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Resistência Apologética

Cephas: a cartada final dos apologistas católicos não sustenta a alegação de Pedro ser a Pedra basal da Igreja, muito menos o papado.


Ao ser demonstrado que no texto grego, inspirado pelo Espirito Santo, o verso de Mateus 16 faz distinção entre Pedro e a Pedra basal da Igreja, os apologistas católicos lançam então sua ultima e derradeira cartada na mesa, o Cephas. 

Obviamente tanto protestantes como católicos enfocam esta passagem com o firme propósito de não ceder um milímetro em sua posição e, se for possível, destruir a do outro. Contudo ao se analisar honestamente o texto grego, vemos um trocadilho onde em grego Pedro se diz Petros e rocha se diz petra. Portanto, em Mateus 16:18, pelo texto grego, vemos que Cristo não se referiu a Pedro como a PEDRA de edificação da igreja, mas a própria confissão dele, que o faria parte importante desta edificação tendo a Cristo como base, fundamento e arquiteto.

Todavia argumenta-se que Cristo teria dito tais palavras em aramaico, e neste idioma não existe distinção entre Pedro (kepha) e pedra (kepha). Logo, Cristo teria chamado a Pedro de ROCHA, que é o significado de Pedro em aramaico, e que este seria a pedra(Kepha) ou Cephas, a pedra basal da Igreja. 

Mas argumentar isto é ignorar  que o grego faz a distinção entre um e outro, ainda que Cristo estivesse falando em aramaico e usado tais termos. O grego é uma língua mais rica em sentidos e expressões, enquanto que o aramaico tem poucos recursos e é o idioma mais pobre das línguas semíticas. Ou seja, Cristo usou o mesmo termo para ambas as afirmações, pois no aramaico não havia outro termo a que se recorrer. 

Nem me será necessário entrar em uma exposição exegética acerca disto, o Lucas Banzoli (aqui) já publicou um ótimo estudo a respeito deste tema, expondo eficientemente o significado e a distinção dos termos tanto no aramaico quanto no grego com sua clara distinção de gênero e a aplicação a que eles se referem. 

Mas o que faço aqui é apenas um reforço e observação quanto ao termo aramaico Cephas que supostamente teria sido empregado por Jesus no texto de Mateus 16. 

Porque Cristo teria chamado Pedro de Cephas, uma Rocha?

A observação importante que faço é que realmente o aramaico assemelha-se fortemente ao hebraico. E no hebraico o termo Cephas, é "SÛR", lê-se SUL no caso de ROCHEDO e SELA, em se tratando de ROCHA.

Em hebraico, ROCHA além de outros usos, também é usada muitas vezes para retratar o sustento e defesa de Deus ao Seu povo (Dt 32.15). Em alguns casos, este substantivo é um epíteto ou nome significativo de Deus (Dt 32.4) ou de deuses pagãos:

"Porque a sua rocha [deus] não é como a nossa Rocha [Deus]” (Dt 32.31).


Note que PETRA, CEPHAS ou SÛR, que é ROCHA, também se aplicam a deuses pagãos no sentido de apoio e sustento, mas em contraste com a NOSSA ROCHA, tais "cephas" sequer podem ser comparadas ainda que todas reunidas.


Mas, como bem observa Barclay:

"Devemos começar por assinalar que, além de qualquer outra coisa, a palavra[ROCHA] implica um enorme louvor. E não é uma metáfora estranha ou insólita no pensamento judeu. Os rabinos aplicavam a palavra rocha a Abraão. Tinham um dito:

"Quando o Santo viu a Abraão que estava por erguer-se, disse: 'Descobri uma rocha (petra) sobre a qual posso fundar o mundo'. De maneira que chamou a Abraão rocha (sul), e por isso se diz: 'Olhe a rocha da qual saíste.'"

Abraão era a rocha sobre a qual se fundou a nação e o propósito de Deus. Mais ainda, a palavra rocha (sul) aplica-se uma e outra vez ao próprio Deus. "Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita" (Deuteronômio 32:4). "Porque a rocha deles não é como a nossa Rocha" (Deuteronômio 32:31). "Rocha não há, nenhuma, como o nosso Deus" (1 Samuel 2:2). "O SENHOR é minha rocha e minha fortaleza, e meu libertador" (2 Samuel 22:2). A mesma frase aparece no Salmo 18:2. "Que rocha há fora de nosso Deus?" (Salmo 18:31). A mesma frase se encontra em 2 Samuel 22:32."((William Barclay, Comentário sobre Mattheus, pagina 568)

Portanto chamar a alguém de rocha, ou rochedo é o maior dos louvores; e também é evidente que nenhum judeu que conhecesse o Antigo Testamento, podia empregar a frase sem que sua mente se voltasse para Deus que era a única rocha autêntica e rochedo inabalável que o defenderia e procuraria sua salvação. Até mesmo Abraão foi chamado de Rocha do qual Israel foi cortado(Isaías 51:1). Portanto os discípulos ao verem Cristo chamando a Pedro de Rocha, souberam muito bem entender que não se tratava de se estar colocando a Pedro em uma posição de governo ou que em Pedro fosse edificada a Igreja, se assim fosse eles não teriam logo em seguida, brigado pela primeira posição entre si (Mat. 23:8,10; Luc. 9:46; 22:24-30).

Então o que quis dizer Jesus quando se dirige a Pedro como Cephas? Evidente Jesus estava reconhecendo em Pedro uma Rocha, não no sentido de ser o fundamento da Igreja, mas em um sentido especial assim como Abraão.

Pedro foi o primeiro homem da Terra que descobriu quem era Jesus. Foi o primeiro homem que efetuou o salto de fé que via em Jesus Cristo o Filho do Deus vivo. Em outras palavras, Pedro foi o primeiro membro da Igreja e, nesse sentido, a Igreja está inicialmente vinculada nele. Aquele que não passava de um simples Petros(pedrinha de fácil locomoção) agora se tornaria Cephas, um rochedo, uma rocha de enorme referência devido a sua confissão de fé no Cristo de Deus. Enquanto que a sua própria confissão é a ROCHA BASAL.
Portanto, literalmente se tomarmos o hebraico como referência aludindo as distinções que o texto grego faz, o que Cristo disse a Pedro foi que ele edificaria sua Igreja sobre a Rocha, a mesma Rocha que é a confissão fundamental de Pedro e fez dele uma Rocha em especial.
Para entendermos isto, basta que analisemos o contexto e cenário onde tais palavras foram pronunciadas.

Pedro e as Rochas de Cesaréia Felipo.

Jesus se dirige a Cesaréia de Filipe que se encontra a uns quarenta e seis quilômetros ao nordeste do mar da Galiléia. Estava fora do território pertencente a Herodes Antipas, governador da Galileia, e dentro da região pertencente a Felipe o tetrarca. A maior parte da população não era judia(daí que ele poderia ter conversado em aramaico) e ali Jesus estaria tranquilo e poderia ensinar aos Doze(também poderia ter conversado em hebraico, já que estava se dirigindo aos 12 apóstolos). Cabe ressaltar que o aramaico em contraste com o hebraico, equivale ao espanhol (língua falada pelas nações ao redor do Brasil), com o português(idioma brasileiro).

Contudo, o lugar onde Jesus fez a pergunta de Mateus 16:3, reveste-se de um profundo interesse. Poucos lugares suscitam mais associações religiosas que a famosa Cesareia de Filipe.

Todo o território estava coberto de templos do antigo culto ao Baal sírio. Em The Land and the Book, Thomson menciona não menos de quatorze desses templos nas proximidades. Tratava-se de um território cujo próprio ar e atmosfera exalavam o fôlego da antiga religião. Era um lugar à sombra dos deuses da antiguidade.

Mas os deuses sírios não eram os únicos venerados no lugar. Perto de Cesaréia de Filipe se erguia uma grande colina, e nela havia uma caverna profunda. Dizia-se que nessa caverna tinha nascido Pan, o grande deus da natureza. Cesaréia de Filipe estava tão identificada com esse deus que seu nome original era Panias. As lendas dos deuses gregos se reuniam ao redor de Cesaréia de Filipe.

Além disso, afirmava-se que nessa caverna era onde surgiam as fontes do Jordão. Josefo escreve: "Trata-se de uma cova muito espaçosa na montanha debaixo da qual há uma grande cavidade na terra. A caverna é abrupta e prodigiosamente profunda e cheia de águas tranquilas. Por cima se eleva uma montanha muito alta e por baixo da caverna brotam as fontes do rio Jordão." A mera ideia de que este fosse o lugar de onde surgia o rio Jordão o acalmaria de toda a história e a lembrança de todo o passado judeu, qualquer judeu devoto e piedoso respiraria ali o ar da antiga fé do judaísmo.

E não era apenas isso que fazia desta cidade uma das mais religiosas do mundo. Em Cesaréia de Filipe havia um grande templo de mármore branco construído à divindade de César. Foi construído por Herodes o Grande. Josefo diz:

"Herodes adornou mais ainda o lugar, que já era muito notável, com a construção deste templo, que dedico a César."

Em outra passagem Josefo descreve a caverna e o templo:

"E quando César entregou a Herodes outra região mais, também construiu nela um templo de mármore branco, junto às fontes do Jordão. O lugar se chama Panio, onde se encontra o topo de uma montanha imensa e junto a ela, abaixo ou a seus pés, abre-se uma caverna. Dentro dela há um precipício espantoso que desce de maneira abrupta a uma profundidade imensa. Contém uma enorme quantidade de água que está parada, e quando alguém faz baixar algo para medir a profundidade, não há corda que alcance."

Assim, pois, Herodes construiu o templo à divindade de César. Mais adiante, Felipe, o filho de Herodes, embelezou e enriqueceu o templo mais ainda e mudou o nome de Panias para Cesaréia – a cidade de César – e acrescentou seu próprio nome – Filipo que significa de Felipe – para diferenciá-la da cidade da Cesaréia que estava sobre as costas do Mediterrâneo. Mais tarde Herodes Agripa chamaria Neronea ao lugar, em honra do imperador Nero.

Barclay ainda nos diz sobre a região:

" Ninguém podia olhar à Cesaréia de Filipe, embora à distância, sem ver esse montão de mármore brilhante e sem pensar no poderio e a divindade de Roma."
(Comentário sobre Matheus, pag 563)

Portanto o contexto histórico e ambiente que temos em Mateus 16 é muito mais dramático. Vemos Jesus, com seus doze apóstolos, homens muito simples a seu lado, todos em uma região cheia de templos dos deuses sírios; em um lugar que lembrava os deuses gregos; em um lugar onde a história de Israel enchia as mentes dos homens, onde o esplendor de mármore branco da casa em que se rendia culto a César dominava a paisagem, e, enquanto a elite ortodoxa de sua época está elaborando um plano mediante o qual pensa eliminá-lo e destruí-lo como um herege perigoso, – dentre todos os lugares possíveis – se ergue este surpreendente carpinteiro e pergunta aos homens quem acreditam que Ele é em contraste contra o pano de fundo das religiões do mundo em toda sua história e seu esplendor.

Nesta hora enquanto que na mente dos discípulos se amontoavam idéias que quase temiam expressar com palavras. Pedro, na firmeza de uma rocha faz seu grande descobrimento e sua grande confissão:

Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

Cada um dos três evangelhos tem sua própria versão das palavras de Pedro. Mateus diz: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." Marcos é o mais sucinto de todos (Marcos 8:19): "Tu és o Cristo." Lucas é o mais claro (Lucas 9:20): "O Cristo de Deus."

Pedro estava ali dizendo que Jesus não é um simples Elias, o príncipe dos profetas, tão pouco Jeremias, o profeta auxiliador, muito menos João Batista, o maior de todos os profetas. Pedro estava seguro de que nenhuma descrição meramente humana era adequada para referir-se a Jesus, olhando para tudo ao seu redor, todo aquele contexto, todo aquele cenário, vendo seus companheiros ali confusos e pensativos, Pedro não tem dúvidas, e então confessa, Jesus é O Messias, o Cristo, o Ungido de Deus, o Rei divino de Deus sobre todos os homens.

É daí que então Jesus, se refere a Pedro como rocha, quanto a sua confissão, e que seria aquela Rocha em que ele edificaria a sua Igreja. Enquanto que neste texto, fica claro que Pedro foi uma rocha, um rochedo no que disse, e que aquilo que disse, a quem se refere, é a Rocha sobre o qual a igreja está edificada.

Portanto, a linguagem usada por Cristo em Mateus 16 foi uma linguagem de edificação, e não de governo. É evidente que os escritores do Novo Testamento tomaram a ideia de edificação e a empregaram de diferentes maneiras. Em Efésios 2:20 se afirma que os profetas e os apóstolos são o fundamento da Igreja. Na mesma passagem Jesus Cristo é a principal pedra angular; é o poder e a força que mantém unida a Igreja. Sem Ele todo o edifício se desintegraria e viria abaixo.

Em 1 Pedro 2:4-8 todos os cristãos são pedras vivas que devem ser edificadas dentro da Igreja. Em 1 Coríntios 3:11 Jesus é o único fundamento e ninguém pode estabelecer outro. Ou seja, por trás de todas essas mensagens sempre está a noção de que Jesus Cristo é o verdadeiro fundamento da Igreja e o único poder que mantém unida a Igreja. Quando Jesus disse ao Pedro que sobre esta Rocha edificaria sua igreja, não quis dizer que a igreja dependeria de Pedro ou seria edificada sobre Pedro, visto que dependia de Cristo e de Deus, a Rocha, e de ninguém mais. O que quis dizer foi que a igreja começava com Pedro a partir de sua confissão e que a sua confissão é a Rocha no qual a Igreja é edificada. Nesse sentido Pedro é o fundamento da igreja e essa é uma honra que nenhum homem pode tirar e todos os que confessam a verdade primeiramente dita por Pedro, tornam-se pedras vivas que se acrescenta ao edifício da Igreja de Cristo.


Isto pode ser entendido a partir da linguagem que Cristo teria usado no verso de Mateus ao mencionar que edificaria a Igreja. O mais provável é que Jesus tenha empregado a palavra "quahal", que é o termo que emprega o Antigo Testamento para referir-se à congregação de Israel, a reunião do povo do Senhor. Então Pedro, é o começo do novo Israel, do novo povo do Senhor, da nova comunhão dos que crerem em Jesus Cristo. Pedro foi o primeiro do grupo de pessoas que creram em Jesus. O que começou com Pedro não foi uma igreja, no sentido humano nem denominacional, mas a reunião de todos aqueles que confessam a Jesus como Cristo e Senhor, o que não se limita exclusivamente a nenhuma igreja em particular.

Portanto foi por isso que Cristo teria chamado Pedro de ROCHA, ou Cephas, mas, quanto a ROCHA BASAL onde a igreja e inclusive Pedro é edificado, evidentemente, tanto em aramaico quanto no grego, há clara distinção, assim como há distinção entre Abraão que é chamado de Rocha de onde vem o povo judeu, e o próprio Deus a Rocha que sustenta Israel. Daí temos a comparação, de todas as nações e povos politeístas, com diversas ideias sobre a divindade, Abraão surge como o primeiro a manifestar a fé no único Deus Vivo,  e Pedro a exemplo de Abraão torna-se o primeiro a manifestar sua fé no Cristo, o filho do Deus Vivo em contraste com todo aquele cenário de religiosidade e veneração a diversas divindades antigas. Da mesma forma que por isso Abraão é chamado de Rocha, por sua fé, Cristo chama a Pedro de Rocha pela sua confissão.


A Rocha Basal

Que há distinção entre Pedro como Rocha e a Rocha BASAL onde a Igreja se edifica, vemos nos termos "el-leh" em hebraico ou, "taute" no grego, ambos se traduzem por, "este" ou, "aquele" segundo a Concordância de Strong.

Ou seja, ainda que supostamente Cristo tenha chamado Pedro de Rocha, em seguida ele faz referencia a outra Rocha. A Rocha Basal. Quando diz que "sobre esta pedra".

Isso não é difícil de entender quando percebemos que a Palestina era (e é) famosa por haver ('eben) pedras e (sûr) rochas, em todos os lugares. Ambos serviram aos interesses literários de símile, metáforas, e hipérboles aos escritores antigos. E não seria diferente com Jesus que usa do termo Rocha para expressar duas verdades fundamentais. Uma de que Pedro é uma Rocha em especial devido sua confissão, e que a sua confissão seria a ROCHA do qual toda a igreja seria edificada.

Portanto, não há problema algum em admitir que Cristo tenha chamado Pedro de Cephas, e o tenha chamado de Rocha, mas que fique entendido que em se tratando de Pedro, ele é chamado de Rocha como um elogio a sua atitude daquele momento com a confissão que fez, visto que em outros momentos, ele foi tão fraco quanto qualquer tijolo de barro mal cozido. Como por exemplo, ele negou a Jesus(Luc. 22:57), mentiu ao ser identificado como apóstolo(Luc. 22:58), disfarçou diante da verdade(Luc. 22:60); achava que o Evangelho não deveria ser pregado aos não-judeus/incircuncisos) (Gál. 2:8); e ainda foi repreendido publicamente por Paulo (Gál. 2:11-14).

Cristo se referir a Pedro como Cephas ou, Cefas, também não o torna um acima dos demais, tão pouco chefe da igreja, isto pode ser visto pelo fato de que logo em seguida, os próprios discípulos disputam entre si sobre quem seria o primeiro entre eles. Lucas nos relata (9:46; 22:24-30), que por duas vezes se levantou entre os discípulos o problema de quem entre eles tinha a primazia. Tal problema jamais se levantaria se Cristo tivesse estabelecido a Pedro como superior a eles. Além disso, o primeiro Concílio Cristão, ocorrido em 52 d.C., seria presidido por ele e não por Tiago (Atos 15:13,19) e a Carta Oficial deste Concílio seria assinada por ele e não foi (Atos 15:22,23), sem contar o fato de que como coluna da igreja, Pedro é citado como em segundo lugar e não na primeira posição(Gál. 2:9).

Com essas observações fica evidente que ainda que Cristo tenha chamado Pedro de ROCHA e que ele mesmo fosse a Rocha de edificação, o próprio contexto nos mostra que tais palavras foram dirigidas exclusivamente a Pedro sem nenhuma conotação de governo ou primazia no sentido de chefia. E como bem observa um historiador católico do século 19:

"De todos os Pais que interpretaram estas passagens nos Evangelhos (Mateus 16.18; Joao 21.17), nem um só as aplica aos bispos romanos como sucessores de Pedro... Nenhum deles explicou a rocha ou fundamento sobre a qual Cristo iria construir Sua Igreja como sendo o oficio dado a Pedro para ser transmitido aos seus sucessores, mas eles entendiam que se tratava ou do próprio Cristo, ou da confissão de fé de Pedro em Cristo; com freqüência ambas eram aceitas." 
Ignaz von Dollinger - "The Pope and The Council" (1869) pg. 74.

Sendo assim, as bases em que se sustentam todo o edifício papal em alegar ter recebido de Pedro algum oficio na condição de chefia da igreja recorrendo ao texto de Mateus 16:18, tornam-se meras pedrinhas sem qualquer validade, e todas facilmente esmiuçadas pelo grande MARTELO capaz de esmiuçar até mesmo as rochas mais resistentes,... A PALAVRA De DEUS.

Paz de Cristo a todos.

Att: Elisson Freire


Referências:
- Dicionário Vine. Significado Expositivo e Exegético das Palavras do Antigo e Novo Testamento.
- Dicionário bíblico strong léxico hebraico, aramaico e grego.
- História dos Hebreus, Flavio Josefo.

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