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Resistência Apologética

Ecumenismo Teórico Romano - Segregação na Prática


Por Thiago Dutra

Ultimamente tenho visto coisas interessantes nos meus debates com os católicos romanos, e uma delas me tem chamado a atenção. Trata-se de declarações ambíguas e hipócritas como por exemplo dizer que a Igreja Romana não exclui da comunhão com Deus aqueles que não fazem parte da agremiação religiosa deles.

Tudo começou com essa citação:

"A Igreja Católica nunca afirmou tal coisa, muito pelo contrário, são os protestantes que vivem condenando os católicos ao fogo do inferno."


Minha Resposta:

"Ué, e todo aquele discurso de que "fora da ICR não existe salvação", "toda alma pra ser salva esteja sujeita ao pontífice romano", "somos a única igreja de Cristo", hein? "

Minutos depois ele o romanista publica o seguinte documento:

Ruptura da unidade da Igreja: laços de união entre todos os cristãos
3. Nesta una e única Igreja de Deus já desde os primórdios surgiram algumas cisões (15), que o Apóstolo censura asperamente como condenáveis (16). Nos séculos posteriores, porém, originaram-se dissensões mais amplas. Comunidades não pequenas separaram-se da plena comunhão da Igreja católica, algumas vezes não sem culpa dos homens dum e doutro lado. Aqueles, porém, que agora nascem em tais comunidades e são instruídos na fé de Cristo, não podem ser acusados do pecado da separação, e a Igreja católica os abraça com fraterna reverência e amor. Pois que creem em Cristo e foram devidamente baptizados, estão numa certa comunhão, embora não perfeita, com a Igreja católica. De facto, as discrepâncias que de vários modos existem entre eles e a Igreja católica - quer em questões doutrinais e às vezes também disciplinares, quer acerca da estrutura da Igreja - criam não poucos obstáculos, por vezes muito graves, à plena comunhão eclesiástica. O movimento ecuménico visa a superar estes obstáculos. No entanto, justificados no Baptismo pela fé, são incorporados a Cristo (17), e, por isso, com direito se honram com o nome de cristãos e justamente são reconhecidos pelos filhos da Igreja católica como irmãos no Senhor (18).

Ademais, dentre os elementos ou bens com que, tomados em conjunto, a própria Igreja é edificada e vivificada, alguns e até muitos e muito importantes podem existir fora do âmbito da Igreja católica: a palavra de Deus escrita, a vida da graça, a fé, a esperança e a caridade e outros dons interiores do Espírito Santo e elementos visíveis. Tudo isso, que de Cristo provém e a Cristo conduz, pertence por direito à única Igreja de Cristo.
Também não poucas acções sagradas da religião cristã são celebradas entre os nossos irmãos separados. Por vários modos, conforme a condição de cada Igreja ou Comunidade, estas acções podem realmente produzir a vida da graça. Devem mesmo ser tidas como aptas para abrir a porta à comunhão da salvação.
Por isso, as Igrejas (19) e Comunidades separadas, embora creiamos que tenham defeitos, de forma alguma estão despojadas de sentido e de significação no mistério da salvação. Pois o Espírito de Cristo não recusa servir-se delas como de meios de salvação cuja virtude deriva da própria plenitude de graça e verdade confiada à Igreja católica.
Contudo, os irmãos separados, quer os indivíduos quer as suas Comunidades e Igrejas, não gozam daquela unidade que Jesus quis prodigalizar a todos os que regenerou e convivificou num só corpo e numa vida nova e que a Sagrada Escritura e a venerável Tradição da Igreja professam. Porque só pela Igreja católica de Cristo, que é o meio geral de salvação, pode ser atingida toda a plenitude dos meios salutares. Cremos também que o Senhor confiou todos os bens da nova Aliança ao único colégio apostólico, a cuja testa está Pedro, com o fim de constituir na terra um só corpo de Cristo. É necessário que a ele se incorporem plenamente todos os que de alguma forma pertencem ao Povo de Deus. Este Povo, durante a peregrinação terrena, ainda que sujeito ao pecado nos seus membros, cresce incessantemente em Cristo. É conduzido suavemente por Deus, segundo os Seus misteriosos desígnios, até que chegue, alegre, à total plenitude da glória eterna na celeste Jerusalém.

(Decreto Unitatis Redintegratio - Sobre o Ecumenismo)
Fonte:
http://zip.net/bvpB68

Percebam que o documento supra-citado faz referência clara ao ecumenismo doutrinário entre católicos e protestantes - e talvez, os ortodoxos. Entretanto, se esse documento realmente possui alguma relevância no âmbito romanista, então eles estão indo contra AS PRÓPRIAS DECLARAÇÕES DA IGREJA ROMANA. Isto é bem perceptível pois existem decretos pontifícios e conciliares da parte da igreja romana que são CONTRA TODO O TIPO DE ECUMENISMO em relação aqueles que não professam a fé católica romana. E aqui irei mostrar apenas alguns deles pra desmascarar essa dissimulação católica hipócrita e ambígua, que ora nos chama de irmãos, outrora de hereges, ora somos condenados ao inferno, noutra pelo mistério da salvação estamos incluídos na comunhão da Igreja Católica. 

Tudo isso evidencia um ecumenismo meramente TEÓRICO pregado por Roma e que na pratica, se degenera em pura segregação.

  • O Edito de Tessalônica.

O texto seguinte, que foi extraído do "Decreto dos Imperadores Graciano, Valentino II, e Teodósio I" do dia 27 de fevereiro de 380 d.C, refere-se ao estabelecimento do [cristianismo], "catolicismo romano" como a religião do Estado e a proibição de qualquer outra forma de adoração:

"Nós ordenamos que aqueles que creem nessa doutrina [de Roma] devem receber o título de cristãos católicos, mas os outros, nós os jul­gamos serem loucos e delirantes e dignos da desgraça resultante do ensinamento herético, e as suas assembléias não são dignas de rece­ber o nome de igrejas. Eles devem ser punidos não só pela vingança divina mas também pelas nossas próprias medidas, que decidimos de acordo com a inspiração divina."

(Sidney Z. Ehler e John B. Morrall, tradutores e editores desses documentos antigos, Church and State Through the Centuries (Londres, 1954), p.7)
  • A Unam Sanctam.
Bonifácio VIII em sua Bula "Unam Sanctam" afirmou arrogantemente que:

"Além disso, nós declaramos e definimos que é absolutamente ((((necessário para a [[[salvação]]]))) que toda criatura humana esteja sujeita ao Pontífice Romano.”

(Unam Sanctam)

Fonte

http://www.newadvent.org/library/docs_bo08us.htm

Em nota explicativa, a Enciclopédia Católica nos informa que:

A Bula (Unam Sanctam) reza as proposições dogmáticas da igreja (católica) e a (((necessidade de se pertencer a ela para a salvação eterna))). A posição do papa como líder supremo da igreja e o dever desde então crescente de (((submissão ao papa))) com o objetivo de pertencer à igreja e portanto, obter salvação. "

Fonte:

http://www.newadvent.org/cathen/15126a.htm


Agora digam. Algum protestante CONCORDA COM ESSA AFIRMAÇÃO?

Contrariando a declaração romana, a Confissão de Westminster Cap 25 inciso VI nos diz:

"VI. Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo; em sentido algum pode ser o Papa de Roma o cabeça dela, mas ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus. Ref. Col. 1:18; Ef. 1:22; Mat. 23:8-10; I Ped. 5:2-4; II Tess. 2:3-4."

É, definitivamente, não concordamos.

Mas não para por aí, tem mais.

  • IV Concilio Laterano

O Quarto Concílio de Latrão em seu Primeiro Cânone diz que:

"Há apenas uma Igreja universal dos fiéis, fora da qual absolutamente ninguém é salvo, em que Jesus Cristo é tanto sacerdote e sacrifício."

Fonte:
https://sites.google.com/site/evangelizandocommaria/concilios-da-igreja-catolica/quarto-concilio-de-latrao/canones-do-quarto-concilio-de-latrao
  • A Mortalium Animus
Papa Pio XI (1922-1939), eu sua encíclica Mortalium Animus:


" Os esforços [do falso ecumenismo] não tem nenhum direito à aprovação dos católicos porque eles se apoiam sobre esta opinião errônea que todas as religiões são mais louváveis naquilo que elas revelam, e traduzem todas igualmente, se bem que de uma maneira diferente, o sentimento natural e inato que nos leva para Deus e nos inclina ao respeito diante de seu poder(...) Os infelizes infestados por esses erros sustentam que a verdade dogmática não é absoluta, mas relativa, e deve pois, se adaptar às várias exigências dos tempos e lugares às diversas necessidades das almas".(...) "Os artesãos dessas empresas não cessam de citar ao infinito a Palavra de Cristo: ‘Que todos sejam um. Haverá um só rebanho e um só pastor’( Jo XVII,21; X,16), e eles repetem esses texto como um desejo e um voto de Cristo que ainda não teria sido realizado. Eles pensam que a unidade da fé e de governo, característica da verdadeira e única Igreja de Cristo, quase nunca existiu no passado e que não existe hoje... Eles afirmam que todas ( as igrejas) gozam dos mesmos direitos; que a Igreja só foi Una e Única, no máximo da época apostólica até os primeiros Concílios Ecumênicos(...). Tal é a situação. É claro, portanto, que a Sé Apostólica não pode por nenhum preço tomar parte em seus congressos, e que não é permitido, por nenhum preço, aos católicos aderir a semelhantes empreendimentos ou contribuir para eles; se eles o fizerem dariam autoridade a uma falsa religião cristã completamente estranha à única Igreja de Cristo"

Fonte
http://www.vatican.va/holy_father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19280106_mortalium-animos_po.html

  • O Concílio de Trento

O Concílio de Trento (1545-1563), além de condenar e excomungar os protestantes, reiterou tudo o que os Concílios anteriores declararam, e ainda proferiu :

"... nossa fé católica, sem a qual é impossível agradar a Deus..."

Fonte:
http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=foradaigreja&lang=bra


Existe possibilidade de acreditarmos naquele documento lá em cima diante de um discurso EXCLUSIVISTA DESSES?
  • O Catecismo da Igreja Romana

No Terceiro Catecismo (Editora Vozes), a Igreja Romana diz:
"É de fé que a santíssima foi concebida sem pecado original, porque esta verdade foi solenemente definida pelo Sumo Pontífice Pio IX em 8 de dezembro de 1854 E QUEM NÃO QUISER CRER, SERÁ HEREGE" (p.190).

Fonte:
http://servosdemariaamordedeus.blogspot.com.br/2011/02/dogma-da-imaculada-conceicao-de-maria.html?m=1

Por fim, Paulo em Romanos 3:23 manda lembranças a Pio IX.

E não somente Paulo, mas NÓS PROTESTANTES NÃO CREMOS NEM CONCORDAMOS com a declaração romanista da "Imaculada Conceição", portanto, na visão romana somos HEREGES, e herege vai pra onde? Pro céu?

Preciso mostrar mais alguma coisa?

  • Conclusão:
Como podemos ver caros irmãos, esse discurso de "cessar fogo", bandeira branca da parte da IGREJA ROMANA não encontra espaço nos decretos expedidos por ela própria. E quando eles dizem que mesmo quem não está em plena comunhão "com a Sé apostólica" pode ser salvo também, além de ser uma baita contradição, afirma que mesmo que de maneira indireta, o caminho a ser trilhado para se alcançar a salvação deve passar por ela mesma, sendo que as Escrituras nos ensina acerca de Cristo, que ...
"Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado à humanidade pelo qual devamos ser salvos”. 
Atos 4:12.
Vale lembrar que não rejeitamos o diálogo com os católicos, mas ecumenismo doutrinário da nossa parte é INADMISSÍVEL, pois a Bíblia diz que não devemos comungar com as obras das trevas, e sim as condenar - Efésios 5:11.

Mediante a tudo isso, só há uma conclusão a se tirar. Ou o documento acima exposto está errado e os decretos papais e conciliares estão certos, ou o contrário, mas admitir tal coisa seria o mesmo que ir contra o pronunciamento de alguns dos papas e concílios mais importantes da Igreja Romana, e portanto um ato de rebeldia declarada, que os católicos preferem morrer a praticar.

Então caros católicos, tentem outra estratégia, esse lance de "reintegração" , "unidade da igreja", não engana mais ninguém.

Paz a Todos!!!
Em nome da verdade e do Evangelho de Cristo!
Defesa da Sã Doutrina

Deus abençoe a todos!
by: Thiago Dutra
Att:Elisson Freire

Um comentário:

  1. Prezado irmão Elisson Freire,

    adorei o termo agremiação religiosa (risos). Os católicos realmente acreditam que quem não segue a fé romana irão para o inferno. É aquela velha questão de Pedro, que somente eles são inspirados a interpretar a bíblia conforme a vontade de Deus, que somos hereges e vamos pro inferno de cabeça pra baixo sentar no colo do capeta. Aliás muito dos decretos papais terminam com: "seja este excomungado" ou "seja este considerado herege", "seja este empalado e queimado" ao invés de "seja este disciplinado e devolvido a comunhão da igreja", afinal quando alguma coisa dá errado é mais fácil jogar fora certo? Consertar dá muito trabalho, e eles preferem comer e dormir. Prefiro sinceramente não ter comunhão com quem realmente pensa assim. Com que vem com a espada em uma inquisição feita para se cumprir a vontade da igreja à revelia da vontade de Jesus Cristo. Que Deus tenha misericórdia de nós, miseráveis pecadores que não contamos com a Infalibilidade Papal pra nos guiar. (A propósito, recentemente o Papa falou que a via crucis é a história do fracasso de Deus).

    Graça e paz, Jesus Cristo nos abençoe.

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