E o sacerdote oferecerá o holocausto e a oferta de alimentos sobre o altar; assim o sacerdote fará expiação por ele, e será limpo.

Porém se for pobre, e em sua mão não houver recursos para tanto, tomará um cordeiro para expiação da culpa em oferta de movimento, para fazer expiação por ele, e a dízima de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de alimentos, e um logue de azeite,

E duas rolas, ou dois pombinhos, conforme as suas posses, dos quais um será para expiação do pecado, e o outro para holocausto.

E ao oitavo dia da sua purificação os trará ao sacerdote, à porta da tenda da congregação, perante o Senhor.”


Levítico 14:19-23

Se Maria fosse imaculada ela não precisaria passar por um rito de purificação, pois quem é imaculado, não tem pecado pra expiar. A imaculada conceição bate e volta nesse texto bíblico, que por si só desmonta o sofisma católico, independente de que santo, doutor, ou pai da igreja – eles terão um lugar especial nessa série de artigos – diga. E nem adianta usar a desculpa de que ela estava apenas sendo obediente à Lei Mosaica, pois um ser imaculado é ISENTO de tais obrigações.

Além disso, temos as tão conhecidas e citadas passagens de Salmos, Paulo aos Romanos e do escritor aos Hebreus que dizem:

“Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem.
              
O Senhor olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.

Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um
.”

Salmos 14:1-3

Palavras confirmadas por Paulo:

Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.

Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus.

Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.


Romanos 3:10-12

“Pois todos pecaram, e destituídos estão da glória de Deus.(...)  Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.”

Romanos 3:23 / 5:12

“Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.

Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.”

Hebreus 4:14-15

Engraçado que tanto Paulo como os demais apóstolos não fazem QUALQUER MENÇÃO DE MARIA em seus escritos, depois de Atos dos Apóstolos. Ninguém melhor que Paulo para confirmar a versão católica da virgem Maria, mas em todas as suas TREZE EPÍSTOLAS, que compõem quase METADE DO NOVO TESTAMENTO, sabem onde ele faz menção de Maria, ou de qualquer um dos seus “títulos”? Três palavrinhas, EM LUGAR NENHUM.

Se todos pecaram, Maria pecou. Só Jesus é sem pecado. Ponto.

4-   Testemunho e atestação de uma igreja mais antiga que a romana, a igreja do Oriente, que além de se alinhar à visão protestante, confirma que a imaculada conceição é um ensino tardio

De acordo com Bartolomeu I, patriarca Ecumênico e Arcebispo de Constantinopla:

“A Igreja Católica Romana entendeu que era necessário instituir um novo dogma para a cristandade, após mil e oitocentos anos de cristianismo, justamente devido a sua percepção [i.e, a maneira como os ROMANOS vêem (acréscimo meu)] sobre o pecado original (percepção que para nós ortodoxos, é um equivoco), segundo o qual o pecado original imputa uma mancha moral, algo como uma responsabilidade jurídica aos descendentes de Adão.

Esta visão é oposta ao ensino reconhecido como correto pela fé ortodoxa, no qual temos a corrupção como uma herança,causada pela separação do homem da graça incriada de Deus.

(...)

Como conseqüência, segundo a fé ortodoxa, a Santíssima Mãe de Deus, não foi concebida isenta da corrupção do pecado original, mas por amar a Deus acima de todas as coisas e por obedecer os Seus mandamentos, foi santificada por Deus através de Jesus Cristo, que Encarnou Dela

(...)

Como já foi dito, o pecado original pesa sobre os descendentes de Adão e de Eva como corrupção, e não como responsabilidade legal ou mancha moral. O pecado trouxe a corrupção hereditária [da qual Maria não é exceção (acréscimo meu)] e não uma "responsabilidade jurídica hereditária" ou uma mancha moral hereditária. 

(...)

Por isso, Igreja Ortodoxa honra a Santíssima Mãe de Deus acima de todos os santos, embora nós não aceitemos o novo dogma da Imaculada Conceição. A não aceitação desse dogma não diminui nosso amor e veneração a Santíssima Mãe de Deus. “

Retirado de entrevista realizada pelo site 30 Days com o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, Arcebispo de Constantinopla.

Fonte:
http://www.30giorni.it/us/articolo.asp?id=6794

Como se pode ver, a igreja do Oriente, contrária à visão romana, considera a imaculada conceição um dogma NOVO, isto é, recente, que não tem base nem princípio apostólico, e afirma que sim, MARIA PECOU. Olha que legal! Lembrando que Pio IX declarou que:

"É de fé que a santíssima foi concebida sem pecado original, porque esta verdade foi solenemente definida pelo Sumo Pontífice Pio IX em 8 de dezembro de 1854 E QUEM NÃO QUISER CRER, SERÁ HEREGE"


Resumindo:

Segundo Pio IX, o Patriarca de Constantinopla é um HEREGE.

Será que os ortodoxos sabem disso?

Mas claro, tem a questão da “assunção de Maria” né isso? Os apologistas católicos citam inúmeros bispos antigos para reforçar a ideia de que Maria foi assunta aos céus em corpo e alma, e usam passagens descaradamente distorcidas como Salmo 132 (131), 8; Salmo 45 (44), 10-14; Cântico dos Cânticos 3, 6; 4, 8; 6, 9; Ap 12, 1 / 11, 19), Lucas 1, 28

Sim, eles enxergam Maria em toda a parte da Bíblia! Até mesmo em Cantares, que fala tão somente do romance de Salomão e a Sulamita, e é um simbolismo relacionado a Cristo e a Igreja!

Pio XII em sua Bula Munificentissimus Deus diz que:

Esta [a escritura] nos apresenta a Mãe de Deus extremamente unida ao seu Filho, e sempre participante da sua sorte. Pelo que parece quase que impossível contemplar aquela que concebeu, deu à luz, alimentou com o seu leite, a Cristo, e o teve nos braços e apertou contra o peito, estivesse agora, depois da vida terrestre, separada dele, se não quanto à alma, ao menos quanto ao corpo. O nosso Redentor é também filho de Maria; e como observador perfeitíssimo da lei divina não podia deixar de honrar a sua Mãe amantíssima logo depois do Eterno Pai. E podendo ele adorná-la com tamanha honra, preservando-a da corrupção do sepulcro, deve crer-se que realmente o fez.

E em outro lugar:

 “Todas estas provas e considerações dos Santos Padres e os teólogos são baseadas nas Escrituras Sagradas como seu fundamento último.”

Será mesmo? Cabe ressaltar que muitos católicos, antigos e contemporâneos, se valem até de ritos apócrifos para desesperadamente defender o indefensável. Todavia, um documento católico chamado Decreto Gelasiano, nos diz de forma bem clara e objetiva:

V. [LISTA DE LIVROS E AUTORES REJEITADOS (APÓCRIFOS)]

Os demais escritos que foram compilados ou reconhecidos pelos hereges ou cismáticos, a Igreja Católica, Apostólica e Romana não recebe de forma alguma; destes, achamos correto citar abaixo alguns que passaram de geração a geração e que são rejeitados pelos católicos:
O cabeçalho em Latim diz:
«Notitia librorum apocryphorum qui nullatenus a nobis recipi debent. — Lista dos livros apócrifos que de modo nenhum por nós podem ser reconhecidos».

1. Lista de livros apócrifos:
primeiro, o sínodo de Sirmium, convocado por Constâncio César, filho de Constantino, e moderado pelo prefeito Tauro, que foi, é e sempre será condenado. A viagem em nome do apóstolo Pedro, que é chamado de nono livro de São Clemente: apócrifo. Os atos em nome do apóstolo André: apócrifo. Os atos em nome do apóstolo Tomé: apócrifo. Os atos em nome do apóstolo Pedro: apócrifo. Os atos em nome do apóstolo Filipe: apócrifo. O evangelho em nome de Matias: apócrifo. O evangelho em nome de Barnabé: apócrifo. O evangelho em nome de Tiago Menor: apócrifo. O evangelho em nome do apóstolo Pedro: apócrifo. O evangelho em nome de Tomé, usado pelos maniqueus: apócrifo. Os evangelhos em nome de Bartolomeu: apócrifos. Os evangelhos em nome de André: apócrifos. Os evangelhos falsificados por Luciano: apócrifos. Os evangelhos falsificados por Hesíquio: apócrifos. O livro sobre a infância do Salvador: apócrifo. O livro da natividade do Salvador e de Maria ou "A Parteira": apócrifo. O livro que é chamado de "O Pastor": apócrifo. Todos os livros da pena de Leúcio, discípulo do diabo: apócrifos. O livro chamado de "A Fundação": apócrifo. O livro chamado de "O Tesouro": apócrifo. O livro das filhas de Adão Leptogeneseos: apócrifo. O centão de Cristo incluído com versos de Virgílio: apócrifo. O livro que é chamado "Atos de Tecla e Paulo": apócrifo. O livro que é chamado de "Nepos": apócrifo. Os livros de Provérbios escritos por hereges e assinalados anteriormente com o nome de Santo Sisto: apócrifo. A Revelação dita de Paulo: apócrifo. A Revelação dita de Tomé: apócrifo. A Revelação dita de Estevão: apócrifo. O livro chamado de "Assunção de Santa Maria": apócrifo. O livro chamado de "A Penitência de Adão": apócrifo. O livro sobre Gog, o gigante que após o dilúvio lutou com o dragão, segundo os hereges: apócrifo. O livro chamado "Testamento de Jó": apócrifo. O livro chamado "A Penitência de Orígenes": apócrifo. O livro chamado "A Penitência de São Cipriano": apócrifo. O livro chamado "A Penitência de Jamne e Mambre": apócrifo. O livro chamado "A Fortuna dos Apóstolos": apócrifo. O livro chamado "Lusa dos Apóstolos": apócrifo. O livro chamado "Cânon dos Apóstolos": apócrifo. "O Fisiólogo", escrito por hereges e assinalado com o nome do bem-aventurado Ambrósio: apócrifo. A "História" de Eusébio Pampilo: apócrifo. As obras de Tertuliano: apócrifas. As obras de Lactâncio, também conhecido como Firmiano: apócrifas. As obras de Africano: apócrifas. O opúsculo "Potumiano e Gallo": apócrifo. As obras de Montano, Priscila e Maximila: apócrifas. As obras de Fausto, o maniqueu: apócrifas. As obras de Comodiano: apócrifas. As obras do outro Clemente de Alexandria: apócrifas. As obras de Táscio Cipriano: apócrifas. As obras de Arnóbio: apócrifas. As obras de Ticônio: apócrifas. As obras de Cassiano, sacerdote gaulês: apócrifas. As obras de Vitorino Petavionense: apócrifas. As obras de Fausto Regiense Galliaro: apócrifas. As obras de Frumêncio Cego: apócrifas. A carta de Jesus a Abgaro: apócrifa. A carta de Abgaro a Jesus: apócrifa. A Paixão dos Ciricianos e Julitanos: apócrifa. A Paixão dos Georgianos: apócrifa. Os escritos chamados de "Interdição de Salomão": apócrifos. Todos os filatérios que não provêm dos anjos, como pretendem alguns, mas foram escritos em nome dos piores demônios: apócrifos.

Fonte:

Sobre isso, um conhecido teólogo católico brasileiro, D. Estêvão Bittencourt disse:

Curiosa lista, à qual se devem fazer três observações:

1) Trata-se de um catálogo redigido de memória, conforme o autor mesmo confessa. É o que explica a falta de ordem ou de categorias na apresentação dos diversos nomes. Em setor tão sério, como é o da condenação de livros, um escritor de autoridade oficial não teria procedido de maneira tão leviana. A lista, portanto, não constitui um documento oficial da Igreja; é, antes, uma compilação de nomes feita a título particular para ajudar a memória, ou seja, para o uso pessoal do próprio redator e dos seus leitores contemporâneos.

2) A lista não deixa de apresentar suas incoerências e falhas, que em parte lhe tiram autoridade ou crédito. Assim, o autor, depois de recomendar a leitura de S. Cipriano, citado entre os escritores ortodoxos, coloca as obras do mesmo entre os apócrifos; depois de observar que as Atas do martírio dos Stos. Ciro e Julita e de S. Jorge podem ser lidas, condena-as como apócrifas; do mesmo modo procede em relação à «História da Igreja» de Eusébio. Não se saberia dizer o que o autor entende ao mencionar a «falsificação» e a «fabricação» dos Evangelhos por Luciano e Hesíquio... Além disto, observa-se que o catálogo condena as obras de Postumiano e Galo, quando estes dois nomes (ao menos, a quanto se sabe até hoje) não representam senão dois personagens de um diálogo de Sulpício Severo...

3) O «Transitus Mariae» figura na lista dos livros condenados... Isto se deve certamente ao estilo fantasista deste escrito. Sim; ai se lê que no fim da vida de Maria os Apóstolos, todos (segundo algumas versões) ou em parte (segundo outras), foram milagrosamente transportados para junto da Virgem Santíssima; então um mensageiro celeste anunciou a Maria a sua morte iminente; ao ouvi-lo, a Virgem manifestou seu receio; quando os Apóstolos sepultavam a Ssma. Mãe de Deus, os judeus intervieram hostilmente...

Ora tais pormenores pueris (para não dizer: irreverentes) devem ter provocado a indignação dos leitores dos quais a lista do «Decreto Gelasiano» se fez porta-voz. O que este documento, portanto, visava com a sua condenação não era a doutrina referente à exaltação final da Virgem Ssma., mas as modalidades de redação com as quais tal doutrina era apresentada no «Transitus Mariae».

Diante da referida declaração, podemos afirmar com toda clareza que esse camarada usou de dois pesos e duas medidas; ora, se defender um exemplar incluindo os apócrifos – chamados por eles de deuterocanônicos – é considerado válido, porque considerar um livro que condena um dogma católico, embora seja dito por um bispo romano não é? Eles desconhecem a definição etimológica de decreto? Pois vamos lembrar a eles:

Decreto
s.m (Lat. Decretum)
1- Decisão ou resolução emanada de uma autoridade.
2- Vontade, desígnio
3- Decisão, ordem.

Sua conjugação verbal, Decretar, quer dizer:
1- Ordenar ou regulamentar por decreto
2- Determinar, estabelecer, decidir

O Código de Direito Canônico – do qual me valerei em outro fascículo do estudo - diz o seguinte:

“O Romano Pontífice, sucessor de São Pedro no primado, não tem só o primado de honra, mas a suprema e plena potestade de jurisdição em toda a igreja tanto nas coisas pertinentes à fé e costumes, como naquelas pertinentes à disciplina e ao governo da igreja espalhada em todo o mundo.”
Cânon 218, Inciso 1

E de acordo com o catecismo:

 “O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado exclusivamente ao Magistério da Igreja, ao Papa e aos bispos em comunhão com ele”

(Catecismo da Igreja Católica, página 38, # 100).

O papa Pio X disse na encíclica “Como amar o Papa”, de 18 de Novembro de 1912, dizendo que “não se discute sobre o que ele manda ou exige”, que “não se objeta a ele”, que “não se põem em dúvidas as suas ordens” e que não se pode omitir opiniões que “diferem da opinião do papa”:

“É por isso que, quando se ama ao Papa, não se fica a discutir sobre o que ele manda ou exige, a procurar até onde vai o dever rigoroso da obediência, e a marcar o limite desta obrigação. Quando se ama o Papa, não se objeta que ele não falou muito claramente, como se ele estivesse obrigado a repetir diretamente no ouvido de cada um sua vontade e de exprimi-la não somente de viva voz, mas cada vez por cartas e outros documentos públicos. Não se põem em dúvida suas ordens, sob fácil pretexto, para quem não quer obedecer, de que elas não dimanam diretamente dele, mas dos que o rodeiam! Não se limita o campo onde ele pode e deve exercer sua autoridade; não se opõe à autoridade do Papa a de outras pessoas, por muito doutas que elas sejam, que diferem da opinião com o Papa. Por outra parte, seja qual for sua ciência, falta-lhes santidade, pois não poderia haver santidade onde há dissentimento com o Papa"

(Papa Pio X, “Como amar o Papa”, Alocução aos Padres da Confraria “A União Apostólica”, de 18 de Novembro de 1912.)

Resumindo tudo, O PAPA, MESMO ESTANDO ERRADO, ELE ESTÁ CERTO.

Dom Estêvão Bittencourt esqueceu disso não foi?

O Padre Álvaro Negromonte afirma com todas as letras que o Papa manda tanto quanto Cristo e que, portanto, suas ordens devem ser obedecidas e não discutidas. Senão, vamos à prova:


“... Um bom católico nunca põe em dúvida a autoridade da Igreja. Antes, procura ser cuidadoso da obediência que lhe deve. Cuidadoso e ufano. Vale a pena obedecer a quem manda com a mesma autoridade de Cristo e faz leis tão sábias.
   
 Assistidos pelo Espírito Santo, o papa e os bispos têm uma visão que nos falta nos negócios da Igreja. As suas ordens (i.e, seus DECRETOS – acréscimo meu) devem ser obedecidas e não discutidas. Quando nossos pontos de vista não coincidirem, será por deficiência nossa...”

(O Caminho da Vida, página 240, 15ª edição, Livraria José Olympio Editora, grifo nosso).
    

Como o leitor pôde ver com seus próprios olhos, ao ler a transcrição acima, o Padre Álvaro Negromonte exige dos católicos, obediência cega. Na opinião dele, quando acharmos que o papa está errado, devemos lembrar que o erro está em nós, não no papa. O Papa e seus bispos são infalíveis. É por ignorância nossa que às vezes discordamos do papa e seus bispos. Então, não é para o Dom Estêvão Bittencourt parar e rever seus conceitos, uma vez que as ordens / decretos papais como o DECRETO GELASIANO devereiam ser OBEDECIDAS, E NÃO QUESTIONADAS? Estaria o pont[ifice romano ERRADO ao declarar o Transitus Mariae uma obra APÓCRIFA? Não foi Pio X quem disse que NÃO SE DEVE QUESTIONAR O PAPA?

Além disso, na fonte que eu mostrei do site católico Agnus Dei,  a primeira coisa que se vê lá em cima com enormes letras verdes é



DECRETO GELASIANO
  
E mais uma vez nossos amigos católicos usam do apelo à conveniência, aceitando o que lhes convém, e descartando o que não serve pra eles.

Sobre a passagem de Apocalipse 12, o “santo” João Paulo II fala que:

«A favor da Imaculada Conceição, cita-se frequentemente, como testemunha bíblica, o capítulo XII do Apocalipse, no qual se fala da Senhora revestida de sol (XII, 1). 

A exegese actual converge em reconhecer nesta Senhora a comunidade do povo de Deus, que dará à luz em dor o Messias ressuscitado».

(Audiência Geral, 30 de Maio de 1996)


Acho que vão integrar o “santo” Carol Wojtyla ao clube dos hereges...

E pra terminar de fuzilar essa mentira Vaticana, uma obra católica, de nome "História Sagrada", nos dá uma declaração interessantíssima:

"Maria morreu no ano 54, com 72 anos, foi sepultada no vale de Josafá, onde ainda hoje se vê o seu túmulo"

(História Sagrada, p.215).

E Jesus dá o toque final:


"Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.

João 3:13

Assunta aos céus, só que não...

Ainda tem a questão do preterismo do qual falarei depois:, que prega que o Apocalipse se desenrolou e/ou foi escrito antes da queda de Jerusalém em 70 depois de Cristo, o qual eles usam para defender também a Mariolatria. Como demonstrei acima, Maria morreu - e não ressuscitou ao terceiro dia, como afirmou um tal de "são" Bernardo (Cf. WOODROW, Ralph de.  Babilônia: a Religião dos Mistérios, Associação Evangelística, páginas 26-27) - bem antes de o Apocalipse ser escrito. Mas embora isso seja verdade não há como isso apoiar a tese preterista, visto que Apocalipse foi escrito perto do ano 100 - 90-97 d.C - quando Antipas, Bispo de Pérgamo - mencionado por Cristo em Apocalipse 2:13 - foi martirizado pela mão de Domiciano imperador Romano morto em 96 d.C, fato esse confirmado pela própria Enciclopédia Católica, confiram:


·     St. Antipas, Bishop of Pergamummartyred under Emperor Domitian ("Acta SS., " April, II, 4);

Traduzindo:

·     St. Antipas , Bispo de Pérgamo, martirizado sob o imperador Domiciano ("Acta SS,." April, II, 4);



E junto dessa referência Lemos sobre a história desse imperador romano que exilou o apóstolo João:

“Tito Flávio Domiciano (em latim Titus Flavius Domitianus), 24 de outubro do 51 — 18 de setembro de 96), habitualmente conhecido como Domiciano, foi imperador romano de 14 de outubro de 81 d.C. até a sua morte a 18 de setembro de 96. Tito Flávio Domiciano era filho de Vespasiano com sua mulher Domitila e irmão de Tito Flávio, a quem ele sucedeu”


Logo, se foi Dominicano que exilou o Apostolo João em Patmos, este não poderia nunca escrever seu apocalipse antes de 81 ou depois de 96 d.C. Portanto, a data correta dos escritos apocalípticos estão dentro deste período, NUNCA 70 d.C! O próprio Eusébio trata de confirmar o fato óbvio de que foi ao final do império de Domiciano (portanto já depois de 90 d.C) que João escreveu seu livro, após mudar-se para a ilha de Patmos, na Grécia:

“É tradição que, neste tempo, o apóstolo e evangelista João, que ainda vivia, foi condenado a habitar a ilha de Patmos por ter dado testemunho do Verbo de Deus. Pelo menos Irineu, quando escreve acerca do número do nome aplicado ao anticristo no chamado Apocalipse de João, diz no livro V Contra as heresias, textualmente sobre João o que segue: ‘Mas se fosse necessário atualmente proclamar abertamente seu nome, seria feito por meio daquele que também viu o Apocalipse, já que não faz muito tempo que foi visto, mas quase em nossa geração, ao final do império de Domiciano’

(História Eclesiástica, Livro III, 18:1-3)

“E um pouco mais abaixo segue dizendo sobre o mesmo: "Nós pois, não nos arrisquemos a manifestarmo-nos de maneira segura sobre o nome do anticristo, porque, se houvesse sido necessário na presente ocasião proclamar abertamente seu nome, ter-se-ia feito por meio daquele que também tinha visto o Apocalipse, já que não faz muito tempo que foi visto, mas quase em nossa geração, ao final do império de Domiciano"

(História Eclesiástica, Livro V, 8:6)

Ainda poderia citar Irineu - Adversus Haeraeses - e Jerônimo - Adversus Jovinianus, mas creio serm as citações de Eusébio o bastante.

Não importa o que vocês usem católicos, não importa que tipo de sofismas vocês engendrem, nunca poderão provar que Maria foi rainha de um reino que, além de existir ANTES DELA, é ETERNO E TRANSCENDENTAL, não tentem tapar o sol com a peneira! Entendam de uma vez que Maria NÃO É, NEM NUNCA SERÁ, RAINHA DO CÉU, TAMPOUCO DO UNIVERSO, que existiam antes dela, e já tinham quem reinasse neles, a saber DEUS – Isaías 43:15, Apocalipse 19:16.

Agora se vocês querem usar essa desculpa pra darem louvor a quem não é digno dele, problema de vocês.

Deus é muito claro em dizer que não dá sua glória e Majestade a ninguém – Isaías 42:8, que não existe NINGUÉM, em lugar algum do Universo semelhante a Ele – Isaías 44:8, mas os católicos só reconhecem isso na teoria, na prática estão exaltando uma criatura ao mesmo nível do Criador, chegando ao ponto de dizer que Maria pode fazer Jesus voltar atrás no que Ele decreta! Duvidam? Leiam – isso Rafael Rodrigues também omitiu:

Se o meu Redentor, por causa de minhas culpas, me lançar fora de seus pés, eu me prostrarei aos pés de Maria, sua mãe, e deles não me afastarei enquanto ela não me alcançar o perdão”  (página 102)

Mas a coisa CONTINUA PIORANDO, quando o sujeito declara que Jesus se sente na obrigação de RETRIBUIR Maria por ter lhe abrigado em seu ventre, ao ponto de lhe fazer EXIGÊNCIAS, e o que é mais bizarro, mostrando os seios! - isso Rafael Rodrigues também omitiu:

“E como poderia o Filho desatender à Mãe, mostrando-lhe esta os seios que o sustentaram? [...] A excelsa Virgem hospedou a Deus em seu ventre; em paga de tal hospitalidade dele exige a paz para o mundo, a salvação para os perdidos, a vida para os mortos” (páginas 209-210. Grifo acrescentado)

Conseguem imaginar a cena? Jesus atendendo as preces de Maria bastando ela mostrar os seios? Não, é bizarro demais...

Antes de mais nada, os católicos deveriam ponderar as declarações desse homem, mediante o que Deus diz em Sua Palavra:

“...quem, pois, é aquele que ousa erguer-se diante de mim?

Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.


Jó 41:10-11

Quanto ela ter dito sim pra Deus, e só por isso Jesus nasceu, não me lembro de Deus ter precisado do sim de Jonas pra que ele fosse pregar em Nínive. Devemos entender que Maria teve papel deveras importante no plano da salvação, mas Deus faria a obra com ou sem ela, pois quando Ele resolve agir ninguém pode impedir – Isaías 43:13.

Segue-se os absurdos, quando se diz:

“Os pecadores só por intercessão de Maria recebem o perdão.” (pagina 76).

Rafael Rodrigues tenta despistar dizendo:

A frase completa: “E o mesmo diz S. João Crisóstomo: Os pecadores só por intercessão de Maria recebem o perdão.

Aqui o acusador recortou a frase para deixou de mostrar que um cristão primitivo e pai da Igreja, São João Crisóstomo reconhecia a grande eficácia da intercessão de Maria, ou seja essa era uma assertiva que vem desde os primeiros séculos de cristianismo.
Aqui são João Crisóstomo não está falando que única e exclusivamente os pecados são perdoados por meio de Maria, o que ele está querendo dizer é que Maria intercede por TODOS e sempre que Jesus perdoa um pecado, ela ora junto a Deus para que o pecado seja perdoado.

Na verdade isso não altera em nada o fato disso ser uma heresia, na verde piora as coisas, haja vista que isso foi dito por um “pai da igreja”, o que demonstra que os , o termo indica EXCLUSIVIDADE, e se isso fora dito de fato por João Crisóstomo, é uma bela mentira, visto que apenas Deus tem o poder de perdoar pecados, e isso sem precisar da intercessão de ninguém, como diz a Palavra de Deus:

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”

2 Crônicas 7:14

Perguntinha pros apologistas católicos:

DEUS MENTIU QUANDO DISSE ISSO?

Verdade é que na Antiga Aliança os sacerdotes ofereciam sacrifícios e representavam o povo diante de Deus, como intercessores, e Deus recebia o sacrifício oferecido pelos pecados do povo da parte deles, mas isso, além de ser feito por pessoas vivas em carne, foi abolido na Nova Aliança, tendo Cristo como único e insubstituível Sumo Sacerdote, Advogado e Intercessor com o Espírito Santo junto ao Pai – Hebreus 7:17-28, 10;19-23, 1 João 2:1, Romanos 8:34 – afinal em lugar nenhum do Antigo ou Novo Testamentos se ensina a se alcançar perdão de pecados por meio de um fiel que já partiu, e Maria não é exceção; na verdade, a oração intercessória descrita na Bíblia tanto pelos enfermos, quanto para perdão dos pecados, é feita pelos VIVOS, a saber, o presbitério da igreja:

“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor.

E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, serão perdoados.

Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, em sua eficácia, a súplica do justo,

Tiago 5:14-16

Ué, cadê Maria e os santos desencarnados aqui que eu simplesmente não vejo? Ou os presbíteros ainda exercem o presbitério depois de mortos?

Sofismas, sofismas, sofismas...

E o caldo continua engrossando, uma vez que Maria também é chamada de

ETERNA

Quando pensamos que vimos de tudo, vem um padre da conhecida Canção Nova e diz essa barbaridade:

Maria com seu amor e seu carinho começa desde toda eternidade interceder por cada um de nós”


É nessas horas que percebemos o quão “apostólica” a tradição católica romana é. Sendo que em Salmos diz:

“Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.

Tu reduzes o homem à destruição; e dizes: Tornai-vos, filhos dos homens.”

Salmos 90:2-3

E Isaías nos confirma:

“Antes mesmo que houvesse dia, eu sou...

Isaías 43:13

E Jesus disse:

“Antes mesmo que Abraão existisse, eu sou.

João 8:58

Então se Maria intercede desde a eternidade, e só DEUS é Eterno, esse padre tá dizendo que ela é o que, o que o que???

UMA DEUSA!!!!!

E nem adianta correr, a fonte tá aí confirmando!

Porque a ICR não admite que Maria é a quarta pessoa da Trindade de uma vez?

Eu disse que a coisa ia piorar, não disse? Pois se segurem em seus assentos meus caros, pois de acordo com essa “incrível” obra do herege Afonso de Ligório, Maria é chamada de 


ONIPOTENTE


Sim, é isso mesmo que você leu, Maria é considerada TODA-PODEROSA, segundo o “santo doutor” da ICR, veja o que ele diz:

Sois onipotente, ó Maria, visto que vosso Filho quer vos honrar, fazendo sem demora tudo quanto vós quereis.” (pagina 100).

“Muitas coisas se pedem a Deus, e não se alcançam. Pedem-se a Maria , e conseguem-se.” (pagina 118).

Rafael Rodrigues tenta justificar dizendo o seguinte:

“Aqui colocamos estas duas passagens juntas, pois a mesma resposta vale para ambas, vamos ao contexto que os impostores recortaram:

Não por que Maria tenha mais poder que Jesus Cristo, nosso único Salvador, o qual com seus méritos nos obteve e ainda obtém a salvação [...] Muitas coisas se pedem a Deus, e não se alcançam. Pedem-se a Maria , e conseguem-se. Como pode ser isso? Responde Nicéforo que isto acontece, não por que Maria seja mais poderosa que Deus, mas por que Deus determinou honrar assim sua mãe.
Como vemos na própria passagem Santo Afonso explica o por que, mas os acusadores maldosamente recortaram do contexto, para dar a entender que Santo Afonso estava dando poderes a Maria maiores que os de Deus, quando na realidade, ele coloca Maria bem abaixo de Deus e explica que Deus concede tudo o que Maria intercede.

A frase "SOIS ONIPOTENTE" é em relação oração, ou seja ela pode conseguir tudo através da sua oração junto a Deus. Com esta frase Santo Afonso não quis dizer que ela é super poderosa como Deus.”

Percebam o contorcionismo teológico do apologista católico; ele quer nos fazer acreditar que Maria não é Onipotente como Deus, mas Onipotente de outra forma, sabe-se lá qual é. Na verdade ele falou muito e não falou nada ao mesmo tempo, pelos seguintes motivos:

1-   Se somente Deus é Onipotente, então dizer que Maria é Onipotente é igualá-la a Deus

2-   Se ela é Onipotente, nós também somos, pois tudo que pedimos ao Pai em nome de Cristo – sendo Sua vontade – Ele nos concede (Jo 14:13)

3-   Se ela é Onipotente, e portanto igual a Deus, então ela é uma deusa

4-   É deusa, porque recebe culto, a saber, o de HIPERDOULEIAN – SUPER ESCRAVO, sendo que a Bíblia diz que não se pode servir – DOULEUEIN – A DOIS SENHORES – Mateus 6:24 – nem sermos escravos DOULEUO – DOS HOMENS – 1 Coríntios 7:23

5-   Se recebe culto, usurpa a glória de Deus, que não divide sua glória com ninguém – Isaías 42;8, mas claro, não por vontade própria, ela sequer sabe o tipo de coisa que estão fazendo em nome dela.

6-   A Bíblia diz que tudo podemos naquele que nos fortalece – Filipenses 4:13 – isso nos torna onipotentes também?

7-   Se não foi no sentido de ser Onipotente como Deus que o “santo doutor”, se valendo da frase de “santo” Nicéforo falou, então pra quê chama-la de Onipotente?

8-   Se “Muitas coisas se pedem a Deus, e não se alcançam. Pedem-se a Maria , e conseguem-se.”, como os apologistas católicos esperam que acreditemos que eles colocam Maria não somente em pé de igualdade com Deus, mas ACIMA DELE, haja vista que há coisas que não conseguimos alcançar, quando pedimos AO PRÓPRIO DEUS, E SIM A Maria, sendo que a Bíblia diz que “Para Deus, nada é impossível.” – Lucas 1:37?

9-   Se não existe nada que Deus não possa fazer – que não viole seus princípios, moral e santidade – qual a razão minimamente plausível para se pedir algo a Maria ao invés de Deus, se ela não é Onipotente como ele?

10- Como os apologistas católicos ao se deparar com um absurdo desses, agem com tamanho cinismo, querendo a todo custo fazer seus leitores acreditarem que dizer que uma criatura é ONIPOTENTE, não é elevar seu status quo ao de uma divindade, uma vez que somente Deus é Todo-Poderoso – Gênesis 17:1, Isaías 44:8?

Creio serem esses dez motivos o suficiente pra fazer os romanistas botarem o Tico e o Teco pra trabalhar.

E depois de toda essa marmelada católica, resta-nos somente uma coisa, que creio ser a PIOR de todas elas, que você vê nos carros e paredes e quadros de muitos católicos, que é a fraase mais blasfema e afrontosa a Cristo que eu já vi:

"Tudo com Jesus, nada sem Maria"

Essa é para dar o toque final nessa lambança católica, essa aberração até página no facebook tem - https://www.facebook.com/pages/Tudo-Com-Jesus-Nada-Sem-Maria/319655021389923.

E com isso falam aos quatro ventos que TUDO foi devido ao SIM de Maria, e que sem isso não teríamos acesso à salvação. Eis o motivo do "Tudo com Jesus, nada sem Maria", chegando ao cúmulo de dizer que Quem não tem Maria por Mãe, não tem Deus por Pai! É mole? Bem, que eu me lembre, Deus não precisou do SIM de Jonas quando o mandou pregar em Nínive, mas logo depois o profeta foge para Társis e Deus manda uma tempestade pra que ele MUDE DE CURSO E OBEDEÇA A DEUS, que usou até de uma baleia pra que Jonas obedecesse.

Se Maria dissesse não para Deus - o que ela poderia fazer, mas não fez pois quem se negaria a Deus? -, Deus não iria deixar de cumprir Sua vontade, afinal, quando Deus resolve agir ninguém pode impedir - Isaías 43:13 - e nenhum dos planos de Deus pode ser frustrado - Jó 42:2. Logo, não foi o SIM de Maria que trouxe Jesus ao mundo, mas a graça de Deus, e Seu inifinito amor por nós - João 3:16, Romanos 5:1,8. Por isso, eu devo a Deus, a dádiva da salvação, não Maria, aliás, mesmo sem Maria, a Bíblia diz que somos filhos de Deus, vamos confirmar:

"Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;

Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus."

João 1:11-13

"Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus.
Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

Romanos 8:14-16

"Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai."

1 João 2:23

Não temos nada sem Maria? Não é o que Paulo diz:

"Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?"

Romanos 8:31-32

Nem João:

"Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida."

1 João 5:12

Deus e Sua graça nos são mais que suficientes para a nossa vida - 2 Corínitos 12:9 -, fonte ilimitada que jamais se esgota. Se temos Deus, Cristo e o Espírito Santo, espiritualmente falando, não precisamos de mais nada, pois tudo pertence a Ele - Jó 41:11 - e somos seus herdeiros - Romanos 8:17.

Logo é TUDO COM JESUS, O RESTO É RESTO.

Mas para aqueles que pensam que a odiamos, claro que não! Na verdade consideramos Maria uma mulher ultra bençoada, pelos seguintes fatos:

1- A Bênção da Existência
2- . A Bênção de ter um Marido Temente a Deus

3- A Bênção de Ser Mãe

4- A Bênção de ser Serva de Deus

5- A Bênção da Humildade

6- A Bênção do Batismo no Espírito Santo

7- A Bênção de ser um Exemplo de Vida

8- A Bênção da Salvação


Mas os católicos esquecem que honrar, NÃO É A MESMA COISA QUE RENDER CULTO. Sim, amemos e respeitemos a Maria. Ela não é nossa Mãe, mas é nossa querida irmã; ela não é Nossa Senhora, mas também é serva de nosso Senhor; ela não é o caminho da salvação, mas é, entre outros, um brilhante exemplo digno de ser imitado; ela não é a luz, mas se guiou pela luz da verdade; ela não é nossa medianeira, mas foi por seu intermédio que o Pai enviou ao mundo o único Mediador entre Ele e nós; ela não é Salvadora, mas é salva; ela não é perdoadora, mas é perdoada; ela não pode fazer nada por nós, tampouco por si mesma, mas refugiou-se naquEle que tudo pode! Deste modo, enquanto muitos são exemplos negativos, dignos de serem evitados, Maria foi um exemplo positivo, digno de ser imitado, como já dissemos acima. Sim, amemos a Maria, bem como a todos os servos de Deus do passado, do presente e do futuro; e cultuemos só a Deus. Há muitas pessoas, dignas de elogios, mas só Deus é digno de culto. Não inventemos moda, criando três categorias de culto (Dulia, Hiperdulia e Latria). Tributemos Latria a Deus, e eliminemos de nossas vidas tanto a Dulia quanto a Hiperdulia católicas. Hiperdulia não existe, e dulia é serviço sagrado a Deus.

O que os católicos não entendem é que o papel de Maria não era – nem é – advogar, receber preces, culto religioso de super-escravo, cânticos, nem imagens ou pinturas dela nas igrejas para serem veneradas por devotos apaixonados, seu papel era dar à luz o Verbo Divino, e SÓ. Enquanto não entenderem isso, vão permanecer nas trevas da antropolatria. Na verdade, a única ordem que Maria deu em todo o Novo Testamento, foi essa:

“Fazei tudo o que ele vos disser.” João 2:5

E essa eu sigo à risca!

Mas considerar Maria advogada, intercessora, medianeira, eternamente virgem imaculada, porta do céu, SOBERANA, RAINHA DO UNIVERSO, ONIPOTENTE, entre outros mais de DOIS MIL TÍTULOS, ora tudo em ordem, gente, Deus não se zanga nadinha com isso!

Não é à toa que o conhecidíssimo sofista de nome Paulo Ricardo diz que a crença católica

“...não deriva da Bíblia. Deriva da nossa fé e da tradição da Igreja”.

Resumindo, é claro que é verdade! E por quê?



“ORA, PORQUE FOI A IGREJA QUE DISSE!”

Nossa trilogia está longe de acabar meus amados! Ainda tem mais, muito mais! Mas isso será mostrado na parte 2.2 de nosso artigo.

Deus abençoe a todos.

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