Resposta aos católicos da fan-page "Minha Santa Igreja Católica Romana" em Perguntando aos Protestantes

De todo o texto deles, o que podemos notar é o baixo nível da argumentação e a ignorância preponderante de blogs editados em fundo de quintal por leigos amadores da Sé Romana que ainda me vem citar cadáveres podres em redomas de vidro, como milagres, ou aparições contraditórias como prova de autenticidade de tal igreja.



"Perguntando aos Protestantes", eis o título do texto publicado pela fan-page romanista que pode ser visto "neste link aqui".

O texto deles é fraco, ignorante, falacioso e muito mentiroso por sinal.

A página em questão é ainda desonesta pois apaga os comentários que respondem a postagem. Daí eu pergunto sobre qual a finalidade do texto? Com certeza é atrair as massas incautas de débeis sentimentalistas católicos que jamais teriam a honestidade intelectual de analisar o texto e detectar as falhas nele e notar que sequer pode ser considerado relevante como desafio em se fazer perguntas em detrimento dos protestantes.

Vou ser breve neste artigo onde as perguntas "fantásticas" que fizeram estão marcadas abaixo em negrito e na cor vermelha. A minha resposta se segue logo após cada uma de suas objeções.




1. Nós católicos cremos em tudo que a Bíblia ensina, porque a Igreja diz que a Bíblia é verdadeira.
E você? Quem lhe garante que sua Bíblia é verdadeira? (Por favor não apele dizendo que é Jesus, pois todo o Novo Testamento foi escrito depois de Jesus). Até podemos perguntar: quem lhe garante que o NT é verdadeiro?



Resposta:
Cremos que a Bíblia seja verdadeira de acordo com fatos tomados a partir de evidências que podem nos garantir sua veracidade. O que quero dizer é que, a veracidade da Bíblia é algo que independe de aval da Igreja, ou ainda, reconhecer a veracidade da Bíblia não é algo exclusivo da igreja romana. 

Um católico pode dizer que crê que a Bíblia é verdadeira devido a sua igreja dizer que é, mas, e daí? Isso da no mesmo que um muçulmano dizer que crê no Alcorão pois o islamismo diz que ele é verdadeiro, ou um Mórmom crer no seu livro pois a sua denominação diz que é verdadeiro. Mas, isso demonstra, evidencia, sustenta sua veracidade? De modo algum. 

Dentre os fatos e evidências que nos garantem a veracidade Bíblica, destaco os mais importantes em sentido de analise crítica.

I - Sua consistência interna.
A Bíblia é uma compilação de Livros sob diversos autores, uns 40 para ser mais exato, de diferentes lugares, épocas e condições, abrange um período extenso da história da humanidade e foi elaborada num intervalo de cerca de 1600 anos. Mesmo assim apresenta uma coerência notável nos seus ensinamentos acerca de Deus, do homem e da salvação. Nas suas páginas pode notar-se um progresso tanto na revelação como na obra de salvação, um progresso que se encaixa e se harmoniza do primeiro ao ultimo livro a tornando singular em seus escritos, ensinos e predições.

II - Profecia preditiva cumprida.
A Bíblia contém diversas profecias cujo cumprimento está registado na história. Outras ainda estão a si cumprir, mas a fidelidade das predições anteriores nos levam a crer que tudo será cumprido devido a sua precisa confiabilidade histórica.

III -  Confiabilidade histórica.
Tanto documentos extra-bíblicos como a arqueologia corroboram que a história que a Bíblia narra é correta. Ainda que existam lacunas (como em outras áreas do conhecimento da antiguidade) nenhuma das afirmações históricas da Bíblia foi refutada com êxito.

IV - Sua preservação.
Há uma evidente conservação providencial do texto bíblico em sua transmissão ao longo dos séculos. Tanto o texto hebraico do Antigo Testamento como o texto grego do Novo Testamento foram preservados com notável exatidão em comparação com qualquer outro documento antigo.

Junte isso acima a verdade de que os livros sagrados da Bíblia têm uma autoridade intrínseca que provém do seu Autor, até mesmo o seu carácter canônico não depende da sanção humana em geral, nem eclesiástica em particular. A Igreja não decidiu nem decretou o cânon, mas o discerniu ou reconheceu, e a seguir o confessou e proclamou.

Agora eu pergunto: como é que os católicos sabem que a sua Igreja está correta em tomar a Bíblia como verdadeira? Que provas tem disso? A que teste de veracidade submeteu os livros da Bíblia o magistério romanista? Será que os critérios usados no reconhecimento da veracidade Bíblica são coisas exclusivas a igreja romana? 

Próxima...

2. A Igreja ensina que os livros da Bíblia são 73. Os protestantes dizem que são 66.
a) Eu creio que são 73, porque a Igreja assim ensina.
Você que só crê na Bíblia, onde está escrito na Bíblia que os livros inspirados são 66?
b) Vocês afirmam que os católicos adicionaram livros à Bíblia. Como explicar, se em 1455/60, quando a Bíblia foi impressa, já continha os 73 livros? (cf.Bíblia de Gutemberg )

Resposta: 

Que a Igreja Romana ensina que os livros da Bíblia são 73, é algo irrelevante posto que tal posição só foi dogmaticamente tomada em 1546. Nós protestantes afirmamos ser 66 os livros sagrados devido o testemunho massivo da igreja antiga e a evidência interna dos próprios livros além da própria posição de Cristo e dos apóstolos acerca de tais livros. O que faz Roma é contrariar a antiga tradição ao aceitar os livros apócrifos. Eis como se resume a situação dos livros apócrifos/deuterocanônicos pouco antes do concílio de Trento, a Enciclopédia Católica diz:

"Na Igreja latina, através de toda a Idade Média achamos evidência de hesitação acerca do carácter dos deuterocanónicos. Há uma corrente amistosa para com eles, outra distintamente desfavorável para com a sua autoridade e sacralidade, enquanto oscilando entre ambas há um número de escritores cuja veneração por estes livros é temperada por certa perplexidade acerca da sua posição exacta, e entre eles encontramos São Tomás de Aquino. Encontram-se poucos que reconheçam inequivocamente a sua canonicidade. A atitude prevalecente dos autores ocidentais medievais é substancialmente a dos Padres gregos".
(George J. Reid, Canon of the Old Testament, em The Catholic Encyclopedia, 1913)


"[os deuterocanônicos] circulavam na Igreja como boa leitura espiritual mas não eram reconhecidos como Escritura autoritativa(…) A situação permaneceu obscura nos séculos seguintes (…) Segundo a doutrina católica, o critério do cânon bíblico é a decisão infalível da Igreja. Esta decisão não foi dada até muito tarde na história da Igreja no Concílio de Trento. Antes deste havia algumas dúvidas sobre a canonicidade de certos livros Bíblicos, i.e., sobre a sua pertença ao cânon. O Concílio de Trento definitivamente resolveu a questão do cânon do Antigo Testamento. Que isto não havia sido feito anteriormente é evidenciado pela incerteza que persistia até o tempo de Trento”
(New Catholic Encyclopedia, Vol. I (Washington D.C.: Catholic University, 1967), p. 390 [colchete acrescentado).

Ou seja, a Igreja que dizem ensinar que a Bíblia tem 73 livros, só assim se pronunciou bem depois da Reforma Protestante, e quando se pronunciou, foi para contrariar a Reforma e a própria tradição que diz preservar. 

Outra falha na objeção católica neste ponto é dizer que nós afirmamos que a Igreja Romana acrescentou livros a Bíblia. Isto não é verdade e sim um espantalho, pois o que afirmamos é que ROMA contrariando a tradição e a evidência escriturística, declarou tais livros como em pé de igualdade com os demais canônicos, inspirados e infalíveis. Que versões bíblicas traziam tais livros em suas compilações, isto não é nenhuma novidade para nós, o que é ignorado pelos romanistas é o fato de que tais livros estarem numa mesma lista ou compilação não os torna canônicos. 

A objeção romanista ainda comete outro erro ao citar a Bíblia de Gutemberg. Diz o texto que a Bíblia de Gutemberg continha os mesmos 73 livros que Trento reafirmou. Mas isso é mentira. A Bíblia de Gutemberg traz na sua edição (assim como outras edições latinas antigas da Bíblia), a Oração de Manassés (depois do livro de Crónicas), 3 e 4 Esdras (depois de 2 Esdras=Neemias), e a Oração de Salomão (depois de Eclesiástico), que não fazem parte do cânon católico.
Pode-se ver aqui o índice: http://molcat1.bl.uk/treasures/gutenberg/search.asp

E agora? O concílio de Trento errou ao deixar de fora do cânon estes 4 livros ou nem tudo o que vem numa edição da Bíblia deve ser necessariamente considerado canónico? Decidam católicos!


Próxima...

3. Jesus chamou a Pedro de pedra (Kefas ou Cefas), pois Jesus falava em aramaico.
- Nós católicos acreditamos.
- Porque vocês protestantes negam todas estas passagens que Pedro é chamado de Cefas: Jo, 1,42; 1Cor 1,12;3,22; 9,5; 15,5; Gl 1,18; 2,9; 2,11; 2,14 ?


Resposta:

Em aramaico kefas ou Cephas significa mais precisamente ROCHA ou ROCHEDO e não PEDRA. Para além disto, para um judeu nos tempos de Cristo, chamar a alguém de rocha, ou rochedo é o maior dos louvores; e também é evidente que nenhum judeu que conhecesse o Antigo Testamento, podia empregar a frase sem que sua mente se voltasse para Deus que era a única rocha autêntica e rochedo inabalável que o defenderia e procuraria sua salvação. Até mesmo Abraão foi chamado de Rocha do qual Israel foi cortado(Isaías 51:1). Portanto os discípulos ao verem Cristo chamando a Pedro de Rocha, souberam muito bem entender que não se tratava de se estar colocando a Pedro em uma posição de governo ou que em Pedro fosse edificada a Igreja, se assim fosse eles não teriam logo em seguida, brigado pela primeira posição entre si (Mat. 23:8,10; Luc. 9:46; 22:24-30).

Então o que quis dizer Jesus quando se dirige a Pedro como Cephas? Evidente Jesus estava reconhecendo em Pedro uma Rocha, não no sentido de ser o fundamento da Igreja, mas em um sentido especial assim como Abraão.

Pedro foi o primeiro homem da Terra que confessadamente descobriu quem era Jesus. Foi o primeiro homem que efetuou o salto de fé que via em Jesus Cristo o Filho do Deus vivo. Em outras palavras, Pedro foi o primeiro membro da Igreja e, nesse sentido, a Igreja está inicialmente vinculada nele. Aquele que não passava de um simples Petros(pedrinha de fácil locomoção) agora se tornaria Cephas, um rochedo, uma rocha de enorme referência devido a sua confissão de fé no Cristo de Deus. Enquanto que a sua própria confissão é a ROCHA BASAL.

Portanto, literalmente se tomarmos o hebraico e o aramaico como referência aludindo as distinções que o texto grego faz, o que Cristo disse a Pedro foi que ele edificaria sua Igreja sobre a Rocha, a mesma Rocha que é a confissão fundamental de Pedro e fez dele uma Rocha em especial.
Para entendermos isto, basta que analisemos o contexto e cenário onde tais palavras foram pronunciadas, e eu abordei isto mais a fundo neste link: (Cephas: a cartada final dos apologistas católicos não sustenta a alegação de Pedro ser a Pedra basal da Igreja, muito menos o papado.)


Portanto, é irrelevante tal objeção de que Cristo chamou a Pedro de Rocha visto que em nada significa que supostos sucessores de Pedro num suposto episcopado em Roma teriam em si mesmo exclusivamente a mesma posição e condição dele. Nós não negamos que Cristo chamou a Pedro de Cephas e sim que isto signifique que eles estaria edificando sua Igreja sobre Pedro.

E assim, mais um espantalho romanista é deposto... Próximo.....

4. Jesus disse: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna" (Jo 6,54)
- Nós católicos obedecemos ao Senhor e comemos sua carne e bebemos o seu sangue.
- Você não faz isso, como pode ter a vida eterna?


Resposta:
Jesus também disse, claramente: "Eu sou a porta. Todo aquele que entrar por mim, salvar-se-á. Entrará e sairá, e achará pastagens". (Jo 10.9), e mais: "Eu sou a videira verdadeira [fonte de vida espiritual], e meu Pai é o agricultor; vós sois os ramos". (Jo 15.1,2,5). Ora, pelo argumento romanista acima, devemos então adorar uma porta de madeira ou uma árvore, ou que Deus planta arroz e nós devemos passar a comer capim.

Está claro que essas expressões são figurativas. Ao dizer "Isto é o meu corpo" estava dizendo, realmente "Isto representa o meu corpo". Se levarmos em conta a interpretação literal, Jesus ao levantar o pão estaria levantando seu próprio corpo. Ademais, naquela oportunidade, como todas as vezes por ocasião da ceia do Senhor, o pão continua com gosto e sabor de pão, bem como o vinho continua com o cheiro e sabor de vinho. Esses elementos não se transformam numa mágica no corpo de Jesus. Se assim fosse, Jesus teria engolido a Si próprio. Jesus não entra em nós pela ingestão do Seu corpo, mas entra em nossa vida quando O aceitamos de todo o nosso coração como Senhor e Salvador (Rm 10.9). E isso é obter a vida eterna. Para além disto, o ignorante que bolou a pergunta nunca leu nada acerca da igreja antiga nem mesmo reparou que protestantes praticam a ordenança da Santa Ceia. 

Quem bolou estas perguntas? Um coroinha de 13 anos?

Próxima...

5. Para não haver nenhuma dúvida ou interpretação falsa, Jesus disse ainda: "a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida."(Jo 6,55).
- Nós católicos acreditamos.
- Vocês protestantes acreditam que a carne de Jesus é verdadeiramente uma comida e o seu sangue, verdadeiramente uma bebida?
- Com quem você fica, com os que abandonaram Jesus ou com os apóstolos que confessaram, junto com Pedro: "Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna" (Jo 6,68) ?


Resposta:

Isso já foi mais que refutado logo na resposta a quarta pergunta, mas, para ficar mais preciso, vamos aos pontos relevantes ignorados pelo catolicismo romano.

I - Jesus afirmou que a sua declaração não deveria ser tomada com um sentido materialista, quando ele disse: "as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida". (Jo 6.63)
II - Seria um absurdo e um canibalismo considerá-la com um sentido físico. "Comer a minha carne e beber o meu sangue" não pode ser interpretado literalmente, pois Deus não aprovaria um ato de antropofagia (comer carne humana com suas vísceras, cabelos e unhas).

III - Ele não estava falando da vida física, mas da "vida eterna" (Jo 6.54). 

IV - Ele chamou a si de "o pão da vida" (Jo 6.48) e contrastou esse pão com o pão físico (o maná) que no passado os judeus comeram no deserto (Jo 6.58). Isso é mais uma evidência de que o sentido do texto não é para ser tomado como literal, como se o pão e o vinho fossem literalmente o corpo e o sangue dele.

V - Ele usou a figura do "comer" a sua carne paralelamente à idéia de "permanecer" nele (cf.Jo 15.4-5), que representa outra figura de linguagem. 

VI - Se comer a sua carne e beber o seu sangue fosse tomado literalmente, isso seria contradizer outros mandamentos das Escrituras, que ensinam a não comer carne humana nem sangue (cf. At 15.20)". 

Ademais, a salvação não está em comer o corpo de Jesus, mas em crer e obedecer (Jo 3.18,36; 5.24; 6.35; 7.38; 11.25; Atos 10.43; 13.39;16.31; Rm 1.16;10.9). Sendo assim há muitas indicações em João 6 de que Jesus literalmente queria dizer que a sua ordem para comer a sua carne deveria ser considerada de uma maneira figurada, e nisto concordam muitos padres antigos da igreja primitiva. Será que eles não alcançaram a vida eterna?

Próxima...

6. Jesus disse: "Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos"(Jo 20,23).
- Nós católicos acreditamos e confessamos os nossos pecados ao sacerdote (ordenados pelos Bispos, que são os sucessores dos apóstolos, que receberam esta ordem de Jesus).
- Como vocês não confessam, não têm seus pecados perdoados, como podem entrar na vida eterna?


Resposta:

Pecadores não possuem poderes para perdoar pecados. O perdão dos pecados passa necessariamente pelo arrependimento sincero, e nenhum humano teria condições de saber quem está realmente arrependido. Só Deus pode perdoar pecados. Nem perdoamos nem vendemos perdão. Tiago 5.16 fala que devemos relatar nossas fraquezas uns aos outros, buscar auxílio mútuo em oração. É claro, mediante arrependimento os pecados serão perdoados por Deus. A Bíblia se explica a si mesma. Veja:

"Se o meu povo... se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter de seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e PERDOAREI OS SEUS PECADOS..."
(2 Cr 5.17).

Não se vê Pedro e Paulo, ou qualquer apóstolo, antes ou depois da ascensão de Jesus, perdoando pecados. Quando perguntaram a Pedro como proceder para ser justificado, ele respondeu:

"Arrependei-vos e convertei-vos, para que SEJAM APAGADOS OS VOSSOS PECADOS, e venham os tempos de refrigério pela presença do Senhor".

Quando os escribas afirmaram que só Deus pode perdoar pecados, Jesus não corrigiu (Mc 2.7-12).

Assim como os sacerdotes não podem salvar pecadores, mas podem anunciar a salvação dos arrependidos, segundo a Palavra, da mesma forma não podem perdoar pecados, mas proclamar o perdão dos que se arrependem, segundo a Palavra. Assim podemos entender João 20.23. 

7. A Bíblia diz que todas as gerações chamarão Maria de Bem-aventurada.(cf. Lc 1,48).
- Nós católicos proclamamos Maria, bem-aventurada.
- E vocês?


Resposta: 

"Bem-aventurada" quer dizer feliz. Jesus chamou de bem-aventurados os pobres de espírito, os que choram, os misericordiosos, os limpos de coração, etc (Mt 5). Maria é lembrada ou proclamada por nós, como queira, observando-se tudo o que a Bíblia diz sobre ela. Uma mulher altamente agraciada por Deus por ter sido escolhida para ser a mãe de Seu Filho, Jesus Cristo, nosso Salvador, nada mais nem menos que isto.

Donde que neste texto se diz que devemos prestar culto a Maria é que não vi! É disso que a objeção se trata? Se for, é tão irrelevante que só posso rir de seu autor!


Finalizando...

O texto da postagem católica continua com mais 5 objeções que por serem apenas apelos emocionais irrelevantes e contraditórios, nem é preciso uma refutação neste artigo visto que já foram mui bem respondidos em outros de nossos artigos. 

Duas das outras objeções ( a 8 e a 10) tratam-se do apelo a sucessão apostólica, já refutado aqui : (Qual a validade da sucessão apostólica?) A objeção de numero 9 levanta a famosa falácia de livre interpretação e da suposta exorbitância denominacional, usam um típico espantalho.

O sujeito confunde livre exame (que todos são livres para examinar livremente, pois acreditamos que todos são capazes de entender a Palavra de Deus - 2 Tm 3.16-17 - ),  com "liberdade de interpretação", algo rejeitado por nós. 

E já sobre as "milhares de seitas protestantes ensinando coisas tão contraditórias", se o que ele chama de "seitas" são as denominações protestantes, então, carece de provas de que existem milhares de denominações todas ensinando coisas contraditórias. Isso já foi devidamente refutado (aqui) e (aqui). 

Para além disto, as genuínas denominações protestantes possuem teólogos, faculdades de teologia, escolas bíblicas, toda uma estrutura para orientar, ensinar, tirar dúvidas, e a divergência é mínima se comparada com a história da igreja antiga. Isso mostra o porque católicos sofrem em se manter em debates contra nós, pois como diz o jesuíta Thomas J. Reese, "o ensino da igreja romana sobre a Bíblia é uma desgraça. Poucos homilistas explicam as escrituras a seu povo. Poucos católicos lêem a Bíblia". Já entre nós, não há nenhuma norma proibindo a leitura da Bíblia, como aconteceu antigamente no catolicismo.

De todo o texto deles, o que podemos notar é o baixo nível da argumentação e a ignorância preponderante de blogs editados em fundo de quintal por leigos amadores da Sé Romana que ainda me vem citar cadáveres podres em redomas de vidro, como milagres, ou aparições contraditórias como prova de autenticidade de tal igreja.

Bom, dou por respondido as perguntas "fantásticas" da fanpage supra citada e espero que nos tragam objeções mais relevantes que estes apelos ignorantes e sentimentalistas que empurram por aí como argumentos. 

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Resistência Apologética: Resposta aos católicos da fan-page "Minha Santa Igreja Católica Romana" em Perguntando aos Protestantes
Resposta aos católicos da fan-page "Minha Santa Igreja Católica Romana" em Perguntando aos Protestantes
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