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Resistência Apologética

Uma refutação ao Ekson Yeldo Totus Tuus Mariae

As páginas da internet e mais especificamente as redes sociais como o Facebook estão infestadas de militantes caóticos católicos agressivos, insolentes e abusados. Um contraste totalmente oposto a quem dizem representar, ou a quem dizem ser devotos idolatras seguidores... A saudosa, humilde, serena e graciosa, virgem Maria.
Tais sujeitos como o mencionado no título deste artigo não podem sequer ser considerados um exemplo de católico piedoso como o foi João Paulo II. O Papa polonês, foi um dos grandes ícones do catolicismo a propagar a EXPRESSIVA frase mariana "Totus Tuus Mariae"(TUDO POR MARIA), frase esta usada a esmo por romanistas de internet em seu próprio nome numa evidente suposição do que fazem... SÃO DEFENSORES DA FÉ E SUBMISSÃO A DEUS POR MEIO DE MARIA. Será mesmo?. 

Bom, essa ao menos é a propaganda que fazem alegando o mesmo que seu precursor histórico, o Luís Grignion de Montfort, ou mais conhecido como Luís Maria de Montfort em sua obra "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria"Foi essa obra que deu origem a expressão “totus tuus” em referência a consagração total a virgem Maria. A expressão completa é “Tuus totus ego sum, et omnia mea tua sunt”, que quer dizer: “Eu sou todo teu, e tudo o que é meu te pertence”.(Fonte: TVD 233). 

Os romanistas de hoje usam essa expressão COMO UM JARGÃO a arrotar sua devoção mariana como se isso fosse algo que faça de alguém mais cristão que outro. Esquecem que não há verdadeira devoção a Maria, sem antes haver uma "consagração total a Jesus Cristo, a Sabedoria Encarnada, pelas mãos de Maria" como dizia L. Maria de Montfort, que ainda afirmava: "Para Deus, pela Sabedoria de Cristo, no Espírito, em comunhão com Maria, para o reino de Deus."

Ou seja, como são descarados idolatras, ignoram que a pregação de Luís Maria de Montfort é fundada sobre o mistério da Encarnação de Jesus Cristo, e está centrada em Cristo.

O Papa Pio XII foi um pontífice com uma forte devoção mariana, ele ficou impressionado com o trabalho de São Luís, e quando ele canonizou Montfort em 27 de julho de 1947, disse: "Só Deus era tudo para ele. Devemos permanecer fiéis à herança preciosa que nos deixou este grande santo (…)"[in Ancilla Gebsattel die vollkommene Hingabe an Maria St. Grigionhaus, Altötting 1956.].

Mais uma vez, os romanistas com suas manias de paganizar e idolatrar tudo, negligenciam isto e enxergam apenas o CULTO A MARIA.

Que o padre Luis pregava uma extrema devoção a Maria, disso ninguém duvida, mas o que é importante salientar é que essa devoção não era isenta do reconhecimento de que tudo deve ser PARA DEUS, e tal devoção não era expressada por meio de paranoias exageradas de expressões de idolatria ou marcha de conversão de tudo ao reino de Maria. Pois, tudo que é feito por Maria, não é feito PARA MARIA, é feito para DEUS, visto que sua intercessão nos leva a isso, pela sabedoria de Cristo, no Espirito, em comunhão com Maria, E... PARA O REINO... DE DEUS! Essa é a ideia da mariologia de São Luis de Montfort, ao ponto do Papa João Paulo II se render a seu Tratado de Verdadeira Devoção. 

Tal devoção é feita em piedade, caridade, amor, paixão. ISSO é o que é definido em ser devoto de Maria. Seguir o exemplo dela, de humildade, de amor, de confiança em Deus. Mas, o centro de TUDO ISSO, É CRISTO.

Mas como sempre, romanistas ginasianos corrompem sua devoção a Maria ao agir de maneira inescrupulosa, dando mal testemunho e pior, AGREDINDO QUEM não tem tal devoção a Maria, MAS TEM UMA MAIOR AINDA a CRISTO, a quem TODA DEVOÇÃO é devida.

Alguns alegam que não se contem ao ver a SANTA VIRGEM ser agredida e menosprezada. Contra isso afirmo que MUITOS de nós enxergam como uma agressão a CRISTO tamanha enfase que dão a MARIA. Todos sabemos que protestantes sensatos e honestos não fazem ataques a Maria, muito menos a devotos de Maria, as criticas são dirigidas as construções demasiadas, fabulosas e sem sentido que fazem acerca de Maria. Portanto, o que move esses católicos, na verdade é o ódio carnal egoísta do velho homem, ignoram que não é o COLO DE MARIA, muito menos seu amor por Maria que os faz serem nova criatura e sim A CRUZ DE CRISTO E A SUBMISSÃO A SUA VONTADE E O RECEBER PELA GRAÇA A JUSTIFICAÇÃO DE SEUS PECADOS. Quem não tiver isso, NEM MESMO toda a devoção do mundo a mãe de CRISTO, os fará serem de CRISTO, pois a CURA para nossas feridas do PECADO e o alivio as nossas dores, está em CRISTO, ninguém em sã consciência ao procurar um médico para tratar de sua dor aceitaria que outra pessoa a não ser o próprio médico, o atendesse, mesmo que fosse a mãe dele. Que nenhum cristão em sua caminhada da fé negligencie que o nosso alvo e centro é CRISTO, ainda que sua devoção nessa caminhada seja o exemplo de Maria.

A Bíblia não diz que somos irmãos por causa de devoção a MARIA, ela nos garante sermos filhos de DEUS, mediante o SANGUE DE CRISTO, este foi derramado por nós nos tornando filhos e herdeiros das promessas que estão EM CRISTO. Se devoção a Maria fosse critério de salvação, ou de demonstração de piedade cristã, então, NENHUM APÓSTOLO foi cristão, pois sequer a mencionam posteriormente em seus escritos no ponto crucial que era o estabelecimento da doutrina apostólica. Além disso sequer mencionam algum tipo de culto e veneração a ela que só surgiu SÉCULOS MAIS TARDE como atesta um historiador católico romano:


“O culto à Virgem Maria inexiste nas Escrituras e entre os católicos, durante quatro séculos é apenas um dos muitos abusos históricos que a Igreja cometeu". (Gary Wills - Papal Sin)


Outra fonte também católica assim nos diz:

"A primeira oração dirigida expressamente à Mãe de Deus é a invocação Sub tuum praesidium, formulada no fim do século 3 ou mais provavelmente no início do século 4. Não podemos dizer que a veneração dos santos – e muito menos a da Mãe de Cristo – faça parte do patrimônio original (“O Culto a Maria Hoje”. Vários autores, sob a direção de Wolfgang Bemert, Edições Paulinas, 1980, 3a. edição, p. 33).

Sendo assim não há porque tanto alvoroço dos romanistas em querer nos atacar por algo que sequer é patrimônio original do cristianismo. Seja o culto aos santos, ou a Maria. 

A explicação obvia de tanta diarreia mental romanista contra protestantes é que eles na verdade não admitem que nós não sejamos submissos a suas praticas romanistas. O protestantismo rompeu com o monopólio da Igreja Romana e isso pra eles é uma afronta. Ao terem seus dogmas particulares repudiados por nós, eles ao invés de evitarem confrontos desnecessários, preferem de desgastar em patéticas acusações, calunias, manipulações dissimuladas e nas mais diversas técnicas de nos descredenciar como cristãos. Amam fazer desafios que não podem sustentar e por isso, merecem atenção especial e uma boa resposta a cada uma de suas objeções. 

Vamos a elas.



Segundo a argumentação católica acima, o próprio Deus autorizou a veneração e o culto a imagens. Vejam acima diversos textos usados. O que na verdade é uma confusão no argumento católico. Pra começar, USAR TEXTOS EM QUE DEUS ORDENA A FABRICAÇÃO DE ÍCONES a serem usados no TEMPLO, ou para um propósito especifico, NÃO PROVA nada sobre se ter permissão de VENERAR TAIS ÍCONES ou dirigir preces, orações, procissões e cultos a tais ícones. Daí temos um espantalho feito pelos romanistas como se argumentar que TODA IMAGEM É UM ÍDOLO, fosse nossa objeção.

Resumidamente, Ídolo, é tudo aquilo que recebe adoração e veneração em forma de culto e que NÃO É DEUS. Ou tudo aquilo que é cultuado e que não é Deus, e idolatria consiste em cultuar TUDO AQUILO QUE NÃO É DEUS. É impossível e desnecessário ser mais objetivo que isso.

Percebe-se a fraca argumentação espantalho dos romanistas neste outro print:


Gostaria de saber onde Deus ordenou ou sugeriu em algum momento que cada judeu daquele tempo, se prostrasse aos querubins de ouro na arca, ou dirigissem culto e orações aos querubins. Esse romanista ignorante não tem ideia da imbecilidade de seu próprio argumento que refuta a ele mesmo.

Mas a ignorância e a euforia em cima de seu próprio espantalho não parou aí. Próximo print....



Não! Quem não entendeu foi o romanista acima. TODO OBJETO QUE RECEBE CULTO, PROSTRAÇÃO, PRECE, ORAÇÃO, DEVOÇÃO no LUGAR DE DEUS, é um falso deus. PORTANTO é um ídolo. Os judeus entenderam muito bem isso, tanto que em lugar algum eles ousaram fazer imagens de seus profetas, juízes e reis para os venerar ou dirigir preces a eles. Se acaso um ídolo se resumisse em sua definição apenas a deuses falsos, divindades falsas, os judeus não veriam e nem teriam problemas em cultuar imagens de seus próprios profetas.  Fato interessante é que nenhum hebreu ou judeu se achou no direto de reproduzir imagens dos querubins ou da arca da aliança para as ter em casa e dirigir culto a elas ou orações e preces, mesmo que fosse na desculpa de se estar fazendo isso a Deus. Até mesmo a serpente de bronze feita no passado, foi destruída séculos depois por ter se tornado objeto de culto. 

Mas não basta essa patética argumentação dele, agora passa a alegar o que não pode sustentar sem se auto-refutar. Vejam mais essa:


Este texto está em Isaías 45:20 e nas própria bíblias católicas em mais de uma versão, inclusive na vulgata, está assim:


"congregamini et venite et accedite simul qui salvati estis ex gentibus nescierunt qui levant lignum sculpturæ suæ et rogant deum non salvantem"



Ao pé da letra, a tradução oficial da igreja romana nos diz assim:

"Ajuntai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que se salvam dos gentios, nada sabem os que fazem esculturas de madeira e rogam a um deus que não pode salvar."


Agora vejamos a versão também católica, Latino Americana:


Reúnanse y vengan, acérquense y traten de entender, ustedes que sobreviven entre las naciones: Son tontos los que le creen a una estatua, a una cosa de madera, y rezan a un dios incapaz de salvar.


Literalmente, esta outra versão católica nos diz " São tolos os que creem em uma estátua, numa coisa de madeira"

Agora a versão grega do CODEX SINAÍTICO:

"ϲυναχθητε και ηκετε · βουλευϲαϲθαι αμα οι ϲωζομενοι απο τωνεθνων · ουκ εγνωϲαν οι εροντεϲ ┬ ξυλαον γλυμματα αυτων · καιπροϲευχομενοι ωϲ προϲ θεουϲ οι ου ϲωζωϲιν"

Observem a parte destacada, ela diz "ουκ εγνωϲαν οι εροντεϲ ξυλαον γλυμματα αυτων"

Ao pé da letra, a tradução é:

"Nada sabem estes que levam imagens de madeira"

Agora, o grego γλυμματα, também se traduz por EFIGIE, PINTURA OU ESCULTURA. Como vemos no livro de Eclesiastico 38:27 da septuaginta. Outra palavra grega do codex que aparece é "εροντεϲ", onde ela também é usada no codex na passagem de I Crônicas 15:27, ao se referir aos levitas que LEVAVAM a arca. Agora, fato interessante é que os próprios católicos usam essa mesma passagem dos levitas LEVANDO A ARCA para validarem suas PROCISSÕES. Não é engraçado isso? 

A alegação deste tolo romanista ignora que, se caso a sua acusação de adulteração for válida, então A PRÓPRIA BÍBLIA CATÓLICA TAMBÉM É ADULTERADA. E a própria defesa que fazem para validar suas procissões, TAMBÉM SE TORNAM INVALIDAS. 

Então perfeitamente a tradução de nossas bíblias podem ser tomadas como:

"Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar."
Isaías 45:20

Portanto, isso já detona com a acusação de adulteração por parte do Ekson, a não ser que ele admita que sua bíblia católica também esteja adulterada pois além dela mesma trazer as palavras... ESTÁTUA E ESCULTURA DE MADEIRA,  pra piorar, o próprio CODEX traz a descrição do que é feito com estas imagens, que é a ação de "εροντεϲ", ou erontes, a mesma que aparece descrevendo OS LEVITAS LEVANDO A ARCA. E que tipo de ação era aquela que os próprios católicos dizem? Ora, UMA PROCISSÃO. 

O que o texto implica claramente é um repudio aqueles que LEVAM, ou que carregam em procissão IMAGENS DE ESCULTURA, e se configura idolatria levar uma imagem em procissão por que? Ora, devido a ação de ROGAREM, DIRIGIREM ORAÇÕES a estas imagens. O que é muito diferente dos LEVITAS LEVANDO A ARCA, pois estes não prestavam culto nem ROGAVAM A ARCA. Portanto, o ÍDOLO ali, é aquilo que não É DEUS mas é alvo de ações devidas apenas a DEUS. Não interessa que nome seja dado a tal IMAGEM DE ESCULTURA, tenha ela o nome de um deus pagão; um santo católico ou um profeta judeu. QUALQUER AÇÃO DE SE PRESTAR CULTO, ORAÇÕES E PRECES A UMA IMAGEM, se configura em evidente IDOLATRIA. 


Mas, a argumentação do romanista prossegue:



Agora, aqui cabe uma pergunta. Existe algum outro Deus? A resposta é obvia. NÃO! Sendo portanto que não há outro Deus, o que se apresenta como, é UM FALSO DEUS. Mas como algo pode ser um falso Deus, se não existe outro? Como Deus, O DEUS VERDADEIRO poderia se incomodar com ÍDOLOS ou qualquer imagem sagrada se nada eram? Por que Deus se incomodaria com o que não existe? Por que Deus faz expressa proibição contra a fabricação de toda imagem semelhante ao que há no céu, na terra, no mar e debaixo da terra? Disso logo entendemos, que a condenação divina era expressa diretamente AO QUE ESTAVA ENVOLVIDO NA FABRICAÇÃO DO ÍDOLO, e era exatamente A AÇÃO PRESTADA A ESSAS IMAGENS, O QUE AS TORNAVAM EM ÍDOLOS. 

Portanto não é a imagem em si e por si que é o ÍDOLO. Pois ela nada é, sendo apenas uma aparência do que se propõe que ela represente. Contudo quando uma imagem passa a receber aquilo que é DEVIDO A DEUS, imediatamente ela se torna um falso deus. Tudo aquilo que recebe de nossa parte o que se deve ser oferecido a DEUS, se torna um ÍDOLO, um falso deus. Posto que algo não é DEUS, evidentemente não deve receber aquilo que DEUS EXIGE A ELE EXCLUSIVAMENTE. Como eu disse antes, os judeus entenderam muito bem isso e por isso, JAMAIS CONFECCIONARAM qualquer imagem de seus profetas, isso para evitar que aquilo que se deve a DEUS fosse oferecido a suas imagens. Mas o catolicismo se achou no direito de considerar ídolo apenas os falsos deuses, e assim prestam o que se deve a DEUS, rogos, preces, culto, também a imagens.

Logo, cabe ao Ekson provar que no VT em algum momento DEUS consentiu que se prestasse culto, rogos, preces, orações e procissões a imagens sagradas. Só o que encontramos em toda a escritura, é a expressa condenação a imagens que recebem aquilo devido apenas a DEUS. No passado tais imagens recebiam o nome de deuses, hoje, recebem o nome de santos. Não importa o rótulo que coloquem, o contexto é o mesmo, e é a condenação ao ato de se dirigir culto a tudo aquilo que não seja o próprio DEUS VERDADEIRO.

Contudo a teimosia romanista em querer provar o que não existe se mostra cada vez mais ridícula. Vejamos:


Ora, claro que sabemos que nenhum católico acredita que uma imagem de santo ou anjo é um deus. Mas isso só os denuncia, pois mesmo sabendo que suas imagens não são deuses nem alguma divindade, AINDA ASSIM eles prestam a elas aquilo que se deve apenas a DIVINDADE. Será que este sujeito não percebeu que ele se auto refutou? Do que a bíblia chama TUDO AQUILO QUE NÃO É DEUS e recebe culto, preces, rogos e procissões? ORA, DE ÍDOLOS. Então, eu é que pergunto se preciso desenhar pra ver se gente como esse cara entende uma coisa tão simples de se perceber. E é o fato dele ser um idolatra descarado pior que o mais herege paganista, pois tem a cara lavada de usar a ESCRITURA para justificar sua idolatria. 

Este romanista deveria continuar calado, para poupar que tomasse uma bela surra apologética. Contudo, vejamos mais o que ele diz, só que no próximo artigo desta série de refutações.


Paz e bençãos em Cristo a todos. E a verdade a qualquer custo.
Att: Elisson Freire.




21 comentários:

  1. É triste perceber que os combatentes anticatólicos ainda esgrimem com métodos de ataques e ofensas à Igreja (pecado que atinge também muitos católicos). Por que não debater e investigar com lucidez e respeito, evitando expressões como "Mariolatria", e outras? Atacar uma Mãe - seja em que circunstância for - é covardia. O tempo das polêmicas agressivas já passou! O próprio Lutero escreveu belas páginas sobre Maria! Afinal, pedir respeito a quem consideramos nossa Mãe não é algo ilógico. Não me intimido com a ameaça de uma eventual "dura resposta" (sic) ao que penso. Quem dita as regras sobre os comentários não são os senhores, mas a própria Lei e a ética. Pena que os senhores enderecem essas advertências aos outros, mas não as observam para si próprios, Esta página está cheia de referências impróprias ao catolicismo e que, pela própria lógica proposta pelos redatores, mereciam ser deletadas. Pedir para tirar o argueiro do olho do outro sem perceber a trave que está no seu (Lucas, VI, 42) parece-me ser hipocrisia. Chega de duelos e proselitismo! Deus é um só, e a Verdade é uma só; e esta, como disse Bossuet, não muda: o que muda é o erro. Senhores - gastem seu tempo com coisas mais úteis, para construir uma base comum de amor, paz e entendimento, e não para destruir os que os senhores consideram seus "inimigos"... - LAUS DEO.

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    1. 1 - Aqui não tem combatentes anti-católicos, tem apologistas que oferecem respostas aos apelos promovidos por anti-protestantes.

      2 - Aqui ninguém ofende a Igreja Romana, e sim expõe o que a história e a Escritura tem a dizer dos fatos sobre o cristianismo autêntico. Se pra vc isso ofende a sua Igreja, não temos nada que ver com isso. Seu sentimentalismo passa longe de ser um argumento.

      3- Por que vcs católicos não debatem de forma lucida e investigativa de forma honesta sobre os diversas temas envolventes em discussões? Por que não evitam expressões como "hereges, serpentes, seitas, pentecas, evanjegues", e outras provocações contra nós?

      4 - Aqui ninguém ataca "A Mãe" seja lá o que vc queira supor com isso, se for sobre Maria, apenas expomos o que a Escritura e a Tradição Antiga afirma que ela é. Vcs que inventam exaltações a ela, então que lidem vcs com isso. Pro seu governo, muito do que vcs dizem dela, sequer era aceito pela igreja antiga.

      5 - O tempo das polêmicas agressivas não passou coisa alguma, basta ir em grupos e paginas administrados por católicos e ver lá a agressividade exposta de maneira covarde por eles.

      6 - Lutero por ser católico, tinha certas considerações marianas que mais tarde ele abandonou ou deixou de lado. Coisas como imaculada concepção por exemplo, sequer eram dogmas na época.

      7 - As referências aqui encontradas por vc, que de alguma forma soam como ofensivas, na verdade são direcionadas a católicos que agiram muito pior. Não queira julgar nossa reação a ações destemperadas promovidas em vosso meio.

      A moderação dos comentários exclui apenas provocações e insultos promovidos sem se ater a postagem ou para algo relevante.

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    2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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    3. Sugiro que deixe sua hipocrisia de lado e navegue mais um pouco pelas páginas deste blog. Esse vabagundo que tu veio aqui defender, é o mesmo vagabundo que em sua idolatria mariana, nos chama de cousas por demais inaceitáveis para que eu admita seu comentário de forma serena aqui em sua defesa.

      Vc neste último comentário além de uma ignorância seletiva, aplicou um ad hominem sem motivos, e ainda rebateu em coisas já explicadas. Faça-me o favor, vá com seu vitimismo pra cima dos católicos que me respondem com ameaças de estuprara minhas filhas! Se atualize sujeito, aqui é onde seu farisaismo hipócrita se desmonta!

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    4. Estou estranhando que um "administrador" do blog tenha excluído meu comentário anterior. que era respeitoso e tranquilo. ¿ Como é que os Senhores pretendem manter alguma seriedade numa discussão, onde ao mesmo tempo são litigantes e juízes?: se os Senhor se aborreceram quando pedi que ao menos usassem um bom português, não falei nenhuma mentira; aliás o seu vernáculo continua sendo muito ruim (e dizer isso é ofensa? Acho até que é caridade). A maneira deselegante e agressiva com a qual o Senhor escreve poreja em cada linha O Senhor disse que alguém ameaçou suas filhas, o que é evidentemente um crime, e é claro que condeno essa atitude covarde e que reclama até mesmo a abertura de um inquérito policial. Também não sei a qual "vagabundo" o senhor se refere, pois eu não defendi ninguém com essa pecha - e nem o faria. A sua forma grosseira e pouco "evangélica" de discutir pode até ser esperta, mas é totalmente ineficaz: quando se sente acuado, dá meia volta e bate em retirada!

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    5. 1 - "Estou estranhando que um "administrador" do blog tenha excluído meu comentário anterior. que era respeitoso e tranquilo. Como é que os Senhores pretendem manter alguma seriedade numa discussão, onde ao mesmo tempo são litigantes e juízes?"

      Resposta: Comentários em ad nauseam que visam apenas criticar a postagem ou seu autor, de imediato são excluídos. Uma das regras é que o comentário do contraditor, foque em argumentar e contrapor aos argumentos na postagem e não a conduta do autor, ou seu estilo de escrita.


      2 - "se os Senhor se aborreceram quando pedi que ao menos usassem um bom português, não falei nenhuma mentira; aliás o seu vernáculo continua sendo muito ruim (e dizer isso é ofensa? Acho até que é caridade)."

      Resposta: Deve-se apontar onde está este mal português a que se refere. Chegar aqui e vir dizer coisas deste tipo e ainda querer que se publique tal comentário, ou é estupidez ou arrogante falta de respeito. No mais, não sei onde um suposto mal uso de expressão que não lhe agrade poderia invalidar os argumentos propostos no artigo.

      3 - " A maneira deselegante e agressiva com a qual o Senhor escreve poreja em cada linha "

      Resposta: Pouco importa sua aceitação ou não ao meu estilo de resposta agressiva ou serena, informo-lhe que respondo da maneira condizente a provocação que me é lançada.

      4- "O Senhor disse que alguém ameaçou suas filhas, o que é evidentemente um crime, e é claro que condeno essa atitude covarde e que reclama até mesmo a abertura de um inquérito policial. "

      Resposta: Ameaçar de estuprar minhas filhas, é apenas uma das coisas que sou obrigado a aturar de pessoas como vc que exigem polidez, mas não a oferecem quando são contraditados de forma civilizada. A minha abordagem as vezes agressiva se deve no contexto do assunto exposto, onde no caso, pode ter certeza, deixo transparecer no texto também a minha reação a uma ação por demais abusiva vinda da parte de católicos como o mencionado acima.

      5 - " Também não sei a qual "vagabundo" o senhor se refere, pois eu não defendi ninguém com essa pecha - e nem o faria. "

      Resposta: O vagabundo ao qual me refiro é o sujeito apontado na postagem, que antes desta mesma postagem ser elaborada, andava com um pessimo comportamento abusivo e grosseiro contra nós. Aqui devolvo a afronta de forma bem válida e tenha certeza, procuro ao máximo não me rebaixar ao nível daqueles que me atacam.

      6- "A sua forma grosseira e pouco "evangélica" de discutir pode até ser esperta, mas é totalmente ineficaz: quando se sente acuado, dá meia volta e bate em retirada! "

      Resposta: Típico de católico refutado e sem assunto. Quando não pode contraditar um protestante, apela para a sua falta de polidez em resposta a ataques promovidos promovido por católicos. Eu sugiro que se vc só tem críticas tendenciosas e ignorantes, pode ir dando meia volta e procurar outro lugar pra destilar seu farisaísmo hipócrita.

      Quando tiver alguma objeção valida que ofereça replica ao artigo, terá a atenção devida.







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    6. Outro comentário seu idêntico a este em outra postagem foi removido por nada ter a ver com a postagem. Mas algo me chamou atenção.. sua dissimulação. Vc mencionou algo como " argumento ad hominem" de forma desdenhosa, quando na verdade acima se pode ver que eu me referi a "aplicar um ad hominem", e foi que vc fez e vem tentando aplicar, principalmente quando perguntou sobre latim.

      Sugiro vc estudar um pouco de filosofia que trata de falácias lógicas e não latim quando for pesquisar sobre o que é um ad hominem.

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  2. O romanista é bastante educado, e talvez esteja mal informado sobre o passado de discussões entre os apologetas. Mas já que ele postou um comentário, nos responda: porque o termo mariolatria é errado?

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    1. O sujeito que aqui chegou com ares de superioridade na verdade é um palpiteiro e analfabeto funcional. Veja que ele chega aqui, nada refuta, não contradita nada, se intromete onde não entende o contexto e ainda vem dizer que uso mal português. Um patife desses ainda quer ter o comentário publicado. Lastimável!

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    2. kkkkkkk. Como eu não tenho acesso aos comentários apagados não sei o teor da conversa completa, mas eu estou cada vez mais convicto do fanatismo desses caras. Uma das diferenças mais importantes entre os protestantes e os católicos é o valor que ambos dão as coisas terrenas. O protestante se importa com o abstrato, a coisa não vista, como o evangelho, o céu, a relação com Deus, o Espírito Santo. Enquanto para o católico o que mais importa são as coisas terrenas, a sua Igreja (instituição), os seus ídolos de madeira, o papa. Além disso adoram descaradamente outros deuses e não se incomodam. O mais absurdo é a crítica ao auto exame. O sonho de qualquer tirano é poder incutir nos comandados que eles não critiquem nada, que só obedeçam. Com uma simples retórica vagabunda criticam isso nos protestantes e conseguem induzir os seus a uma manipulação total. O filme O livro de Eli é brilhante nesse ponto. Mostra como o evangelho, como ideologia, pode ser usado para o bem, de forma livre, e para o mal, de forma manipulada.

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    3. Meu caro Senhor Gustavo - é realmente difícil fazer-se ideia do debate se o valente gladiador do lado oposto prefere falar sozinho, e admirar embevecido somente a majestade da própria obra. Estou tranquilo pois não formulei nenhuma ofensa ao sr. Elisson, de quem me lembrarei apenas nas orações. pois meu intuito é de me ilustrar com as idéias dos opositores, e fornecer minha modestíssima experiência como contribuição. Tenho mais de cinquenta anos de convivência com irmãos separados, sobretudo presbiterianos, adventistas e batistas (de idade, tenho 72), e por isso (mas acho que me iludi) poderíamos ter momentos úteis de um diálogo franco. Mas o "território" é ferozmente controlado, e não quero me tornar um desejado invasor. Temo ser agredido injustamente a golpes de borduna quando n.ao esperar. Por fim, sr, Gustavo, não conhecendo o Senhor o teor de meus textos, faz um julgamento apriorístico, e quase descaindo para a falta de educação, sobre um suposto "fanatismo desses caras" (sic). LAUS DEO.

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    4. Senhor Adyr, este blog se reserva a publicar comentários pertinentes a cada postagem e que tem relevância construtiva e não depreciativa quando foca apenas em atacar o autor ou a postagem e sem nada contraditar.

      Vc chegou nesta postagem, criticando o português empregado e não apontou onde se viu o erro. Vc criticou a abordagem agressiva no uso de algumas palavras e já lhe foi explicado que isto se deve ao contexto e se aplica a algumas postagens apenas onde do lado católico uma primeira ação foi esboçada.

      O senhor não conhecendo o teor de nossos textos, faz um julgamento apriorístico, e quase descaindo para a falta de educação, onde se mostra crítico sem nada acrescentar ao debate que alega propor.

      Seus comentários são bem vindos sim, quando focados ao debate relevante. Coisa que por hora, ainda não fez.

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    5. Francamente, Senhores, jamais pretendi ofende-los, e se, inconscientemente, disse algo que se aproximava de ofensa (sempre indesejada), peço as mais humildes desculpas. Também gostaria que Vv. Sa. renunciassem a me brindar com alusões menos nobres (patife, analfabeto, etc.) Tais falas não ficam bem num debate religioso. O que eu disse até agora, às vezes com certa energia, sempre teve sentido absolutamente técnico quanto ao objeto do debate.
      Sobre a "adoração de Maria", aludida pelo sr. Gustavo Soares, é realmente uma questão delicada. Para nós, católicos, é expressão de devoção e princípio de fé. Se A saudamos até de joelhos, isso não tem o sentido latrêutico de "adoração". Foi assim que, num gesto veemente de fraternidade, Jacó prostrou-se diante de Esaú (Gênesis, XXXIII, 3). E isso não foi "adoração"; foi, isto sim, uma imensa demonstração de fraternidade.
      É preciso que os irmãos protestantes entendam que não adoramos Maria - isso nunca! -, e que o assunto ainda está aceso porque os contrários a Ela se utilizam dos argumentos de Nestório, que dizia ser Maria simplesmente mãe de um Homem, e não mãe de Deus. Isaías VII, 14 registra que "uma virgem conceberá e dará luz a um Filho, e seu nome será Emanuel, que significa 'Deus conosco'". Esse trecho tem beleza e força.
      Ademais, a devoção a Maria não é algo isolado em nossa fé. Como bem escreve RIVIÈRE, "a Mariologia não tem uma consistência própria, é apenas um prolongamento da Cristologia. E a fé e a piedade cristã procuram e encontram em Maria APENAS JESUS. Não é isso um paradoxo, mas a pura verdade". LAUS DEO.

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    6. Senhor Adyr, me desculpe também se fui grosseiro e desrespeitoso. Muitos que visitam este site são assim o que nos faz estarmos preparados para xingamentos, baixezas e desrespeitos de toda forma. O seu caso parece diferente, veio aqui mesmo para uma discussão séria. Eu sinceramente acho incompatível a obrigação cristã de adoração somente a Deus (Pai, filho e Espírito Santo) com a sua própria descrição de "expressão de devoção e princípio de fé." Não consigo desassociar a genuflexão com a adoração de um ídolo. Acho também a justificativa de latria e dulia fraca, pois as duas tecnicamente não possuem uma diferença substancial. A mariologia é algo que não possui registro no início da caminhada cristã sobre a terra, tanto que a Bíblia e os primeiros cristãos não citam nada além da importância dada pelos protestantes à Maria, como bem aventurada e uma mulher que teve uma incubência importantíssima, a de educar Cristo. Portanto para mim a importância dada a Maria pela Igreja Católica extrapola os limites dados pela Bíblia, a colocando em um pedestal que nem o próprio Deus a colocou.

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    7. Senhor Gustavo. Fico absolutamente feliz em perceber seu bom senso, e sua educação. mercê de suas palavras. Acho que o fato da Devoção a Maria (que espiritual e psicologicamente me fazem bem) está contido em princípios de fé, dificilmente amolgáveis por discussões racionais. Se me propus, no início, a travar um diálogo como pessoas decentes e inteligentes como o Senhor é (não que os outros não sejam pois são, sim, pelo amor de Deus!, só tendo havido pouco comedimento - ao me chamar de "patife", por exemplo, o que perdoo de coração). Tinha documentos interessantes para iniciar um debate profícuo, como por exemplo um notável volume editado pela ASTE Presbiteriana de Campinas, denominado"O Catolicismo Romano - Um simpósio Protestante", organizando pelo Reverendo Júlio de Andrade Ferreira. Ali há um estudo muito sério do Reverendo Sumiu Takatsu, do Seminário Episcopal de Porto Alegre, que aborda com respeito e inteligência os pontos divergentes em relação a Maria, sem manifestar qualquer ódio ou desprezo. Nesse nível, prezado Senhor Gustavo, é que eu gostaria de trocar ideias, não tendo mesmo a pretensão de "converter" ninguém.Eu pelo menos tentei, meu caríssimo Senhor, essa aproximação racional e amigável, pois não era outra minha intenção. Outra vez agradeço essa sua manifestação de raro bom senso e cristianismo, e espero um dia podermos trocar ideias, sem nenhuma mágoa, para honra e glória de Jesus. Meu fraterno abraço - seu irmão em Cristo. LAUS DEO.

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    8. Agradeço às palavras e desejo também apenas discutir respeitosamente. Deu para perceber a diferença entre o senhor e os outros já pelo português, e também pela ausência de xingamentos, desde o início me parecendo válida um debate sadio. Toda discussão racional deve se ater aos fatos e argumentos, portanto argumentos de fé somente devem ser válidos como experiência pessoal, mas não servem para a argumentação racional. Mas considerando também a sua experiência de devoção à Maria você não se preocupa de, por exemplo, estar a colocando acima do que Deus permite. Comecemos, por exemplo, com o primeiro mandamentos e outras referências bíblicas quanto à idolatria, até mesmo quanto à imagem de escultura. Não há, por parte da doutrina católica, uma extrapolação nesse sentido? Como exemplo de não católicos, para mim há uma clara idolatria atual em igrejas neo-pentecostais com relação a símbolos (chofar, candelabro, etc.), à liderança (adoração a pastores, como Rene Terranova, Waldomiro Santiago) e a estrelas pop gospel (valadões da vida, thalles roberto, etc.). No mesmo sentido vejo isso dentro da igreja católica.
      PS. Tenho certeza que não há pretensão de "converter" ninguém de nenhum lado, já que tal trabalho é feito pelo Espírito Santo, e toda conversão ocorre de dentro prá fora e não de fora pra dentro. Ademais, a sinceridade e pureza da consciência só podem ser julgadas mesmo por Deus, que prescruta a nossa alma, não sendo possível para mim saber qual a sua intimidade com Deus, que pode ser realmente grande.

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    9. Seus argumentos são ponderabilíssimos, e convenhamos que aprofundar uma discussão em torno desses temas seria reeditar um debate que literalmente já dura alguns séculos, e não seremos nós (antes fôssemos!) que daremos a palavra final. Não tenha dúvida que a doutrina católica sobre Maria somente oferece riscos ao fiel que não compreende o exato sentido da devoção a Ela. Isso é um fato! Mas uma verdade deve ficar assentada: Maria só está na Economia da Salvação POR FORÇA DE CRISTO. Sem Ele, Maria não teria sentido nenhum para a fé. Concordo com o Senhor a respeito da experiência pessoal para a consolidação da fé (sola fides); não, porém, exclusivamente nela (deixemos de lado a discussão sobre as obras). Parece-me que a experiência pessoal não será o bastante, se não houver uma experiência (docência) exterior: Romanos, X, 17. Penso que confiar-se EXCLUSIVAMENTE no coração do homem a atividade ex opere operato para se abraçar a Cristo é arriscado. De toda sorte, a "idolatria" é pecado que não se consuma só com o FATO, sem o concurso da convicção pessoal. Gostaria de ter tempo e espaço para debater esse assunto inclusive com as opiniões de Calvino, como grande jurista que foi. Deus o abençoe. Laus Deo.

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    10. Estimado Senhor Gustavo Soares. A parcimônia é uma virtude e vou tentar aplicá-la à discussão da chamada "idolatria", assunto tormentoso e complexo. A nossa devoção para com Maria é vista com reserva pelos Protestantes, por força do eventual conteúdo latrêutico dessa devoção. O ponto é muito delicado e não se resolve com um "sim" ou com um "não". Um dos principais temas é uma possível "adoração" que alguns fazem a Maria. Tome-se de exemplos bíblicos: não houve "adoração" quando Jacó prostrou-se diante de Esaú (Gênesis, XXXIII, 3); houve adoração (lícita) quando Moisés prostrou-se diante de Deus (Gênesis, XVII, 3); houve "adoração" pecaminosa com a adoração do bezerro de ouro (Êxodo, XXXII, 8). A interpretação de caso a caso pode ser difícil, mas é segura, partindo-se do princípio do comportamento intencional daquele que se prostra cultua (em sentido amplo) e assim se comporta (ao prostrar-se). Calvino era jurista, e sabia avaliar o que era um comportamento intencional necessário para qualquer imputação subsuntiva a um sujeito (mas infelizmente esse dado de cultura nem sempre prevalecia em seu espírito nas disputas com os Católicos). Tal conceito do jurismo (área em que João Calvino era culto e hábil), e para ele não havia segredo em toda a vasta extensão de sua célebre Opera Omnia, que a responsabilização do sujeito pelos seus atos sempre advém do comportamento intencional - vorsätzlichen Verhalten (em alemão, à época falado na Suíça), e comportement intentionnel (francês também falado na Suíça). A simples exteriorização mecânica da atitude da prostração não tem sentido sem a intenção efetiva de "adoração". A só exteriorização mecânica sem a intenção não é bastante para definir a ilicitude de um ato. O Católico que se ajoelha diante de Maria, externando uma devoção consciente, não A adora, e é fiel à Doutrina de sua Igreja. Mas não se pode descartar que algum Católico a "adore", no sentido latrêutico, desviando-se da orientação da Igreja Católica - e isso por pura ignorância. Infelizmente a objetivação do Símbolo, consoante Paul Tillich (cf. Jean Bosc, Paul Tillich -in Novas Fronteiras da Teologia, Ed. Duas Cidades, SP., 1969, pp. 67 e sgts), é um caminho perigosamente aberto a formas errôneas de veneração. Não é difícil, aliás o Senhor já observou sabiamente sobre outros precedentes, sob esse prisma, encontrarmos muitos outros (Cristãos) que praticam idolatria..
      O Catolicismo não impõe culto latrêutico a Maria. Ela adentra na Fé Católica exclusivamente através de Cristo, e teólogos Católicos e Protestantes atestam isso. O Reverendo Sumiu Takatsu escreveu um importante estudo denominado Dogmas Mariológicos e Suas Implicações, (Cf; Catolicismo Romano - Um Simpósio Protestante - Ed. Aste, SP, 1963) - onde, forte em Doutores católicos conclui que "é necessário reconhecer que a mariologia é concebida, formulada e explanada no contexto da cristologia e da eclesiologia" (op. cit., p. 114).
      Quer-se aqui e brevemente apenas dar-se um ponto de partida numa discussão que muitas vezes se perde - de lado a lado - em ideias prontas e apaixonadas, deixando-se de fora o cerne da questão. A proposta que aqui se faz é de meditação sem proselitismos, e dentro desse enfoque que parece ser claro e racional e pode levar a bons frutos. LAUS DEO.

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    11. Caro Adyr, o tema dessa discussão é realmente longo e já foi grandemente discutido, por isso vou me ater ao que interessa a nós, neste momento, qual seja: a sua defesa de que não seja idolatria o que os católicos fazem, contrariando a minha opinião, de que isso seja.
      O ponto central no qual você propôs a sua defesa está na diferença do ato exterior para o interior, na ausência de um automatismo direto entre o que se faz como ato visível, no caso a prostração ante a uma imagem de escultura, e o sentimento interno que leva alguém a fazê-lo. Isso me leva à seguinte pergunta: por que então se ajoelhar diante de uma imagem se esta não é um ídolo? O Salmos 115 me vem à mente nesse momento. Se o que importa é o que nós sentimos e o que estamos, internamente, nos propondo a fazer, por que fazer então algo que, inclusive como você mesmo disse, pode nos levar a pecar, adorando uma imagem, como se aquilo fosse um objeto sagrado? A proximidade ou a posse de determinado objeto nos traria algum vínculo maior com o destinatário da prece? Isso me parece a lógica da utilização de um amuleto, coisa que não podemos de nenhuma forma dizer sobre Jesus. Se o filho de Deus é apenas um amuleto para alguém, este alguém não entendeu de nenhuma forma o que é o Cristo. Essa forma de comportamento, por exemplo, pode ser vista nos neopentecostais, que acreditam que de alguma forma o amuleto ungido dado pelo sacerdote tem poder em si próprio. Ademais, a Bíblia nos adverte sobre ter essas imagens em diversos textos, como em Êxodo 20:4, Atos 17:24, entre outros. Ou seja, a atitude de se prostrar, fazer preces ou mesmo ajoelhar diante de criações humanas na melhor das hipóteses, somente atrapalha, e na pior se torna um pecado, sendo a forma pela qual Deus quer que nós nos acheguemos a Ele seja pela simples contemplação mental, para que possamos adentrar os seus átrios, sem nenhum elemento externo que possa vir a “ajudar” isso.

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    12. A sua resposta é - como de bom hábito - clara e inteligente. Você (permita-me chamá-lo assim) viu muito bem a necessidade de se averiguar as raízes do ato exterior da saudação, que na verdade deveria ser fidelíssimo à atitude interior de quem o pratica: apenas saudar, sem "adorar". E nisso tudo, sem dúvida, há uma vocação do homem, até inconsciente, para com o animismo e o feitichismo. Sinto-me de coração conduzido à presença de meus falecidos pais quando contemplo suas fotografias, o que não significa "adoração" a eles. O carinho e a saudade que suas imagens me despertam n'alma não tem nada de pecaminoso. Na presença de Davi, Saul prostrou-se até o chão para saudá-lo (e não "adorá-lo - I Samuel, XXIV, 9). Davi fez o mesmo com Jônatas sem "adorá-lo" (I Samuel, XX, 41), e Abraão assim agiu, sem pecado, com os filhos de Heth (Gên, XXIII, 7). Como você bem diz, o tema dessa discussão é realmente longo (vamos torcer para que nos seja útil, e pra terceiros que se proponham ler esta "imortal" polêmica!, que se torna densa e profunda graças à sua cultura e seu exatíssimo modo de redigir). E nesse domínio, que envolve até averiguação sobre o Animismo, para uma compreensão do conteúdo, não se poderia deixar de lado a opinião de cientistas como Lévy-Bruhl, -in- Les Fonctions Mentales dans las societés inferieures - Paris, Alcan, 1.910, ou em seu outro vigoroso livro La Mentalité Primitive (Paris, Alcan, 1910). Já dizia bem Einstein que tão importante quanto a própria solução de um problema está a habilidade em defini-lo. Mas voltando ao tema, veja, meu caro Gustavo, que "definição de campo" temos que fazer: em que limites se confina a evocação de uma saudade, ao ver as fotos de meus pais para vê-los junto a mim, com o perigo tanto do feitichismo ou do culto latrêutico? Acho importantíssimo o esclarecimento de Paul Tillich, que mencionei na mensagem anterior, e que você ilustrou com exemplos exatos e categóricos dentro da realidade atual. Até mesmo o ato da testemunha que vai depor em Juízo de jurar sobre a Bíblia de que vai dizer a verdade (isso só acontece nos filmes e nos EEUU, pois no Brasil não há essa liturgia) a meu ver ESTÁ OBJETIVANDO O SÍMBOLO, ficando pertíssimo da perigosa adoração de um livro, que apesar de tudo é o registro da Palavra de Deus. Nas páginas 76 e seguintes do livro Les Fonctions Mentales, Levy-Bruhl, "descobridor" da 'Lei de Participação', traça cientificamente a objetivação do símbolo (de que alhures falara Paul Tillich), que se aplica, acho eu, no "juramento sobre a Bíblia que a gente vê nos filmes": diz Levy-Bruhl que nas representações coletivas da "mentalidade primitiva, os OBJETOS, os seres, os fenômenos podem ser, DE UMA MANEIRA INCOMPREENSÍVEL para nós, AO MESMO TEMPO ELES MESMOS E OUTRA COISA DIFERENTE DELES MESMOS (!!). De um modo não menos incompeensível, eles EMITEM e RECEBEM forças, virtudes, qualidades, ações místicas, QUE SE FAZEM SENTIR FORA DELES sem cessar de continuar onde elas estão." Meu caro, acho que esgotei meu espaço. Vamos continuar mais além! Dá gosto e ilumina muito debater serenamente com alguém como você! LAUS DEO.

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    13. Pois é, o exemplo da Bíblia é ótimo para a nossa discussão mesmo. O que é sagrado, em especial para os protestantes, é a palavra de Deus, a informação imaterial mesma, e não o meio pela qual ela chega até nós, que é, em geral, a Bíblia, esta sendo apenas o objeto que contém a informação. Este não é sagrado. Mas para alguns o objeto é sagrado, a ponto de se considerar pecado o simples fato de se rasgar folhas da Bíblia ou derrubá-la no chão. É exatamente essa idolatria que nós protestantes buscamos evitar. A glória deve ser dada somente a Deus (Pai, filho e Espírito Santo), os quais não podem ser reduzidos a objetos feios por mãos humanas. A simples lembrança de algo ou alguém por um objeto não é pecado, mas a adoração ao objeto sim, e usá-lo como amuleto ou se ajoelhar perante ele e até fazer preces para mim é claramente um ato idólatra. Trocamos a adoração e a reverência a um Deus imaterial por algo material, que pode ser deteriorado a qualquer tempo. Ele não tem poder. Ele não faz coisas sobrenaturais. Logo, não devemos adoração a ele. Se isto já não bastasse, a Bíblia é clara em diversos textos quanto á proibição explícita desse ato. Portanto, caro Adyr, que tem enriquecido esse debate com um bom português e conclusões e exemplos ótimos, não há como aceitar a obrigatoriedade e a utilização destes objetos como amuletos e não considerar isso pecado. O texto do Elisson Freire deixa isso claro. A exegese bíblica também. E os exemplos de religiões pagãs também. Não há, portanto, como aceitar tal atitude, e até promovê-la, como a Igreja Romana há anos faz.

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