O Deus das Escrituras

trindade, divindade, Deus


O Deus Cristão, o Deus das Escrituras tem um nomeem hebraico: אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה, pronunciado "Ehyeh Asher Ehyeh". Em Êxodo 3:13-14, na sarça ardente quando Moisés perguntou Seu nome, foi isso que Deus respondeu dizendo, EU SOU O QUE SOU,  este nome sagrado, na realidade, é um verbo, a forma causativa, indefinida, do verbo hebraico hawáh de onde se deriva Ehieh e por fim o tetragrama YHWH.

Logo YHWH não significa apenas alguém que é, mas Aquele auto-existente que é em e por si próprio, aquele que Faz que Venha a Ser ou Mostrar Ser. Alguém que é a fonte de todo ser, a causa de tudo que vem a ser, alguém que em si mesmo de nada depende mas tudo depende dele para ser, alguém que é necessário, sendo todo o resto contingente que deriva existência dele. Este nome evidência transcendência absoluta. Em si mesmo YHWH, está além de todas as predicações ou atributos de linguagem. Ele é a fonte e o fundamento de todas as possibilidades de enunciação e portanto está além de todas as descrições que podemos imaginar ou conceber em nossa mente. 

Tradicionalmente pronunciamos esse nome como Jeová, ou Yahweh (ou Javé).

Deus disse a Moisés: "Eu sou o Senhor.
Apareci a Abraão, a Isaac e a Jacó como o Deus todo-poderoso, mas não me dei a conhecer a eles pelo meu nome de Javé.

Analisando conceitos

- UNIDADE E DIVERSIDADE -

Há dois conceitos gerais de Deus:
1) panteísmo/naturalismo, que o próprio universo é Deus; e

2) supernaturalismo, que o Criador está separado e é distinto de Sua criação.
......Dentro do segundo conceito estão mais duas maneiras de entender Deus:
1) politeísmo, onde existem muitos deuses; e

2) monoteísmo, que existe apenas um Deus verdadeiro.

O próprio monoteísmo está dividido em dois conceitos rivais de Deus:

1) que Deus é uma única pessoa; e

2) que Deus sempre existiu em três Pessoas (não três Deuses diferentes, mas três pessoas que são separadas e distintas num só ser).

Obviamente, os cristãos são os únicos que creem no último conceito (apesar de que mesmo alguns que se chamam de cristãos o rejeitem). Mesmo assim, esse é o único conceito lógica e filosoficamente coerente possível de Deus.

Há problemas óbvios e intransponíveis com qualquer outro conceito de Deus além do conceito cristão.

O panteísmo tem falhas fatais. Se tudo é Deus, então Deus é mau e bom, doença e saúde, morte e vida. Tal "Deus" faz tanto mal quanto bem, ou talvez ainda mais mal que bem, e não é mais do que a própria natureza, à qual nenhum pedido de ajuda pode ser feito. Orar para um deus panteísta seria orar a uma árvore ou a um vulcão, ao vento, ou a si próprio - obviamente a maior estupidez.

Os problemas do politeísmo são igualmente óbvios. Não há Deus real no controle, de modo que os diversos deuses fazem guerras, roubam as mulheres uns dos outros, e brigam continuamente entre si. Não há paz no céu e, conseqüente, não existe base para a paz na terra. O problema fundamental do politeísmo é diversidade sem unidade.

No outro extremo da escala está a crença em um Deus e que Ele é um ser único.

Esse conceito é crido não só por muçulmanos mas também, por causa de um mal-entendimento básico de suas próprias Escrituras, pelos judeus.

Logo Alá e Jeová, apesar de diferentes em outros aspectos, são vistos cada um respectivamente por muçulmanos e judeus como entidades únicas.

Um conceito semelhante também é crido por várias seitas pseudocristãs, tais como a Testemunhas de Jeová e o Mórmons, que rejeitam a doutrina da Trindade, e por vários grupos cristãos aberrantes que negam a divindade de Cristo.

A crença de que Deus é um ser único apresenta o problema oposto do politeísmo: unidade sem diversidade. Essa também é uma falha fatal.

O fato de que Deus deve compreender tanto a unidade quanto a diversidade é bem fácil de ver.

Por exemplo, Alá, sendo uma entidade única, pela própria definição seria um ser incompleto. Como uma entidade única completamente sozinha, Alá seria incapaz de experimentar o amor e a comunhão antes de criar os seres com quem compartilharia essas experiências. O mesmo é verdadeiro sobre o Jeová do entendimento imperfeito do judaísmo, assim como das Testemunhas de Jeová e de outras seitas aberrantes.

Contudo, a Bíblia deixa claro que em e por si próprio "Deus é amor" (1 João 4.8,16). Mas, o Deus do islamismo e do judaísmo não poderia amar em e por si próprio. Ele teria que criar outros seres para ter a experiência de amar ou de ser amado.

Mas consistentemente, de Gênesis até Apocalipse, a Bíblia apresenta um Deus que não precisou criar nenhum ser para experimentar amor e comunhão. Esse Deus é totalmente completo em si próprio, sendo Três Pessoas - Pai, Filho, e Espírito Santo - que são separadas e distintas mas ao mesmo tempo, eternamente, um Deus. Eles amavam e tinham comunhão um com o outro e se aconselhavam juntos antes do universo, dos anjos ou da humanidade serem criados.

Até o Antigo Testamento reconhecido pelos judeus declara isso.

- DIVERSIDADE E UNIDADE -

Moisés revelou o relacionamento íntimo da Divindade quando escreveu:
"Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança..." (Gênesis 1.26); e novamente: "Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem" (Gênesis 11.7).

Quem são esses nós e a quem Deus está falando se Deus é uma entidade única? Por que Deus diz: "Eis que o homem se tornou como um de nós" (Gênesis 3.22)?

Além disso, se Deus é um ser único, então por que a palavra hebraica Elohim é usada para Deus? Elohim é um substantivo plural que literalmente significa "Deuses".

Somos confrontados com outra questão: já que Elohim é plural, por que tanto judeus quanto cristãos creem em um Deus, não em Deuses? E por que a Bíblia em toda língua traduz Elohim, um substantivo hebraico plural, como Deus e não Deuses? O unitarianismo, é claro, não tem resposta para tais questões; na verdade, nem se atreve a perguntá-las.

A resposta se encontra na língua hebraica antiga. Por todo o Antigo Testamento hebraico, quase sempre encontramos uma anomalia estranha de um verbo singular e um pronome singular sendo usado com Elohim, um substantivo plural.  Na sarça ardente, por exemplo, foi Elohim (Deuses) que falou com Moisés e não disse, "Nós somos o que somos", mas "EU SOU O QUE SOU" (Êxodo 3.14).

Ninguém pode escapar do fato de que por toda Bíblia, e tão claramente no Antigo quanto no Novo Testamento, Deus é apresentado como uma pluralidade e mesmo assim como um ser único, tendo tanto diversidade quanto unidade. Esse conceito de Deus é singular entre todas as religiões do mundo!

A mesma anomalia é apresentada no Shema. A famosa confissão de Israel da unidade de Deus também é, ao mesmo tempo, uma declaração clara e inegável de Sua pluralidade:

"Ouve, Israel, o Senhor [Yahweh/Jeová] nosso Deus [Elohim] é o único [echad] Senhor [Yahweh/Jeová]" (Deuteronômio 6.4; cf. Marcos 12.29). Aí está aquele substantivo plural, Elohim/Deuses, bem no meio da declaração da unidade de Deus! Como pode ser isso? Deve-se entender que a palavra hebraica para "único" (echad) não indica singularidade, mas uma união de vários elementos que se tornam um.

Por exemplo, echad é usado em Gênesis 2.24, quando o homem e a mulher se tornam uma carne; em Êxodo 36.13, quando com suas várias partes "o tabernáculo veio a ser um todo"; em 2 Samuel 2.25, quando muitos soldados foram "cerrados em uma tropa"; e em Ezequiel 37.17, quando duas varas se tornaram "apenas uma".


- UNITARIANISMO OU TRINDADE/DEUS TRIUNO - 

O unitarianismo não tem explicação para essa constante apresentação da pluralidade em singularidade de Deus, não só no Novo Testamento mas também por todo o Antigo Testamento. Somente o trinitarianismo pode explicá-lo. A própria palavra "trindade" não ocorre na Bíblia, mas o conceito está claramente ali e não pode ser descartado. Na verdade, esse conceito de um Deus triuno é a única explicação possível para a unidade e diversidade que possibilita o amor e a comunhão entre a Trindade.

A heresia de que Deus é uma entidade única e não três Pessoas que existem eternamente em um Deus, foi introduzida pela primeira vez na igreja primitiva por volta de 220 d.C. por um teólogo líbio chamado Sabélio. É claro que ele teve problemas ao tentar juntar a linguagem bíblica a respeito do Pai, do Filho e do Espírito Santo sem reconhecer a natureza triuna de Deus.

Sabélio afirmou que Deus existia como um Ser único que Se manifestou em três atividades, modos, ou aspectos: como Pai na criação, como Filho na redenção, e como Espírito Santo na profecia e santificação. Esse conceito foi condenado como heresia pela grande maioria dos líderes cristãos e tem sido considerado assim desde então, exceto entre grupos aberrantes, tais como os Testemunhas de Jeová.

Ignoram eles o que Jesus disse: "O Pai ama ao Filho, e todas as cousas tem confiado às suas mãos" (João 3.35), e novamente em João 5.20: Porque o Pai ama ao Filho.... Logo, o Deus da Bíblia verdadeiramente é amor, não só pela humanidade mas acima de tudo entre os três Membros da Trindade. E eles devem ser três Seres pessoais. Não tem sentido sugerir que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são simples funções, ou títulos, ou modos em que Deus Se manifestou.

Funções, ou títulos, ou modos não amam, não consultam e não têm comunhão uns com os outros. Não só Jesus Cristo, o Filho, é apresentado como uma Pessoa, mas o Pai e o Espírito Santo são apresentados no Novo Testamento como igualmente pessoais.

O Antigo Testamento concorda. Por exemplo, considere o seguinte:

"Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, sou o primeiro, e também o último. Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra estendeu os céus... Eu, eu tenho falado... Chegai-vos a mim, ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que isso vem acontecendo tenho estado lá. Agora o Senhor Deus me enviou a mim e o seu Espírito"
 (Isaías 48.12-13,15-16).

Note no texto acima, que Aquele que está falando por meio de Isaías o profeta refere-se a si mesmo como "o primeiro e também o último" e Aquele que criou todas as coisas (v. 13), de modo que Ele deve ser Deus. Mas na mesma passagem Ele fala de dois Outros, que também devem ser Deus: "o Senhor Deus... e o seu Espírito..." (v. 16). Esses dois, que devem ser Deus, "me enviaram'", diz Aquele que fala, que também deve ser Deus. O Novo Testamento explica essa passagem, para a qual o judaísmo não tem explicação: "O Pai enviou o Filho para ser o Salvador do mundo" (1 João 4.14).

Em Mateus 22.41-46 Jesus apresentou uma passagem semelhante aos fariseus: "Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-se à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés" (Salmo 110.1). Em referência a esse versículo e em resposta a sua afirmação de que o Messias era o filho de Davi, Jesus perguntou aos rabinos: "Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é ele seu filho?" Os fariseus ficaram sem palavras. Como é que o Messias poderia ser o Senhor de Davi se Ele não era Deus?

- CONCLUSÃO -

Sim, é um mistério como Deus pode existir em três Pessoas mas ser um Deus; mas também é um mistério que Deus não tenha começo e tenha criado tudo do nada.

É verdade que nenhum mortal pode explicar a Trindade; mas também ninguém pode explicar a alma ou o espírito ou a beleza ou justiça humanos.

O fato da Pessoa e do poder de Deus estarem além da compreensão humana não é razão suficiente para ser um ateu. E o fato de não podermos entender como o único Deus verdadeiro possa consistir de três Pessoas distintas também não serve como razão válida para rejeitar o que a Bíblia nos apresenta tão claramente desde Gênesis até Apocalipse.

A Bíblia declara que o universo revela a glória de Deus. Na verdade, ele reflete a Sua natureza triuna. Vemos isso, em primeiro lugar, no fato do UNIVERSO ter três partes. Ele consiste de espaço, matéria e tempo. Além disso, cada um desses divide-se em três. O espaço, por exemplo, é composto de comprimento, largura e altura, cada um separado e distinto por si mesmo, mas os três compondo um espaço unificado. Comprimento, largura e altura não são três espaços, nem são modos de manifestação do espaço, mas uma unidade de três dimensões que juntas compõem um espaço. Se linhas suficientes forem traçadas no comprimento, uma vai ocupar todo o espaço; o mesmo é verdadeiro na largura ou na altura. Cada um é separado e distinto dos outros, porém os três são um - assim como o Pai, o Filho, e o Espírito Santo são um Deus.

O tempo também é uma trindade. Considere seus elementos: passado, presente e futuro. Aqui novamente, cada um é separado e distinto, porém cada um é o inteiro e, juntos, eles compõem uma unidade que é um. Passado, presente e futuro não são três tempos. Cada um é todo o tempo. E tal como o Pai e o Espírito Santo são invisíveis, da mesma forma o futuro e o passado são invisíveis e o presente é visível. Poderíamos levar adiante a analogia, mas isso não é necessário. E nenhuma analogia é completa, especialmente se relacionada a Deus.


O Deus da Bíblia também afirma inequivocamente:

 "Antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador" (Isaías 43.10-11).

E Yahweh também não ignora os deuses de outras religiões. Ele denuncia a todos como impostores que, na verdade, representam Satanás e os seus demônios: "Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus" (Deuteronômio 32.17). O Novo Testamento está de acordo: "As cousas que eles [não-judeus] sacrificam [a seus deuses], é a demônios que as sacrificam" (1 Coríntios 10.20).

O cristianismo bíblico está de um lado dum abismo teológico, contra todas as outras religiões do outro lado. A própria alma do cristianismo é a afirmação de que Jesus Cristo está absolutamente sozinho, sem rival, na Sua vida perfeita e sem pecado, Sua morte pelos nossos pecados. Sua ressurreição e Sua volta.

Em Jesus Cristo nós encontramos a grande diferença entre todos os deuses e o Deus da Bíblia. Ele não fica alheio ao nosso sofrimento, mas na verdade entrou nele, tornando-se homem, sofrendo a crucificação nas mãos de Suas criaturas e morrendo em seu lugar para salvá-las do castigo que a Sua própria justiça exigia pelo pecado delas.

A promessa da segunda vinda de Cristo apresenta outro aspecto singular do cristianismo, que o separa de todas as outras religiões do mundo por um abismo que não pode ser atravessado por qualquer truque ecumênico.

Maomé jamais prometeu que voltaria, nem Buda ou qualquer outro líder religioso. Apenas Cristo se atreveu a fazer essa promessa. E tal afirmação feita por qualquer outra pessoa além de Cristo não iria receber nenhuma credibilidade, porque os restos mortais de todos os fundadores das religiões mundiais ocupam sepulturas. Eles permanecerão ali até o julgamento final.

Somente Cristo deixou para trás uma sepultura vazia. Esse fato incontestável, é razão suficiente para aceitar a Sua declaração de divindade e levar a sério Sua afirmação de que retornaria a esse mundo em poder e glória para executar o julgamento sobre os Seus inimigos.

A afirmação singular de Cristo "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14.6), é a mais forte possível rejeição de todas as outras religiões, seitas e heresias como falsas e a maior prova de que Ele é Deus!


Att: Elisson Freire


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