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Resistência Apologética

Sobre Ignaz Von Dollinger

Há algum tempo tenho me deparado com revisionistas católicos ignorantes que são favoritistas quanto aquilo que lhes convém citar e por demais ignorantes seletivos quanto aquilo que os desabona de suas afirmações.

Em um de meus artigos refutando o Fernando Nascimento, como resposta recebi não uma refutação, mas uma patética falacia genética que por sinal merece ser refutada. Trata-se de Ignaz Von Dollinger a quem o Fernando assim se refere:  

Dollinger, nunca foi “historiador católico” e muito menos “respeitado”.     



Em resposta contra essa ignorância, passo a refutar mais uma vez ao Fernando Nascimento.





Dollinger foi a maior autoridade em assuntos históricos eclesiásticos no século 19. Extremamente católico romano, por quase 50 anos lecionou em universidades alemãs. Rompeu com Roma, devido o Dogma da Infalibilidade Papal. Foi excomungado após não reconhecer que as pretensões papistas tinham validade histórica. Refutou todas as alegações do Concilio reunido para proclamar a heresia. Publicou um livro com o pseudônimo Janus, pois temia ser perseguido. A Enciclopédia Católica reconhece que devido ao preciso conhecimento em história eclesiástica, o livro só poderia ter sido escrito por um autor, Ignaz Von Dollinger.


Rui Barbosa traduziu o livro, mas jamais mencionou arrependimento por ter feito o trabalho. A alegação feita pelo Fernando de que Dollinger teria se convertido e daí invalidado o livro, é falaciosa e não passa de uma meia verdade. A única menção que Rui Barbosa faz é "de todas as religiões, ou o catolicismo ou nenhuma”. Isso em referência ao cristianismo.



Sobre o livro escrito pelo historiador eclesiástico católico, Johannes Joseph Ignaz von Dollinger (1799-1890). Os caifarsianos, macabistas e cruzados assim como o Fakenando Nascimento, apelam para coisas que em nada invalidam o livro do historiador.
O fato do livro "O Papa e o Concilio" ter sido traduzido por Rui Barbosa e depois de anos, supostamente ter sido repudiado por ele, em nada implica contra as informações do livro.
A unica nota que os militantes insistem em que ele repudia o livro é essa frase:
“Estudei todas as religiões do mundo e cheguei a seguinte conclusão: religião ou a Católica ou nenhuma.” (Livro Oriente, Carlos Mariano de M. Santos (1998-2004) artigo 5º).

Na frase não consta nenhuma repudiação ao livro, a frase apenas diz que de acordo com Rui Barbosa, de todas as religiões, ou a católica ou nenhuma. É claro que em referência ao cristianismo e não ao catolicismo em si, que ele rejeitou por toda a sua vida.

Além da frase não nos dizer muito, a fonte também não é clara. pois na referência em questão, não há nada mencionado: vejam o link, e vão até o referido artigo 5, não há nada lá(http://www.paginaoriente.com/livro/livrooriente.htm)

A suposta argumentação do Fernando, copiada do yahoo, além de ser tendenciosa, pois desconsidera diversos fatores, também não serve de refutação, pois apenas foca em um ad hominem contra o autor do livro. Vejam de onde o CaiaFarsa, e a turma do Fernando, e outros calangos de língua bipartida tiraram a dita refutação:http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20120918091022AAGxoWH

Como podem ver, não há nenhuma refutação, trata-se apenas de um ataque contra o autor(ad hominem) e, qualquer pessoa honesta, sabe que ad hominem, não é refutação.

Então, do que se trata o livro e o autor?

O livro, O Papa e o Conselho de Janus, que foi publicado pela primeira vez em 1869, é um documento muito importante em relação ao dogma católico da infalibilidade papal, decretado pelo Conselho Católico Romano, do Vaticano I, em 1870. Ele foi escrito pelo mais importante e influente historiador romano católico dentro da Igreja Católica Romana do século 19, Johannes Joseph Ignaz von Dollinger (1799-1890), que ensinou a história da igreja por 47 anos. O livro é um repúdio histórico totalmente documentado contra o dogma da infalibilidade papal que não era dogma na época de Ignaz.

Em 1870, o Conselho Católico do Concílio Vaticano I passou o decreto da infalibilidade papal pelo qual se criou um novo dogma da igreja. Um dogma que os homens deveriam aceitar, sob pena de excomunhão se o rejeita-sem. Todos deviam agora abraçar e submeter-se ao ensinamento de que o bispo de Roma era infalível sempre que ele falava com autoridade sobre qualquer assunto relacionado à doutrina ou moral e que os homens e mulheres são obrigados, sob pena da perda da salvação a se submeter a tal ensino.

O concilio ensinou que esse dogma tinha sido a crença e a prática da igreja antiga e que, portanto, não era um mero ensino, mas uma reafirmação da tradição e fé da igreja historicamente.

No entanto, é interessante notar que na época do concilio, os principais historiadores dentro da comunhão católica romana se opuseram à doutrina baseados em fatos da história. 

Um tal historiador era Johannes Joseph Ignaz von Dollinger (1799-1890). Döllinger foi um teólogo alemão e historiador da igreja. Ele começou a ensinar a história da igreja, em 1825 e em 1827 aceitou a cadeira de História da Igreja na Universidade de Munique e foi professor de História da Igreja e do direito eclesiástico, cargo que ocupou até 1872. Ele também foi chefe bibliotecário da universidade e membro da Academia de Ciências. Ele ensinou a história da igreja como um católico romano por 47 anos e foi o principal historiador romano católico do século 19. No início do Concílio Vaticano I (1869), que se reuniu para aprovar decretos sobre as questões de governo papal e infalibilidade, ele escreveu um livro sob o pseudônimo, Janus, intitulado O Papa e o Concilio.

A Enciclopédia Católica diz:
"Mal teve os primeiros relatos detalhados de trabalhos do conselho, quando Döllinger publicou em Ausburg "Allgemeine Zeitung" suas famosas "artigos de Março", reimpresso anonimamente em agosto do mesmo ano, sob o título: "Janus, der Papst, und das Konzil" . O preciso conhecimento sobre história papal aqui manifestado facilmente convence a maioria dos leitores que só Döllinger poderia ter escrito o trabalho"(Enciclopédia Católica www.newadvent.org)

Döllinger portanto, se opunha à doutrina da infalibilidade papal por motivos históricos. Pois é um ensinamento que não tem validação na história e na tradição da Igreja. 

O livro foi escrito como uma defesa histórica da supremacia do conselho geral. É um apelo veemente ao Conselho, à luz dos fatos da história, para não passar decretos que contradizem a verdade da história e tradição, e para não criar e impor um dogma sobre os católicos romanos que ligaria as almas dos homens ao erro.
Decretando a infalibilidade papal como um Dogma, o Vaticano I, afirma que é necessário para a salvação que as pessoas abracem e se submetam a este ensino plenamente.
Dollinger era a maior autoridade dentro do catolicismo romano em questão de história eclesiástica e sua opinião teria um peso tremendo. E por repudiar tal dogma papista, ele foi excomungado aos 72 anos de idade.

Essa é a história que vcs podem ver no livro, com farta documentação!!! A verdade que os militantes caóticos não querem que você saiba!!
Por isso eles não refutam o conteúdo do livro, eles apenas bufam, em atacar o autor e a nós.

Mas felizmente, como sempre, dou um Fim na Farsa do Fernando Nascimento!!! E sugiro a esse pedante ir estudar mais pra não vir dizer besteiras achando que isso é refutação.

Att: Elisson Freire.

Um comentário:

  1. Os Concílios Ecumênicos do primeiro milênio não foram nem convocados pelo Bispo de Roma, e nem presididos pelo mesmo. Percebe-se claramente que a Igreja Romanista do segundo milênio nada tem a ver com a Igreja Católica Romana do primeiro milênio. Foi apenas a partir da transição do primeiro para o segundo milênio que os católicos romanos foram se tornando romanistas na medida em que passaram a reivindicar supremacia do Bispo de Roma, ao invés da Primazia que lhe era reconhecida, e a inventar que o Papa era o Vigário de Cristo e Supremo Pastor da Igreja.

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